Cerca de 100 mil novos casos de Alzheimer serão diagnosticados a cada ano, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. O órgão aponta que em média, 1,2 milhão de brasileiros estão com a doença atualmente e que esses números vão dobrar até 2030.
A Doença de Alzheimer é neurodegenerativa, altera as funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem) e outras funções mentais importantes. Por ter causas idiopáticas, ou seja, ainda desconhecidas cientificamente, assusta a muitos já que leva o paciente à demência ao logo dos estágios.
Cada vez mais debatida e compreendida, não deixa de ser temida pois é uma doença mais prevalente em quem tem histórico familiar, sendo a carga genética um fator relevante para o desenvolvimento da condição. Isto quer dizer que a existência de casos na família pode acarretar um risco maior de desenvolvê-la, mas essa não é uma regra.
Frederico Lacerda, médico neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, explica que o diagnóstico não deve ser encarado como uma sentença de morte pelos pacientes e familiares e esclarece que atividades diárias podem proporcionar qualidade de vida ou até retardar danos motores aos que convivem com a doença. “Além de acompanhamento médico, quem tem Alzheimer deve contar com o apoio da família e, se possível, de cuidadores que auxiliem no campo emocional e prático. Manter uma rotina consistente também pode trazer segurança e conforto na realização de atividades básicas do paciente, bem como o uso de comunicação fácil e clara. Não menos importante, destaco a importância de aplicar na rotina atividades físicas regulares que beneficiarão a mente e a estrutura muscular, a ingestão de alimentos saudáveis, com um cardápio rico em proteínas, evitando alimentos ultraprocessados”, orienta o neurologista.
Ao receber o diagnóstico clínico, o paciente deverá fazer acompanhamento médico e da equipe interdisciplinar. Esse distúrbio cerebral irreversível e progressivo, apresenta evoluções de forma gradual e pode ser dividido em três estágios: inicial, intermediário e avançado.
Lacerda destaca que o controle de doenças crônicas, incluindo diabetes e hipertensão, diminui as chances de Alzheimer e outras demências, além do não tabagismo e de manter uma alimentação saudável. “Lutar contra o sedentarismo é um aliado. Quem tem uma vida social mais ativa, tem menos chances de desenvolver a demência ao fim da vida”, esclarece.
Quanto ao diagnóstico, o especialista menciona que é clínico, ou seja, realizado por meio de uma consulta médica. 21 de dezembro é o Dia Mundial do Alzheimer, data instituída para chamar a atenção sobre a doença.
ASCOM – Faculdade Pitágoras.


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