Por Karina Slemer, pneumologista.
A chegada do outono, marcada pela gradual queda nas temperaturas, representa mais do que uma simples mudança de estação. Ela inaugura um período crítico para a saúde pública, potencializado pelos desafios da transição climática e pela poluição nos grandes centros urbanos. A combinação de ar frio, clima seco e a maior permanência em ambientes fechados aumenta exponencialmente a incidência de infecções como gripe e Covid-19, além de agravar doenças crônicas como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
‘O outono cria uma ‘tempestade perfeita’ para as doenças respiratórias. A queda de temperatura e o ar mais seco fragilizam nossas defesas naturais, enquanto a tendência de nos reunirmos em ambientes fechados transforma escritórios, escolas e o transporte público em centros de disseminação de vírus. É um desafio sazonal que exige atenção redobrada, pois a barreira protetora das nossas vias aéreas fica naturalmente mais vulnerável’, explica Karina Slemer, pneumologista e professora do curso de Medicina da UniCesumar.
O cenário se torna mais complexo com a inversão térmica, fenômeno comum nesta época do ano, que concentra poluentes no ar que respiramos, afetando diretamente a saúde de todos, especialmente crianças e idosos. Segundo a especialista, é fundamental entender a união desses fatores para se proteger de forma eficaz. (mais…)


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