A Black Friday é um chamariz para as compras, mas pode ser também para os golpes virtuais. Ofertas fora do padrão, envio de links promocionais por mensagens e manipulação de dados são algumas das ações mais comuns, que podem gerar prejuízos financeiros. Para prevenção, o comportamento do usuário é tão importante quanto os softwares de segurança, pois o desconhecimento das pessoas na utilização das ferramentas virtuais possibilita a ação de golpistas.

O professor de Segurança de Redes dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação da Unijorge, Elmo Baraúna, explica que os golpes se repetem, e, ainda assim, os criminosos continuam utilizando as mesmas técnicas. Em datas como a Black Friday, os fraudadores conseguem fazer mais vítimas usando o apelo promocional. Ele acrescenta que uma das técnicas mais utilizadas é a engenharia social, onde os criminosos virtuais induzem através de manipulação psicológica que os usuários enviem dados confidenciais, possibilitando a quebra de procedimentos de segurança.

“Além dos cuidados que devemos ter no dia a dia, na Black Friday, minha indicação é pesquisar e fazer as compras em grandes varejistas, em lojas que sejam mais conhecidas, que tenham uma credibilidade alta e boa reputação, principalmente para compras de valor mais elevado”, diz o professor.

Outra dica é não clicar em nenhum link de promoção, seja enviado por e-mail, por Whatsapp ou SMS. O cliente deve digitar o endereço da loja no browser e sempre fazer a pesquisa sobre a idoneidade da empresa, em sites de reclamação e no Procon. E em casos de receber ligações, não passar dados pessoais de forma alguma. Nesses casos, deve fazer contato com os meios oficiais da empresa para certificar-se sobre o que está sendo oferecido.O consumidor deve desconfiar também de promoções que tragam vantagens fora da média do mercado, como preços muitos baixos, mesmo para promoções de Black Friday. É melhor checar antes a média de preço do produto e não deixar se levar pelo impulso.

No e-commerce, o cliente deve sempre optar pela compra com o cartão virtual, que é gerado com um tempo de validade bem pequeno ou mesmo com validade para apenas uma compra. Nesse cenário, mesmo que o cartão seja clonado ele não terá mais validade. Ao finalizar a compra na internet, o cliente não deve deixar o número do cartão salvo nos sites. Cuidado também com o pagamento via PIX, pois a chance de reaver o dinheiro em caso de fraude é menor.

Além dos cuidados contra possíveis golpes, as pessoas devem estar atentas às publicidades enganosas, que são aquelas que levam ou mantêm o consumidor em erro, como explica o professor do curso de Direito da Unijorge, Ângelo Boreggio. “A propaganda enganosa está prevista no art. 37 do Código de Defesa do Consumidor, que para além de ser ilícito civil, trata-se também de crime contra o consumo. O cliente poderá denunciar tais práticas ao Procon de sua cidade, bem como à delegacia do consumidor”, finaliza.

ASCOM