Jovens são o principal grupo de risco para o suicídio no Brasil

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Os jovens são um dos destaques entre os grupos analisados sobre suicídio e lesões autoprovocadas pelo Boletim Epidemiológico, lançado em 2024. Os dados mais recentes levantados no documento indicam que, de 2010 a 2021, o suicídio foi a terceira causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no Brasil.

No mês em que se inicia o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio e promoção à saúde mental, a psicóloga Letícia Catarina, da Pró-Saúde, indica que as causas para o suicídio entre jovens são plurais. ‘O suicídio é um fenômeno multifatorial, isso significa que existem diversas causas que podem desencadear idealizações suicidas. O importante é reconhecer sinais para poder ajudar quem está passando por esse momento’, explica Letícia.

A profissional chama atenção para os principais sinais, principalmente se eles se manifestarem ao mesmo tempo:

  • Isolamento;
  • Mudanças bruscas de comportamento;
  • Queda de desempenho estudantil e/ou profissional;
  • Preocupação com a própria morte ou falta de esperança;
  • Expressão de ideias ou intenções suicidas.

Onde buscar ajuda

Qualquer pessoa pode buscar ajuda em CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA 24h, Pronto Socorro, Hospitais, SAMU 192 e no Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio de ligação ao número 188 ou site: http://www.cvv.org.br/

Comunicação – Pró-Saúde.

ARTIGO: Rótulo zero não é sinônimo de saudável

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Nos últimos anos, os rótulos zero açúcar, zero gordura e zero lactose invadiram o dia a dia de milhares de pessoas que buscam perda de peso e melhor qualidade de vida. Mas será mesmo que alimentos ‘ZERO’ agregam benefícios?

A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato alerta que olhar apenas o selo da embalagem pode induzir a escolhas pouco equilibradas. Para ela, substituir amplamente bebidas açucaradas por versões ‘zero’ pode gerar uma perda de peso modesta no curto prazo, sobretudo em quem consome grandes volumes de refrigerantes, porque poupa calorias. Mas a meta, a longo prazo, é mudar hábitos: priorizar água como bebida principal e evitar o consumo frequente de bebidas e alimentos ultraprocessados ‘zero’, ricos em adoçantes e aditivos’.

Alimentos zero gordura são realmente saudáveis ou podem ter outros componentes prejudiciais?

Dra. Lorena Lima Amato — ‘Zero’ não é sinônimo de saudável. Um refrigerante zero, por exemplo, pode ter zero calorias e ainda assim não ser saudável. Um produto pode ser zero gordura, mas trazer alto teor de açúcar; ou zero açúcar, porém carregado de corantes, conservantes e outros aditivos. Portanto, é essencial olhar a composição como um todo.

*Dra. Lorena Lima Amato é endocrinologista.

Texto: Gengibre Comunicação.

ARTIGO: O perigo invisível do mofo dentro de casa

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Por José Roberto e Alexandre Brites.

30% dos edifícios no mundo apresentam a Síndrome do Edifício Doente (SED), resultado de fatores como má ventilação, iluminação inadequada e uso de materiais de construção tóxicos. Entre os sinais mais comuns desse fenômeno, o mofo está entre os mais recorrentes.

Essa colônia de fungos que se desenvolve em ambientes úmidos, quentes e sem ventilação é um dos fatores diretamente ligado ao agravamento de crises de asma, rinite e outras doenças respiratórias. A boa notícia é que medidas simples de rotina e cuidados técnicos podem transformar qualquer ambiente em um espaço mais seguro e agradável.

José Roberto Campaneli, diretor da rede de franquias de intermediação de serviços domésticos Mary Help e Alexandre Brites, técnico em Eletromecânica e CEO da APX Engenharia, elencaram dicas rápidas para manter a casa livre de mofo.

  • Deixe a casa respirar: abra janelas e portas todos os dias, mesmo que por pouco tempo.
  • Armários arejados: afaste móveis alguns centímetros da parede e evite guardar roupas úmidas.
  • Aliados simples: coloque sachês de sílica gel, carvão ativado ou giz escolar nos cantos dos armários para absorver a umidade.
  • Limpeza prática: use vinagre branco, opte sempre pelo específico para limpeza, para casos leves e solução de água sanitária diluída para manchas mais resistentes.
  • Atenção ao ar-condicionado: limpe filtros regularmente e revise o aparelho a cada seis meses.

