Por Pedro Leite – cirurgião torácico.
Sem tosse persistente, falta de ar ou dor no peito, a auditora de contas públicas, Renilda Brito Santos (53), descobriu um câncer de pulmão por acaso. O diagnóstico precoce de um adenocarcinoma, no início deste ano, mudou sua rotina e a levou à cirurgia robótica, procedimento minimamente invasivo que garantiu não apenas a remoção do tumor, mas também uma recuperação rápida e menos dolorosa. A técnica utilizada no caso de Renilda envolve o uso de um robô que amplia a visão do cirurgião e permite movimentos mais precisos. Isso reduz riscos, sangramento, tempo de internação e acelera a recuperação.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o tipo mais letal entre os tumores malignos no Brasil, responsável por cerca de 30 mil mortes por ano. Os sintomas costumam aparecer tardiamente, o que dificulta o tratamento em estágios iniciais.
Segundo o cirurgião torácico Pedro Leite, o diagnóstico precoce faz toda a diferença porque quando identificado em fase inicial, as chances de cura podem superar 80%. ‘Por isso, exames de rotina e acompanhamento médico contínuo são fundamentais, especialmente em pessoas com fatores de risco’. Além da cirurgia, o tratamento do câncer de pulmão exige acompanhamento contínuo de especialistas de diferentes áreas. Pneumologistas, oncologistas, cirurgiões torácicos e radioterapeutas costumam atuar em conjunto.
Câncer de pulmão em números
* 30 mil mortes/ano no Brasil (Inca, 2024).
* 1.100 óbitos registrados na Bahia em 2023.
* É o tipo de câncer mais letal entre os tumores malignos.
* Apenas 15% dos casos são diagnosticados em estágio inicial.
Principais fatores de risco
* Tabagismo (responsável por 85% dos casos).
* Exposição ao amianto, poluição e agentes químicos.
* Histórico familiar da doença.
* Em estudo: aumento da utilização do cigarro eletrônico.
Sinais de alerta:
* Tosse persistente ou com sangue.
* Falta de ar e dor no peito.
* Rouquidão sem causa aparente.
* Perda de peso involuntária.
Tratamentos disponíveis:
* Cirurgia torácica (convencional, videotoracoscopia ou robótica).
* Quimioterapia
* Radioterapia
* Terapias-alvo e imunoterapia em casos específicos.
Prevenção: não fumar continua sendo a medida mais eficaz.
Texto: Cinthya Brandão/ ASCOM DO Hospital Mater Dei.



















































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