Ministério da Justiça bloqueia R$ 130 milhões em moedas virtuais

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta sexta-feira (06) o bloqueio de criptoativos (moedas virtuais) avaliados em quase R$ 130 milhões (US$ 24 milhões) que estavam em uma empresa provedora de serviços de ativos virtuais, a Exchange, sediada nos Estados Unidos.

Segundo a pasta, o bloqueio foi solicitado com base em elementos obtidos pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul, na Operação Egypto, deflagrada em maio de 2019 para apurar a atuação de uma empresa com sede no município gaúcho de Novo Hamburgo.

De acordo com a investigação, a empresa, que prometia aos clientes retorno de 15% no primeiro mês de aplicação, estaria captando recursos de terceiros sem a autorização dos órgãos competentes. O dinheiro dos clientes era investido no mercado de criptoativos. Os ativos serão preservados pelas autoridades norte-americanas enquanto os procedimentos judiciais necessários ao seu confisco estiverem em curso no Brasil.

Agência Brasil

Caixa paga nesta sexta auxílio emergencial a 3,4 milhões de pessoas nascidas em abril

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A Caixa pagará nesta sexta-feira (06), o auxílio emergencial para 3,4 milhões de brasileiros nascidos em abril. Benefício segue até dezembro.

Desse total, 666,3 mil vão receber parcelas do auxílio principal, de R$ 600. Outros 2,8 milhões serão contemplados com a segunda parcela Auxílio Emergencial Extensão, de R$ 300.

Assim que depositados, os valores já podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas. Apesar disso, ainda não será possível sacar ou transferir o dinheiro.

Metro1

IPCA de outubro deve apontar alta, ficando em 1,20%, diz especialista

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Os grupos mais afetados pelo resultado do IPCA de outubro serão os de alimentos, bebidas e transportes, já os menos afetados serão de itens de vestuário, como aponta a análise do professor da Fipecafi, Estevão Alexandre. O resultado do índice será divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (6).

Em setembro, o resultado ficou em 0,64%, quase três vezes mais do que no mês anterior. Para o mês de outubro, o especialista acredita que o IPCA irá subir novamente. “A previsão é de uma alta em torno de 1,20% muito puxado por itens alimentícios e o reaquecimento da economia”, ressaltou.

Uma nova alta significativa do IPCA, não deve impactar a economia e a população, como explica o professor. “Ainda não haverá impacto, pois mesmo com o aumento a estimativa da inflação ainda está abaixo do centro da meta do governo”, disse. (mais…)

Arroz: Produção pode cair a 5 kg por habitante em país que consome 34 kg per capita ao ano

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O brasileiro consome, em média, 34 quilos de arroz por ano*. A produção nacional atual (10,4 milhões de toneladas) é 46% superior a essa demanda por habitante. Com isso, é possível fornecer até 50 kg por habitante. Mas essa situação poderia ser muito diferente.

Imagine se a produção anual desse cereal essencial para a dieta dos brasileiros despencasse para apenas 1 milhão de toneladas. Haveria apenas 5 quilos de arroz disponível para cada habitante do país. As consequências sociais seriam impiedosas, com o aumento exponencial dos preços, e as econômicas seriam um complicador a mais, com intenso impacto nas exportações e exigência de grandes importações para reduzir o déficit de oferta interna. O caos alimentício prejudicaria a dieta da população, que seria forçada a alterar sua base nutricional por outros produtos.

“O arroz é um alimento importante na alimentação não só do brasileiro, sendo fonte de carboidratos, proteínas e fibras necessários para uma vida saudável. Com a eventual redução dessa produção, a explosão de preços afetaria também os principais substitutos do cereal: milho e batata, por exemplo, além de derivados do trigo, como pão e macarrão”, afirma Eliane Kay, diretora executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

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Emplacamento de veículos sobe 1,42% em outubro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os emplacamentos registraram expansão de 1,42% em outubro sobre o mês de setembro. É a sexta alta mensal seguida e o melhor resultado do ano até o momento, conforme a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com a federação, que tem como base os dados do Renavam, foram comercializadas 332.888 veículos novos, em outubro, ante 328.221 unidades de setembro.

Os números se referem a todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros). “O mercado vem, gradativamente, retomando bons patamares de venda. Ainda que com o mesmo número de dias úteis (21), de setembro, em outubro tivemos o maior volume de emplacamentos de 2020”, destaca o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Já no acumulado de janeiro a outubro de 2020, 2.465.396 veículos foram emplacados – retração de 25,74% sobre o mesmo período de 2019. No ano passado foram vendidos 3.319.946 veículos. Segundo levantamento da Pesquisa IPC Maps, até o final de 2020, o consumidor brasileiro vai destinar R$ 480,7 bilhões à compra veículos próprios – crescimento de 138% frente ao desembolsado no ano passado.

Bahia.Ba

Para Banco Central, pressão inflacionária é temporária

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Para o Banco Central, a elevação de preços nos últimos meses é temporária, gerada por “redução provisória na oferta” junto com um “aumento ocasional na demanda”. A avaliação foi feita na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, divulgada nesta terça-feira (03).

“Dessa forma, apesar de a pressão inflacionária ter sido mais forte que a esperada, o Comitê mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora sua evolução com atenção”, afirmou os diretores do Banco Central, na ata. Na semana passada, o comitê manteve os juros básicos (Selic) em 2% ao ano.

Enquanto o Banco Central vê o aumento dos preços como temporários, os analistas do mercado seguem elevando as estimativas para o IPCA este ano. De acordo com o Focus desta terça-feira (3), os economistas das instituições financeiras projetam um aumento da inflação no ano em 3,02%. Há sete meses, os analistas não estimavam o IPCA acima de 3%. Embora editado pelo Banco Central, o Focus publica o levantamento das previsões de quem atua no mercado.

G1