ARTIGO: Gripe, resfriado ou algo mais grave? Saiba diferenciar os vírus que estão em alta na Bahia

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Por Maria Alice Sena, infectologista. 

Nos últimos dias, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm apresentado aumento em diferentes regiões do país, incluindo a Bahia. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que esse cenário está relacionado à circulação simultânea de vírus respiratórios, alguns deles comuns neste período do ano. Entre os casos positivos, o rinovírus lidera, representando 45,4% das infecções identificadas, seguido pela Influenza A, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelo SARS-CoV-2.

Diante desse cenário, cresce também a dúvida da população: como diferenciar um resfriado comum de uma gripe ou de um quadro mais grave? Segundo especialistas, embora os sintomas possam ser semelhantes no início, há características que ajudam a distinguir cada infecção.

‘O resfriado, geralmente causado pelo rinovírus, costuma ser mais brando, com sintomas como espirros, coriza e irritação na garganta, sendo raro provocar febre ou prostração intensa’, explica a infectologista Maria Alice Sena, da Hapvida. Segundo a médica, esses quadros tendem a desaparecer em poucos dias. Já a gripe, provocada pelo vírus Influenza, apresenta sintomas mais intensos e duradouros. ‘A gripe costuma causar febre, dores no corpo, prostração e dor de cabeça, podendo persistir de 7 a 14 dias e, em alguns casos, evoluir para complicações, como pneumonia’, detalha. (mais…)

ARTIGO: O custo invisível das dívidas trava o crescimento das empresas

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Por Adria Ferronatto, advogada.

Em um cenário de crédito ainda caro e mais seletivo, empresas brasileiras enfrentam um desafio que vai além da geração de receita: a qualidade da sua estrutura financeira. Dados do Banco Central (BC) mostram que o estoque de crédito para pessoas jurídicas já supera R$2,3 trilhões, enquanto levantamentos da Serasa Experian indicam níveis elevados de inadimplência empresarial e aumento nos pedidos de recuperação judicial. Nesse contexto, o impacto das dívidas sobre o crescimento dos negócios torna-se cada vez mais evidente.

O ponto central, no entanto, não está apenas no volume do endividamento, mas na forma como ele é estruturado. Empresas que utilizam linhas de curto prazo para sustentar despesas permanentes, mantêm contratos financeiros pouco competitivos ou operam sem controle detalhado sobre encargos acabam enfrentando um custo silencioso, muitas vezes invisível no dia a dia, mas significativo no resultado.

Esse ‘custo invisível’ se reflete diretamente na operação. Mesmo empresas com faturamento consistente podem apresentar dificuldade de gerar caixa, reduzir margens ou aumentar sua capacidade de investir. A aparente saúde financeira, baseada no lucro contábil, nem sempre se sustenta quando analisada sob a ótica do fluxo de caixa e das obrigações financeiras. (mais…)

ARTIGO: Bahia teve campos de concentração durante a segunda guerra mundial

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Por Josalto Alves (*)

Ao lembrar os horrores da segunda guerra mundial, (1939-1945), conflito que ceifou as vidas de 85 milhões de pessoas (3% da população mundial na época), lamentamos as mortes de 6 milhões de judeus assassinados nos campos de contração nazista. Mas há fatos históricos ignorados pela maioria dos brasileiros e baianos.

A Bahia também teve campos de concentração!

Importa esclarecer que não eram campos de extermínio como os nazistas. Eram campos de confinamento criados pelo governo de Getúlio Vargas para isolar alemães, italianos e japoneses, considerados inimigos. Eles sofreram restrição de liberdade, internamento compulsório, vigilância estatal e suspensão de direitos civis.

Registros históricos apontam que esses confinamentos ocorreram nas cidades de Caetité, Andaraí, Mucugê, Seabra e Maracás, sendo este o caso mais documentado. (mais…)

ARTIGO: Por que o brasileiro ama reality shows?

