Estudo em ratos indica que derivado da maconha é eficiente contra covid-19

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Um estudo com roedores feito nos Estados Unidos aponta que a cannabis, por meio de um derivado da maconha, o CBD (canabidiol), traz vantagens quando usada para combater os sintomas da Covid-19. No trabalho dos pesquisadores da Augusta University, na Geórgia (EUA), evidências mostraram que o uso do CBD ajuda no tratamento de severas inflamações pulmonares causadas pela Covid-19.

O uso da substância apresentou impacto positivo no tratamento de Sars (síndromes respiratórias agudas graves) e do que é chamado muitas vezes de “tempestade inflamatória”, uma resposta acima do normal do sistema imunológico de um indivíduo contaminado. Os autores sugerem que o CBD consegue auxiliar reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e, assim, combatendo a tempestade. Ao diminuir citocinas específicas, é possível diminuir a inflamação, acabando com o desconforto e os danos respiratórios.

Os resultados dos experimentos desses pesquisadores apoiaram essa teoria. Citocinas são proteínas produzidas pelo sistema imunológico. Após os testes em roedores, os próximos passos são realizar observações em humanos, para que o CBD possa ser usado como um tratamento efetivo no combate a doentes de Covid-19 ou de outras doenças que comprometem o sistema respiratório.

Metro1

Vacina de Oxford contra coronavírus começa a ser testada no Brasil

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Os testes da vacina contra o coronavírus, produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, começaram nesta segunda-feira, dia 22, no Brasil, segundo o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena a aplicação da vacina no estado.

A vacina testada no Brasil é uma das 141 candidatas cadastradas na Organização Mundial de Saúde (OMS) e está entre as 13 que já estão em fase clínica de testes em humanos no mundo.

“Há um caminho importante a ser percorrido agora pelos especialistas antes de podermos celebrar bons resultados. O que virá depois, ainda não sabemos. Enquanto isso, o foco da Fundação Lemann está em acompanhar a iniciativa. Há muitas pessoas e organizações trabalhando colaborativamente para o sucesso e, junto delas, esperamos dar nossa contribuição para que a pandemia seja superada, com foco e atenção ao Brasil e sua gente, nosso maior compromisso”, disse a nota da Fundação Lemann, uma das financiadoras do projeto no Brasil.

Metro1

Cientistas identificam primeiro medicamento que comprovadamente reduz mortes por coronavírus

Imagem ilustrativa | Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil

Cientistas de Oxford, no Reino Unido, disseram ter identificado o primeiro medicamento que comprovadamente reduz as mortes relacionadas ao coronavírus. O tratamento com Corticoide dexametasona, quando administrado em pacientes graves que recebem oxigênio, reduz em um terço a mortalidade entre os pacientes mais graves da Covid-19. A conclusão foi publicada nesta terça-feira, dia 16, através de um grande teste clínico. “A dexametasona é o primeiro medicamento que observamos que melhora a sobrevivência em caso de Codiv-19”, anunciaram os autores do teste britânico Recovery.

Segundo o governo britânico, o país começará a administrar imediatamente dexametasona em pacientes com a Covid-19. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Matt Hancock, depois dos resultados do estudo. “Estamos trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde para que o tratamento padrão contra a Covid-19 inclua a dexametasona a partir desta tarde”, disse o chefe da pasta.

Ao todo, 6 mil pacientes foram testados. Segundo os cientistas, um estudo que será publicado nos próximos dias mostra os resultados para 2.104 pacientes selecionados aleatoriamente, que foram medicados com a dexametasona, por via oral ou intravenosa. Eles foram comparados a 4.321 pacientes tratados convencionalmente. (mais…)

Maioria das pessoas com coronavírus desenvolve anticorpos, diz estudo

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Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos, indicou que a maioria das pessoas contaminadas pelo novo coronavírus desenvolve anticorpos após se curar da doença.

A pesquisa foi feita com pessoas de Nova York que testaram positivo para Covid-19. O estudo analisou 624 pacientes e, destes, 511 possuíam altos níveis de anticorpos presentes. Em outros 42 foram detectadas as defesas naturais em níveis fracos e 71 deles não tinham nenhum anticorpo.

Uma possibilidade que está ainda em estudo é de que aqueles que tenham os anticorpos se tornem doadores de plasma sanguíneo para pessoas que ainda estejam com a doença no corpo, como opção de tratamento.

Metro1

THCP e CBDP: Cientistas descobrem dois novos canabinoides

Imagem de 7raysmarketing por Pixabay

A Cannabis sativa produz mais de 400 químicos, mas apenas um deles, o THC, tem efeito psicoativo. No entanto, um grupo de pesquisadores italianos anunciou, no último dia 30 de dezembro, a descoberta de dois novos químicos, os canabinoides tetra-hidrocannabiforol (THCP) e o cannabidiforol (CBDP).

O primeiro, o THCP, seria 30 vezes mais potente que o THC, segundo os pesquisadores. Não se sabe se ele é realmente psicoativo, mas em ratos a substância foi mais ativa que o THC em doses menores. Já o CBDP seria um primo do CBD. Conforme noticiou a Vice, a descoberta do THCP, publicada no Scientific Reports, pode explicar algumas das variabilidades do consumo recreativo de maconha. Isso também pode explicar alguns dos aspectos medicinais do THC, que é usado para tratar náusea e perda de apetite em pacientes com câncer e HIV, entre outras coisas.

As quantidades de THCP e CBCP encontradas no estudo também foram baixas. Os pesquisadores analisaram uma variedade de cannabis de baixo THC chamada FM2, que é cultivada pelo exército italiano. Mas THCP e CBDP podem ser mais abundantes em outras cepas, o que seria preciso investigar. Por enquanto, ainda não se sabe para o que CBDP e THCP podem ser úteis. Para os pesquisadores, é possível que esses químicos possam tratar certas condições ainda melhor que seus homólogos.

Bahia Noticias

Implementação do 5G só começa em 2022, diz ministro da Ciência

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Para os brasileiros, a implementação do 5G só deve começar a acontecer em 2022, segundo estimativa feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. A tecnologia vai permitir conexão sem fio dez vezes mais rápida que a do 4G.

Segundo Pontes, o leilão para selecionar as empresas que vão atuar no 5G só deve sair em 2021. O motivo é a possibilidade de um entrave técnico, que pode causar interferência com antenas parabólicas para televisão em uma das frequências que vão ser leiloadas.

“Tenho que ter pelo menos uma estratégia de mitigação. Imagino que no fim de 2021 e começo de 2022 comece a ter implementação de um piloto”, estimou o ministro.

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