Após impedir embarque de adolescente com deficiência, Azul é condenada a pagar indenização

Imagem de juanjo tugores por Pixabay

A justiça da Bahia condenou a companhia aérea Azul a indenizar um adolescente com deficiência em R$ 15 mil por danos morais. A decisão, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ocorreu porque a empresa impediu o garoto de viajar de Salvador para Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. Após a condenação, o processo passou para a fase de recurso e tramita no 2º grau do Poder Judiciário da Bahia.

O caso aconteceu em setembro de 2018, quando o adolescente tinha 13 anos, e precisava retornar para Vitória da Conquista, onde morava, depois de fazer exames no Hospital Sarah, na capital baiana. De acordo com informações que constam na decisão do TJ-BA, o médico do garoto recomendou que a viagem fosse feita de avião já que ele tinha sofrido um grave acidente vascular cerebral, em 2017, e estava dependente da mãe até para fazer as tarefas mais simples do cotidiano.

A companhia aérea, no entanto, se recusou a transportar o adolescente sem qualquer justificativa plausível. A mãe do menino precisou da ajuda de terceiros para comprar a passagem de ônibus e retornar da capital baiana. Durante todo o trajeto, o menor passou mal. Em defesa, a Azul justificou que impediu o embarque do menino por não existir informações precisas sobre o estado de saúde dele e da autonomia do adolescente para as necessidades fisiológicas. (mais…)

Por unanimidade, STF decide manter punição a motoristas que recusarem bafômetro

Imagem Ilustrativa | Foto: Andre Borges/ Agência Brasília

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, dia 19, validar a punição prevista no Código de Trânsito Brasileiro ao motorista que se recusar a fazer o teste do bafômetro. Mais de mil processos no país aguardavam um posicionamento do plenário do STF sobre o tema.

É prevista, no Brasil, uma multa administrativa para quem se recusa a fazer “teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa”. Nestes casos, o condutor também fica proibido de dirigir pelos próximos 12 meses, além de ter a habilitação e o veículo retidos.

A decisão foi uma resposta ao recurso do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), que tentava reverter a anulação de uma multa aplicada a um motociclista de Cachoeirinha (RS) que se recusou a fazer o teste.

Metro1

Moraes aplica nova multa a Silveira; valor já chega a R$ 645 mil

Na foto, Dep. Daniel Silveira | Crédito: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aplicou mais uma multa no deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), no valor de R$ 105 mil, por não cumprir uma decisão que o obriga a usar uma tornozeleira eletrônica. Somando as multas anteriores pelo descumprimento dessa e de outras medidas cautelares, o valor já chega a R$ 645 mil.

Moraes havia estabelecida o pagamento de $ 15 mil por dia por descumprimento da medida. A nova multa se refere a um período de sete dias, entre quinta-feira da semana passada e quarta-feira desta semana.

A ação penal contra Silveira no STF tem Moraes como relator. Em 20 de abril, a Corte condenou o deputado a oito anos e nove meses mais multa em razão de ameaças e incitação à violência contra ministros do tribunal.

Metro1

Ministro do STF rejeita ação de Bolsonaro contra Moraes por abuso de autoridade

Foto: Carolina Antunes/ PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, rejeitou o pedido de investigação contra o colega de Corte, Alexandre de Moraes.

A ação foi ajuízada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que alegou que Moraes cometeu a abuso de autoridade. Moraes é o relator do inquérito das fake news, e de outras quatro investigações sobre o presidente.

Dias Toffoli entendeu que não há crime de abuso de autoridade na conduta de Moraes; que o ministro não tem qualquer interesse específico no inquérito das fake news; que o Estado Democrático de Direito impõe deveres e obrigações a todos; e que há uma tentativa de inversão de papéis, transformando-se o juiz em réu pelo simples fato de ser juiz.

Metro1

STJ derruba decisão e retoma valores de pedágios nas BRs 116 e 324 na Bahia

Foto: Marcos Santos/ Jornal da USP/ Fotos Publicas

Uma decisão retomou os valores de pedágios de trechos das BRs 116 e 324 operadas pela ViaBahia. Com isso, o valor do pedágio sai de R$ 4,30 para R$ 5,10 e de R$ 2,40 para R$ 2,90, respectivamente.

A determinação foi deferida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, após recurso da ViaBahia. Com isso, o magistrado suspendeu decisão antes favorável à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

No recurso enviado ao STJ para derrubar a ordem antes em vigor, a concessionária alegou o risco de “grave dano financeiro” ao qual estaria exposta. A ordem agora em vigor foi determinada na última terça-feira, dia 10.

Bahia Noticias

Senado aprova projeto de lei que restringe operações policiais em escritórios de advocacia

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O Senado federal concluiu, na última quarta-feira, dia 11, a votação do projeto de lei que restringe operações policiais em escritórios de advocacia. Agora o texto vai seguir para o presidente Jair Bolsonaro. A proposta altera trechos do Estatuto da Advocacia e do Código de Processo Civil.

O projeto fixa limites e critérios para as operações de busca e apreensão em escritórios de advocacia ou em locais de trabalho de advogados. De acordo com o texto, que data de 2020, a medida judicial que violar o escritório de advocacia será determinada em “hipótese excepcional”, desde que exista fundamento e indício por parte do órgão de acusação. Caso seja o prejeto seja aprovado pelo presidente, esse tipo de operação não deve ser realizado apenas com base em declarações de delação premiada.

O deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), autor do projeto, afirmou que o texto adapta o Estatuto da Advocacia “aos novos tempos, reforçando o feixe de prerrogativas agrupadas sob o epíteto ‘inviolabilidade do advogado’, que a Constituição Federal e o próprio Estatuto asseguram a esses profissionais, sempre com vistas a proteger a sociedade civil de ações arbitrárias que possam ser perpetradas pelo Estado”.

Metro1