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A cada nova temporada, milhões de brasileiros interrompem a rotina para acompanhar brigas, alianças, eliminações e reviravoltas dentro de casas monitoradas 24 horas por dia. O fenômeno dos reality shows no Brasil — do Big Brother Brasil a formatos culinários, de relacionamento e de sobrevivência — ultrapassa a fronteira do entretenimento e se consolida como objeto de interesse da Psiquiatria por seu potencial de revelar comportamentos humanos.

‘O que vemos nesses programas é um espelho amplificado da dinâmica social. As pessoas não assistem apenas por curiosidade: elas se identificam, projetam emoções e, muitas vezes, reelaboram seus próprios conflitos a partir daquilo que veem’, afirma o psiquiatra Kalil Duailibi, direito do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (UNISA) e presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM).

Confinamento: uma experiência emocional em alta tensão

O confinamento — peça central de formatos como o BBB — cria um ambiente de pressão psicológica difícil de reproduzir fora das telas. A privação de contato com o mundo externo, a ausência de privacidade e a convivência forçada com desconhecidos desencadeiam reações emocionais intensas e aceleradas. (mais…)

ARTIGO: A morte da esfera pública

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Por Jonathan Hernandes Marcantonio, Advogado especializado em Direito Criminal Empresarial.

Os últimos dez anos de vida de Jürgen Habermas, filósofo alemão que faleceu há pouco tempo aos 96 anos de idade, não devem ter sido fáceis.Ver o mundo ocidental se transformar novamente em um palco de propaganda, com a utilização de recursos comunicativos avançadíssimos e com roupagem de diálogo, como as redes sociais, e o consequente aparelhamento da esfera pública para fins privados, escusos e fortemente questionáveis do ponto de vista ético, deve ter sido difícil.

Assistir ao quão facilmente as democracias do mundo são cooptáveis e corruptíveis, tomadas por congressistas e presidentes autocráticos em prol de grandes corporações e de interesses nada republicanos, em uma estrutura de ‘Lobbycracia’, como muito bem descrito pelo ilustre jurista e professor Miguel Reale Júnior em artigo recente, deve ter sido angustiante.

Contemplar o (re) fortalecimento de discursos xenófobos, racistas e segregadores ao longo do mundo todo, propagados levianamente como ‘liberdade de expressão’, e assistir ao enraizamento desses discursos em instituições de Estado e de governo, com servidores públicos de todos os escalões e poderes utilizando-se das prerrogativas a eles atribuídas sem qualquer tipo de responsabilidade pública e impondo visões de mundo retrógradas e egocêntricas, deve ter sido sufocante. (mais…)

ARTIGO: Descubra os riscos do uso recorrente de antibióticos na infância

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Por Dr. Hamilton Robledo, pediatra. 

Com o aumento dos quadros respiratórios e viroses ao longo do ano, muitos pais acabam seguindo rapidamente a recomendação de prescrição de antibióticos para aliviar os sintomas das crianças. No entanto, mesmo quando obtidos de forma adequada, o uso repetido e sem necessidade real pode trazer prejuízos importantes à saúde infantil. Em muitos casos, especialmente em infecções virais, o antibiótico não é indicado e outras medidas podem ser suficientes no tratamento inicial.

Em uma dor de garganta, por exemplo, a causa pode ser viral ou bacteriana, e a confirmação é feita por meio do exame de estreptococo, solicitado quando há sinais que sugerem infecção bacteriana. Nem toda inflamação requer antibiótico e a avaliação clínica cuidadosa ajuda a evitar tratamentos desnecessários.

O uso frequente desses medicamentos nos primeiros anos de vida está associado a desequilíbrios no intestino, maior propensão a alergias, risco de doenças crônicas e possíveis impactos no desenvolvimento neurológico. O pediatra Dr. Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica como esses efeitos surgem e reforça a importância de um acompanhamento médico criterioso. (mais…)