Salário mínimo passa a ser de R$ 1.621

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O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta, dia primeiro. O valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518. O pagamento será feito a partir de fevereiro, segundo o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

Além das aposentadorias, pensões e outros auxílios que são pagos pelo INSS, o piso nacional também serve de reajuste para o seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e BPC, que é o Benefício da Prestação Continuada.

Segundo estimativa do Dieese, quase 62 milhões de brasileiros terão rendimentos direta ou indiretamente influenciados pelo novo valor do mínimo.

Como usar o consignado depois do aumento do benefício

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Todo início de ano, o reajuste do salário de aposentados e pensionistas do INSS traz um alívio no orçamento e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Junto com o novo valor, a margem consignável também é recalculada, abrindo espaço para contratar ou renegociar empréstimo consignado com base no benefício atualizado.

Esse aumento da margem costuma ser decisivo para quem já tinha usado todo o limite no ano anterior e estava sem possibilidade de novas operações. Com o reajuste, parte desse espaço volta a ficar disponível, permitindo avaliar se vale a pena usar o crédito para organizar despesas, substituir dívidas mais caras ou cobrir gastos típicos do começo do ano.

Ao mesmo tempo, mais limite não significa que a contratação seja obrigatória. O consignado continua sendo um compromisso de médio e longo prazo, com parcelas descontadas diretamente do benefício. (mais…)

2ª parcela do 13º salário cai nesta sexta (19), veja dicas para usar bem o dinheiro!

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A segunda parcela do 13º salário deve ser paga pelas empresas até esta sexta-feira, 19 de dezembro, conforme determina a legislação. Além de representar um alívio no orçamento no final do ano, o benefício pode se tornar um importante aliado da saúde financeira — desde que seja bem administrado.

O 13º salário, também conhecido como gratificação natalina, é um direito trabalhista garantido a todos os empregados formais no Brasil. Ele foi instituído pela Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962, durante o governo de João Goulart, e regulamentado posteriormente pelo Decreto nº 57.155/1965.

O benefício consiste no pagamento de um salário extra ao trabalhador, proporcional ao tempo de serviço no ano, e tem como objetivo oferecer um reforço financeiro no final do ano, período em que tradicionalmente há aumento nas despesas das famílias. De acordo com o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, o uso consciente do 13º começa com o diagnóstico da situação financeira pessoal. (mais…)

R$ 100 mil é o maior salário fixo oferecido no Brasil segundo o Guia Salarial 2026 da Michael Page

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O maior salário fixo oferecido por grandes empresas no Brasil é de R$ 100 mil por mês, segundo o Guia Salarial 2026 da Michael Page. O levantamento analisou 548 posições em 15 áreas e ouviu mais de 7 mil profissionais. O valor não inclui a análise de bônus e remuneração variável.

Dos 5 cargos com remuneração fixa na casa dos R$ 100 mil por mês, identificados pelo levantamento, quatro são da área de saúde: Superintendente/Diretor Médico em empresas de Saúde; Head de Unidade de Negócios (em empresas de dispositivos médicos); Gerente Geral (em empresa de dispositivos médicos) e Head de Unidade de Negócios, em indústria farmacêutica. Fora da saúde, apenas o setor de varejo oferece salário fixo equivalente a R$ 100 mil reais ao mês, para o cargo de Gerente Geral de Operações.

O 2º maior salário fixo oferecido por empresas no Brasil é de R$ 90 mil ao mês para Country Manager/Diretor de Negócios de companhias da área de bens de consumo. Na 3ª posição, estão os salários cuja variação máxima pode alcançar R$ 89 mil por mês para as posições de Vice-Presidente/Diretor Executivo Comercial e Vice-Presidente/Diretor Executivo de Produtos (ambos de bancos e empresas de serviços financeiros). (mais…)

​Reforma Tributária acelera corrida por governança e expõe maturidade de gestão nas empresas, aponta especialista

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A aprovação da reforma tributária inaugurou um novo ciclo no ambiente empresarial brasileiro e deve provocar um movimento de reorganização interna nas empresas. A avaliação é de Alexandre de Salles, administrador de empresas, consultor estratégico, ex-CFO e fundador da (AS) Consultoria. Segundo ele, a mudança fiscal não se limita a uma revisão de impostos, mas representa um teste de maturidade para processos, cultura e governança.

Salles afirma que a reforma funciona como ‘um espelho colocado diante das empresas’, tornando visíveis fragilidades que antes estavam escondidas na complexidade do sistema atual. ‘O impacto da reforma não está apenas na alíquota. Está na capacidade — ou incapacidade — das empresas de operar com clareza, integração e velocidade em um cenário em transformação. A crise não nasce da lei, nasce da falta de preparo’, explica.

Durante a fase de transição, que se estenderá por vários anos, as empresas terão de conviver com regras antigas e novas simultaneamente. Para o especialista, isso deve gerar um período de forte pressão operacional. ‘É como atravessar uma ponte ainda em construção. As estruturas mudam enquanto você caminha. Normas são ajustadas, sistemas precisam ser redesenhados e processos precisam se conectar. Quem tem maturidade, passa. Quem não tem, entra em crise’, afirma. (mais…)

Inadimplência de aluguel segue em alta

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A taxa de inadimplência de aluguel no Brasil registrou a maior alta dos últimos 14 meses, fechando em 3,76%, em julho, uma variação de 0,17 ponto percentual em relação a junho (3,59%). Quando comparado com o mesmo período de 2024 (3,41%), a taxa de inadimplência apresenta uma alta de 0,35 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.

A inadimplência em imóveis residenciais na faixa de aluguel acima de R$ 13.000 continua em alta, desde junho de 2024, com uma taxa de 6,83%, em julho. Os imóveis residenciais na faixa de aluguel de até R$ 1.000 tiveram alta registrada novamente, saindo de 5,79%, em junho, para 6,14%, em julho, um aumento de 0,35 ponto percentual. A taxa de inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e de R$ 3.000 a R$ 5.000 é semelhante, sendo 2,36% e 2,37%, respectivamente.

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa e segue em crescimento, de 7,48%, em junho, para 7,98%, em julho, um aumento de 0,50 ponto porcentual. A menor taxa foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 4,22%. Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos subiu de 2,47%, em junho, para 2,73%, em julho; de casas de 3,96% para 4,02%. Os imóveis comerciais também registraram aumento, de 4,91% para 5,03% de inadimplência, em julho. Os dados foram apresentados durante o Next 2025, o maior evento do setor de moradia do país.

Edição: tribuna do Recôncavo | Informações: Gustavo Neubauer/ Grupo Superlógica / NOVA PR.