O grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) para monitorar a emergência sanitária yanomami chegou na madrugada desta terça-feira, dia 16, a Roraima para se reunir com lideranças indígenas locais. O coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena, Rildo Mendes, disse que a proposta é garantir que as ações emergenciais se transformem em política pública perene.
“Estamos fazendo uma visita para ver o que está sendo feito em relação à questão yanomami. Estamos preocupados porque o povo yanomami é permanente em seu território e as ações emergenciais têm um prazo: até que se resolva o problema. Mas o impacto causado pelo garimpo é de longo prazo. Estamos preocupados com o que será feito com o povo yanomami após o fim dessas ações”, disse.
Segundo o conselheiro, não se fala no fim das ações emergenciais na Terra Indígena Yanomami, mas tampouco existe algum tipo de sinalização ou apontamento, por parte do governo federal, de ações permanente para o território. “O que temos são ações emergenciais. Assim que elas terminarem, volta tudo ao normal e o povo yanomami continua em seu território. O garimpo também continua e o impacto deixado é imenso”.
A partir das 14h desta terça-feira, o grupo de trabalho se reúne com lideranças yanomami em Boa Vista. Na quarta-feira, dia 17, a agenda inclui um encontro com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE/Yanomami), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) e conselheiros estaduais e municipais de saúde.
Já na quinta-feira, dia 18, e na sexta-feira, dia 19, a comissão deve se reunir com representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, de trabalhadores de saúde indígena e de sindicatos. Também está prevista uma visita à Casa de Saúde Indígena (Casai). Ao final da visita, segundo Mendes, o grupo vai enviar ao Conselho Nacional de Saúde um relatório “para providências”. A previsão é que o documento seja finalizado até 7 de junho.
Uma vez aprovado, o relatório deve ser encaminhado a entidades como a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e demais órgãos competentes, incluindo o Ministério da Saúde. “Viemos ouvir. Vamos conversar com os envolvidos. As ações emergenciais só podem ser finalizadas a partir do momento em que houver políticas públicas para o povo yanomami”, concluiu o coordenador da comissão.
O grupo de trabalho tem a seguinte composição: Luiz Carlos Ferreira Penha, conselheiro nacional de saúde pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab); Vânia Leite, conselheira nacional de saúde pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Roberto Marques, da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste; Esther Ferrer, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi); Eliene Rodrigues, da Associação Brasileira Rede Unida; Ana Lúcia Paduello, integrante da mesa diretora do CNS; Ana Carolina Dantas, secretária-executiva do CNS; Gustavo Cabral, secretário-executivo substituto do CNS.
Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Fonte: Agência Brasil.


Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil













Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay



































Imagem de Amber Clay por Pixabay

















Imagem Ilustrativa de Manfred Richter por Pixabay






Image by StartupStockPhotos from Pixabay












Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Imagem de Witch Fiction por Pixabay








