Felipe Leonardo Estati – oncologista
Agosto Branco é o mês de conscientização e alerta para o câncer de pulmão. Vale destacar que essa é a neoplasia mais prevalente e letal do mundo, com cerca de 2 milhões de novos casos ao ano. Sabidamente, o principal fator de risco é a carga tabágica (número de cigarros fumados ao longo da vida), porém a exposição passiva a tabaco e a substâncias inalatórias tóxicas também aumenta o risco. Em alguns casos, fatores genéticos podem estar associados. Mesmo pacientes não tabagistas devem ter a suspeita, diante um quadro clínico compatível, visto que 15% dos casos desse tumor ocorrem em indivíduos que nunca fumaram.
Vale destacar que a cessação do tabagismo leva a uma diminuição do risco de câncer de pulmão ao longo dos anos, embora esse risco permaneça sempre superior a quem nunca fumou. Não há dados que indiquem que haja níveis seguros para qualquer forma de tabagismo, incluindo o consumo de cigarros eletrônicos, que também contêm nicotina, responsável pela dependência, além de outras substâncias químicas distintas do cigarro convencional.
Apesar dos avanços médicos recentes, apenas 25% dos casos são diagnosticados em fases iniciais. Portanto, sintomas de cansaço progressivo (falta de ar), tosse em piora, sangue no catarro e dor torácica que evolui ao longo de dias merecem atenção do paciente e do profissional que realiza o primeiro atendimento. (mais…)


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