Sobrevivente de acidente em MG diz que barulho de cachoeira abafou gritos de alerta

Foto: Rede Social

Turista de Jaú, em São Paulo, Michel Leite Neves, 31 anos, estava acompanhado da família em uma das lanchas atingidas por uma rocha gigante que deixou dez pessoas mortas, no Lago de Furnas, na cidade de Capitólio, em Minas Gerais, no fim da manhã de sábado, dia 8. O sobrevivente contou que, na embarcação em que estava, não conseguiu ouvir o alerta das pessoas devido ao barulho da cachoeira.

Segundo Michel, deu para perceber que havia pequenas pedras caindo, mas quando questionado, o piloto teria explicado que era algo recorrente, sem perceber o anúncio do acidente. Em seguida, Michel relata o momento em que notaram a pedra maior desprender-se. “Ele virou o barco porque disse que era melhor a gente sair dali. Mas nesse momento o paredão já estava caindo. A sorte é que o motorista teve essa percepção. A lancha dele era menor e muito rápida e por isso conseguimos escapar”.

Por causa do choque com a água, estilhaços da rocha causaram ferimentos leves nos ocupantes da lancha. A  sogra de Jaú precisou passar por cirurgia, já que teve uma fratura exposta no cotovelo. “Foi assustador. Na hora, a gente imagina que está morrendo. Não tem como descrever o sentimento, foi a pior sensação da minha vida. Estamos bem abalados, chocados. É um trauma inexplicável”, lembra.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: G1 e Metro1

Sobe para 10 o número de mortos no desabamento no Capitólio em Minas Gerais

Foto: Reprodução/ Vídeo / Redes Sociais

Após o desabamento de uma rocha em cânion do Capitólio, em Minas Gerais, ter atingido quatro embarcações, com 34 pessoas, neste sábado, dia 08, as buscas pelos desaparecidos retornaram às 5h deste domingo, dia 09. O corpo da décima vítima foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

O primeiro corpo identificado neste domingo trata-se de Júlio Borges Antunes, 68 anos, natural da cidade mineira de Alpinópolis. A vítima teve o corpo liberado e será sepultada neste domingo, em São José da Barra, no mesmo estado. Segundo a corporação, eles não trabalham mais com a hipótese de desaparecidos.

Além dos dez mortos, a tragédia deixou 32 pessoas feridas. Destas, 27 foram atendidas e liberadas: 23 delas da Santa Casa de Capitólio e outras 4 da Santa Casa de São José da Barra, a 46 km de Capitólio. Outras 4 pessoas, ao menos, seguem internadas. Pelo menos dois dos feridos tiveram fraturas expostas e passaram por cirurgias em hospitais da região.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Metro1

Rocha atinge três lanchas na região dos cânions de Capitólio em Minas Gerais

Foto: Reprodução/ Vídeo / Redes Sociais

Uma estrutura rochosa desabou na região dos cânions de Capitólio, em Minas Gerais, neste sábado, dia 08. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente teria relação com uma tromba d’água e que três lanchas teriam sido atingidas.

Um vídeo flagrou a cena. Ao menos 15 pessoas ficaram feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Equipes das cidades de Passos e Piumhi e um helicóptero de Varginha estão em deslocamento na região.

Os cânions do Lago de Furnas, localizados na cidade de Capitólio, são formados por paredões com mais de 20 metros de altura. O local atrai muitos turistas que buscam passeios de lanchas e mergulho nas águas da região. Muitos visitantes também procuram o Mirante dos Cânions, onde é possível ver toda a paisagem.

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Ministério da Saúde avalia reduzir isolamento para 5 dias em casos assintomáticos de Covid

Imagem de Ben Kerckx do Pixabay

O ministro Marcelo Queiroga afirmou nesta sexta-feira, dia 07, que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde estão avaliando reduzir para cinco dias o isolamento de infectados assintomáticos por Covid-19.

Queiroga diz que a medida já está sendo adotada em outros países e possui evidências científicas. Ainda segundo o ministro, uma reunião com secretários será realizada ainda nesta sexta-feira para tratar o tema. Atualmente, os sintomáticos fazem isolamento de 10 dias. Já os sintomáticos, 14.

Há alguns dias, o órgão de regulação americano, CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) aprovou a redução do tempo de isolamento para pessoas sem sintomas e também para aquelas que não têm febre e apresentam outros sintomas em diminuição.

Metro1

Médicos pedem ao CFM que abra processo ético contra Queiroga

Na foto, Marcelo Queiroga | Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo pediu a abertura de um processo ético-profissional contra o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O grupo enviou o pedido para o Conselho Federal de Medicina (CFM).

No texto, os autores do pedido dizem que Queiroga não tomou as medidas cabíveis para a rápida execução da vacinação, citando a demora em autorizar a imunização de crianças contra a Covid-19.

Segundo a entidade, a atitude seria um “flagrante desrespeito ao que preconia a ciência, lastreada no perfil de segurança e eficácia da vacina (Pfizer/BioNTech) já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o documento julga a posição do ministro da Saúde como incoerente.

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Regra da Anvisa proíbe autoteste contra a Covid-19 no Brasil

Foto: Bruno Concha/ Secom

Popularizados em países da Europa e nos Estados Unidos, os autotestes contra a Covid-19 podem ser feitos em casa pelo próprio paciente. Enquanto no exterior dá para encontrar o material de testagem em clínicas, farmácias e até serviços públicos, no Brasil, uma regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização e distribuição.

Os autotestes emitem o diagnóstico depois que a pessoa coleta o próprio material [com auxílio de um swab, como em um PCR normal] e coloca sobre uma superfície que aponta se há ou não a infecção. E é aí que ele é barrado pela resolução 36 da Anvisa. No texto consta que não podem ser ofertados à população leiga produtos com finalidade de diagnóstico, “incluindo agentes que causam doenças infecciosas passíveis de notificação compulsória”.

Uma exceção prevista em artigo único do mesmo texto, contudo, diz que a proibição pode ser revogada por Resolução da Diretoria Colegiada, tendo em vista políticas públicas e ações estratégicas formalmente instituídas pelo Ministério da Saúde”. Por meio de nota enviada ao portal Yahoo, a Anvisa afirma que para que o material circule no país é necessário que uma medida seja “estudada com critério quanto aos riscos, benefícios e possíveis efeitos”.

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