Pela primeira vez, cientistas acham plástico em órgãos humanos

Cientistas americanos detectaram, pela primeira vez, micro plásticos e nano plásticos em órgãos e tecidos humanos, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira (17), no congresso virtual de outono da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês).

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, encontraram o material em todas as 47 amostras de pulmões, fígado, fígado, baço e rins que examinaram, oriundos de um banco de tecidos criado para estudar doenças neurodegenerativas.

Dezenas de tipos de plástico foram identificados, incluindo policarbonato (PC), tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas plásticas, e polietileno (PE), usado para sacos plásticos. Pesquisas em animais têm associado a exposição a microplásticos e nanoplásticos a infertilidade, inflamações e câncer.

Resfriado comum pode dar imunidade contra a Covid-19, diz estudo americano

Imagem de Anastasia Gepp por Pixabay

Em alguns casos, pessoas que nunca foram infectadas pelo Sars-CoV-2, o causador da covid-19, podem ter imunidade contra essa doença caso já tenham sido infectadas por outros tipos de coronavírus que causam apenas resfriados comuns. A descoberta foi publicada nesta terça-feira, dia 04, pela revista especializada Science. A pesquisa, liderada pelo biólogo colombiano José Mateus, do Instituto de Imunologia de La Jolla, na Califórnia (EUA), descreve como amostras de sangue coletadas antes de 2019, quando o Sars-CoV-2 ainda não estava circulando, foram capazes de reagir contra o novo coronavírus.

No entanto, o tipo de resposta imune contra o patógeno não foi humoral, na qual anticorpos (moléculas de ataque) abordam o invasor. Como cientistas já desconfiavam, ocorreu uma resposta de tipo celular, na qual linfócitos T, uma classe específica de células do sistema, atacam outras células infectadas. Realizando testes específicos, o grupo identificou que o mesmo mecanismo de ataque que já existe em algumas pessoas contra o Sars-CoV-2 se aplicava aos outros coronavírus de resfriado, especificamente o OC43, o 229E, o NL63 e o HKU1.

A conclusão do estudo não é de que todas as pessoas já infectadas por esses vírus passem a estar protegidas contra a covid-19, mas os resultados podem ajudar a entender a dinâmica da pandemia. Segundo os pesquisadores, a memória imune gerada por essas células deve ajudar a explicar por que o impacto da infecção pelo novo coronavírus varia mesmo entre pacientes com a mesma faixa etária e perfil.

Metro1

Estudo em ratos indica que derivado da maconha é eficiente contra covid-19

Imagem de Tibor Janosi Mozes por Pixabay

Um estudo com roedores feito nos Estados Unidos aponta que a cannabis, por meio de um derivado da maconha, o CBD (canabidiol), traz vantagens quando usada para combater os sintomas da Covid-19. No trabalho dos pesquisadores da Augusta University, na Geórgia (EUA), evidências mostraram que o uso do CBD ajuda no tratamento de severas inflamações pulmonares causadas pela Covid-19.

O uso da substância apresentou impacto positivo no tratamento de Sars (síndromes respiratórias agudas graves) e do que é chamado muitas vezes de “tempestade inflamatória”, uma resposta acima do normal do sistema imunológico de um indivíduo contaminado. Os autores sugerem que o CBD consegue auxiliar reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e, assim, combatendo a tempestade. Ao diminuir citocinas específicas, é possível diminuir a inflamação, acabando com o desconforto e os danos respiratórios.

Os resultados dos experimentos desses pesquisadores apoiaram essa teoria. Citocinas são proteínas produzidas pelo sistema imunológico. Após os testes em roedores, os próximos passos são realizar observações em humanos, para que o CBD possa ser usado como um tratamento efetivo no combate a doentes de Covid-19 ou de outras doenças que comprometem o sistema respiratório.

Metro1

Vacina de Oxford contra coronavírus começa a ser testada no Brasil

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Os testes da vacina contra o coronavírus, produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, começaram nesta segunda-feira, dia 22, no Brasil, segundo o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena a aplicação da vacina no estado.

A vacina testada no Brasil é uma das 141 candidatas cadastradas na Organização Mundial de Saúde (OMS) e está entre as 13 que já estão em fase clínica de testes em humanos no mundo.

“Há um caminho importante a ser percorrido agora pelos especialistas antes de podermos celebrar bons resultados. O que virá depois, ainda não sabemos. Enquanto isso, o foco da Fundação Lemann está em acompanhar a iniciativa. Há muitas pessoas e organizações trabalhando colaborativamente para o sucesso e, junto delas, esperamos dar nossa contribuição para que a pandemia seja superada, com foco e atenção ao Brasil e sua gente, nosso maior compromisso”, disse a nota da Fundação Lemann, uma das financiadoras do projeto no Brasil.

Metro1

Cientistas identificam primeiro medicamento que comprovadamente reduz mortes por coronavírus

Imagem ilustrativa | Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil

Cientistas de Oxford, no Reino Unido, disseram ter identificado o primeiro medicamento que comprovadamente reduz as mortes relacionadas ao coronavírus. O tratamento com Corticoide dexametasona, quando administrado em pacientes graves que recebem oxigênio, reduz em um terço a mortalidade entre os pacientes mais graves da Covid-19. A conclusão foi publicada nesta terça-feira, dia 16, através de um grande teste clínico. “A dexametasona é o primeiro medicamento que observamos que melhora a sobrevivência em caso de Codiv-19”, anunciaram os autores do teste britânico Recovery.

Segundo o governo britânico, o país começará a administrar imediatamente dexametasona em pacientes com a Covid-19. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Matt Hancock, depois dos resultados do estudo. “Estamos trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde para que o tratamento padrão contra a Covid-19 inclua a dexametasona a partir desta tarde”, disse o chefe da pasta.

Ao todo, 6 mil pacientes foram testados. Segundo os cientistas, um estudo que será publicado nos próximos dias mostra os resultados para 2.104 pacientes selecionados aleatoriamente, que foram medicados com a dexametasona, por via oral ou intravenosa. Eles foram comparados a 4.321 pacientes tratados convencionalmente. (mais…)

Maioria das pessoas com coronavírus desenvolve anticorpos, diz estudo

Imagem de Kalhh por Pixabay

Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos, indicou que a maioria das pessoas contaminadas pelo novo coronavírus desenvolve anticorpos após se curar da doença.

A pesquisa foi feita com pessoas de Nova York que testaram positivo para Covid-19. O estudo analisou 624 pacientes e, destes, 511 possuíam altos níveis de anticorpos presentes. Em outros 42 foram detectadas as defesas naturais em níveis fracos e 71 deles não tinham nenhum anticorpo.

Uma possibilidade que está ainda em estudo é de que aqueles que tenham os anticorpos se tornem doadores de plasma sanguíneo para pessoas que ainda estejam com a doença no corpo, como opção de tratamento.

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