THCP e CBDP: Cientistas descobrem dois novos canabinoides

Imagem de 7raysmarketing por Pixabay

A Cannabis sativa produz mais de 400 químicos, mas apenas um deles, o THC, tem efeito psicoativo. No entanto, um grupo de pesquisadores italianos anunciou, no último dia 30 de dezembro, a descoberta de dois novos químicos, os canabinoides tetra-hidrocannabiforol (THCP) e o cannabidiforol (CBDP).

O primeiro, o THCP, seria 30 vezes mais potente que o THC, segundo os pesquisadores. Não se sabe se ele é realmente psicoativo, mas em ratos a substância foi mais ativa que o THC em doses menores. Já o CBDP seria um primo do CBD. Conforme noticiou a Vice, a descoberta do THCP, publicada no Scientific Reports, pode explicar algumas das variabilidades do consumo recreativo de maconha. Isso também pode explicar alguns dos aspectos medicinais do THC, que é usado para tratar náusea e perda de apetite em pacientes com câncer e HIV, entre outras coisas.

As quantidades de THCP e CBCP encontradas no estudo também foram baixas. Os pesquisadores analisaram uma variedade de cannabis de baixo THC chamada FM2, que é cultivada pelo exército italiano. Mas THCP e CBDP podem ser mais abundantes em outras cepas, o que seria preciso investigar. Por enquanto, ainda não se sabe para o que CBDP e THCP podem ser úteis. Para os pesquisadores, é possível que esses químicos possam tratar certas condições ainda melhor que seus homólogos.

Bahia Noticias

Implementação do 5G só começa em 2022, diz ministro da Ciência

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Para os brasileiros, a implementação do 5G só deve começar a acontecer em 2022, segundo estimativa feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. A tecnologia vai permitir conexão sem fio dez vezes mais rápida que a do 4G.

Segundo Pontes, o leilão para selecionar as empresas que vão atuar no 5G só deve sair em 2021. O motivo é a possibilidade de um entrave técnico, que pode causar interferência com antenas parabólicas para televisão em uma das frequências que vão ser leiloadas.

“Tenho que ter pelo menos uma estratégia de mitigação. Imagino que no fim de 2021 e começo de 2022 comece a ter implementação de um piloto”, estimou o ministro.

Metro1

Brasileiros desenvolvem tecnologia de reconstrução craniana

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Pesquisadores de oito instituições federais, estaduais e municipais desenvolveram uma tecnologia de reconstrução craniana, que poderá atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o pesquisador da Fiocruz e neurofisiologista Renato Rozental, coordenador da equipe multidisciplinar, foi desenvolvida uma prótese para reconstrução de defeitos ósseos extensos da calota craniana.

O pesquisador disse que um paciente fica, às vezes, sete ou oito anos esperando por uma solução, porque as possibilidades que existem no mercado são muito caras, com uma prótese de titânio chegando a R$ 200 mil. Esse valor envolve somente a malha de titânio, disse. “É inviável”. A solução que o grupo liderado por Renato Rozental desenvolveu é 20 vezes mais barata, ou seja, tem custo em torno de R$ 10 mil. O pesquisador salientou que esse preço é sem escalonar. “Quando nós escalonarmos o processo, vai ficar ainda mais barato e, além disso, tão eficaz ou mais do que o titânio”.

Rozental esclareceu que uma vez que o paciente tenha uma janela, um buraco ou uma ferida óssea no crânio, este fica fragilizado. Se colocar uma malha de titânio e a cabeça do paciente sofrer novo impacto, o crânio que já está fragilizado pode rachar. Já a prótese apresentada pelo grupo liderado pela Fiocruz foi desenvolvida de tal forma que, se houver um outro impacto, o que vai fragmentar é a prótese e não o crânio da pessoa.

Agência Brasil

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa nesta segunda-feira

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Começa nesta segunda-feira, dia 21, a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que promoverá eventos em todo o Brasil com o objetivo de dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa. A ideia é popularizar esse tipo de conhecimento, muitas vezes restrito a acadêmicos, para os cidadãos, especialmente os mais jovens. A SNCT é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com secretarias da área nos estados e municípios, além de universidades, escolas e instituições de ensino e pesquisa.

Neste ano, a SNCT terá como tema “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. A cada ano, um assunto é escolhido como forma de orientar as atividades e voltar a atenção para problemas relacionados. De acordo com o MCTIC, o tema foi escolhido pela importância do fomento a projetos voltados a estimular o desenvolvimento sustentável em diversos campos, como biotecnologia industrial, saúde e agronomia, entre outros.

Até domingo, dia 27, mais de 5,2 mil atividades devem ser promovidas por 172 instituições ligadas aos governos federal, estaduais e municipais, escolas, centros de pesquisa e entidades da sociedade civil. Ao todo, os eventos preparados para a semana serão realizados em 278 municípios, em 23 estados e no Distrito Federal. Para conhecer a programação, busque mais informações na página do evento, no site do MCTIC . (mais…)

Cientistas temem que óleo no litoral contamine manguezais

Imagem Ilustrativa | Foto: Marcos Rodrigues/ Secom

Pesquisadores do Centro de Excelência em Geoquímica do Petróleo da Universidade Federal da Bahia (Ufba) começaram analisar amostra do petróleo encontrado nas praias de Sergipe e no município baiano de Conde, nesta segunda-feira, dia 07.

Segundo os cientistas, o material está degradado e existe o risco eminente de que ele contamine áreas de mangue, ecossistema que é considerado o berçário da vida marinha. A direção do Instituto de Biologia (Ibio-Ufba) já disponibilizou quatro especialistas, que viajarão nesta quarta-feira, dia 09, para ajudar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no diagnóstico da situação dos ecossistemas marinhos das regiões baianas afetadas.

Mesmo sendo um dos últimos estados onde o petróleo chegou, as manchas avistadas foram consideradas grandes tanto pelo Instituto de Geociências quanto pelo Ibio. Três cidades baianas registraram aparições do óleo: Conde, Esplanada e Jandaíra (Mangue Seco). (mais…)

Falta de dinheiro adia conclusão do maior projeto científico do país

Foto: P. Horálek/ ESO

O principal projeto do governo federal de pesquisa científica, o Sirius, em Campinas, interior de São Paulo, não ficará completamente pronto até o fim de 2020, conforme previsto inicialmente. Com a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o projeto recebeu até setembro repasse de R$ 75 milhões dos R$ 255,1 milhões previstos para 2019 — 29,4% do total. Do valor repassado, R$ 50 milhões foram gastos.

O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de “raio X superpotente” que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Atualmente, há apenas um laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. No Brasil, essa tecnologia só está disponível em equipamentos de 2ª geração, em funcionamento há 30 anos.

Apesar de garantir o início de operação no próximo ano, o diretor do projeto, Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), destaca que o orçamento dotado pelo governo federal impede a conclusão no prazo inicial. Segundo ele, a entrega de todas as 13 linhas de pesquisa previstas no Sirius deverá ficar para 2021.

G1