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Direitos trabalhistas que poucos conhecem

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Muitos trabalhadores conhecem somente os direitos mais básicos, como salário, férias e décimo terceiro, sendo os que estão bem presentes no cotidiano do trabalho. No entanto, a legislação trabalhista brasileira garante uma série de benefícios que vão muito além disso e que podem fazer diferença no bolso e na qualidade de vida de quem trabalha.

Por isso, entender os direitos trabalhistas é importante para que todo profissional consiga ter segurança e transparência em sua jornada. A seguir, entenda o que são direitos trabalhistas, quais são os que estão garantidos por lei e conheça os direitos que muitas vezes passam despercebidos, mas que podem ser exigidos quando necessário.

O que são direitos trabalhistas e por que vão além do salário

Os direitos trabalhistas são um conjunto de normas estabelecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que buscam garantir proteção ao trabalhador no ambiente de trabalho.

Eles foram criados para proteger a relação entre empregado e empregador, assegurando condições dignas de trabalho e prevenir abusos, visto que esses direitos asseguram condições, como um espaço de trabalho saudável e livre de discriminação, remuneração justa e limites adequados de jornada. (mais…)

Após 10 anos, lei que regula participação de pacientes em estudos de novas drogas e vacinas entra em vigor

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Já está em vigor no Brasil a Lei 14.874/2024 que estabelece requisitos para a condução da pesquisa clínica, incluindo a necessidade de aprovação ética, consentimento informado dos participantes e transparência dos dados. A Lei visa garantir a segurança dos participantes e a integridade dos resultados das pesquisas.

A Pesquisa Clínica é quando são realizados testes com humanos para saber se de fato um novo tratamento, medicamento ou vacina é eficaz e seguro. O Brasil comemorou a sanção da Lei que levou quase 10 anos de amplas discussões no Congresso para ser aprovada, no entanto, ainda esbarra na falta de diretrizes sobre sua regulamentação.

Fernando de Rezende Francisco, gerente executivo da ABRACRO (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) explica que, apesar da aprovação da Lei, o cenário da Pesquisa Clínica no país atualmente é de instabilidade, já que a lei pode ser regulamentada daqui um ano, dois ou até mais. (mais…)

ARTIGO: Os riscos de adquirir lentes de contato pela internet

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Por Dra. Jeanine Dantas – oftalmologista.

Se antigamente as lentes de contato serviam para corrigir alguns problemas oculares de forma precária, com o tempo o dispositivo expandiu sua eficiência e passou a proporcionar uma visão mais natural e ampla para corrigir uma ampla gama de erros refrativos. Isso fez com que as lentes de contato se firmassem como uma opção mais prática para quem não quer depender dos óculos. Ao mesmo tempo, alcançaram um novo tipo de consumidor ao se tornarem um recurso para fins estéticos, oferecendo maior liberdade e autoestima a quem quer modificar a cor dos olhos.

‘Apesar de todas as inovações ocorridas, para usufruir do dispositivo sem riscos para a saúde ocular, é fundamental que o paciente receba a orientação de um profissional especializado’, alerta a Dra. Jeanine Dantas. ‘As lentes de contato são um produto indicado para a saúde dos olhos e mesmo que a finalidade seja estética, é necessário que haja a indicação do modelo mais adequado e que seja feito o acompanhamento durante o período de adaptação, além de consultas de controle de qualidade’, explica a médica.

A oftalmologista chama a atenção para os perigos de comprar lentes pela internet, mesmo com a receita em mãos:

  • adquirir lentes com medidas erradas, o que pode causar desconforto, visão embaçada, dor nos olhos e até danos na córnea;
  • comprar lentes piratas, vencidas ou sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • receber lentes que foram armazenadas em condições inadequadas de temperatura e higiene e que oferecem risco de contaminação; e.
  • se o produto vier errado ou com defeito, pode ser difícil conseguir a troca ou o reembolso.

*Dra. Jeanine Dantas é oftalmologista do HOPE, Hospital de Olhos de Pernambuco.