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POEMA DE MARIA DO CARMO: MEMÓRIAS DO SÃO JOÃO DE OUTRORA

papas-stefanos-festa-na-roca-ost-60x-80Bandeirolas de papel de seda enfeitavam o terreiro e as casas! Uma animada festa anunciava!

O forró não tinha palco! Onde a casa estivesse aberta, aí se fazia a festa!

A fogueira armada e um ramo ao lado enfeitado, era da festa o grande legado!

O sanfoneiro abraçava a sanfona e comandava o arrasta-pé! Todos caíam na dança: compadre, comadre, Maria e Mané!

O vestido de chita e o chapéu de palha caracterizavam o figurino que a festa ditava!

O milho plantado nos festejos de São José, servido assado, cozido ou transformado em canjica era saboreado pelas visitas!

O almoço era “de fato”. Após a farta comilança continuava o arrasta-pé, prosseguia a festança!

As solteiras tiravam a sorte para saber o seu amado quem seria! Momento aguardado com ansiedade era do casório a profecia!

Homens e mulheres benziam as fogueiras, comadres e compadres se tornavam. Não era apenas brincadeira! Esta consideração para sempre levavam!

Bandeirolas e fogueiras!

Sanfoneiro e forró!

Vestido de chita e chapéu de palha!

Milho e canjica!

Almoço “de fato”!

Solteiras buscando a sorte!

Comadres benzendo fogueira!

Estas eram as características marcantes da típica festa de São João que se perdeu no tempo, vitimada pela evolução!

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Poema da mutuipense Maria do Carmo “Versos ao Poema”. Confira!

O poema nasce na mente com a ficção ou a realidade que envolve a vida da gente.

O poema é itinerante! Percorre os mais variados aspectos da vida dos seres que se inter-relacionam neste planeta gigante.

O poema é eterno!Perpassa por diversas gerações desde a antiguidade até os tempos pós-modernos.

O poema revela a sapiência do ser humano Independe de cor, idade, sexo ou instrução, importando apenas a essência da comunicação.

O poema é como a natureza! Em sua rica diversidade encanta e sensibiliza pela sua autenticidade e beleza.

O poema é universal! Ultrapassa fronteiras, desvenda os encantos e desencantos do ser humano em sua trajetória natural.

O poema é jovial! Embora exista há tempos remotos permanecem no presente e adentra o futuro, perpassando a era digital.

O poema revela as diversas faces da vida cotidiana! Expressa os anseios e as conquistas vivenciadas pela alma humana.

O poema precisa ser visto, lido, resgatado, contemplado, divulgado!

Contribua com a preservação desta cultura e legado! Valorize e vivencie este patrimônio do mundo literato.

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, licenciada em Geografia pela UNEB – Universidade do estado da Bahia, pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental, professora da rede municipal de Santo Antônio de Jesus-Ba, sócia-fundadora da Palmares – Associação Quilombola do Vale do Jiquiriçá, e tem trabalhos publicados no JORNAL MUNDO JOVEM e na LITTERIS EDITORA. (mais…)

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