Em concordância e defesa do despacho do Ministério da Saúde que defende a abolição do uso do termo “violência obstétrica” em políticas públicas e normas, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) considera a expressão inadequada, e, segundo o corregedor do Conselho, José Abelardo Meneses, “uma jogada intencional dos governos anteriores de desprestigiar os médicos”.
Atualmente o termo “violência obstétrica” é utilizado para definir casos de violência física ou psicológica praticados contra gestantes na hora do parto. Segundo o próprio Ministério da Saúde em campanha a fim do esclarecimento sobre o tema, veiculada em 2017, a definição era daquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas, muitas vezes prejudiciais e sem embasamento em evidências científicas”.
No entanto, para o Cremeb, “o termo é inadequado, e foi criado nos governos anteriores com a finalidade, supõe-se, de afastamento do médico do atendimento em algumas áreas do atendimento a saúde”, conforme disse Meneses.
A entidade considera que a mudança de posicionamento do Ministério da Saúde, emitida na última sexta-feira (3), “veio em boa hora”. “Criou-se esse termo violência obstétrica que em verdade tem um arco muito grande de alcance, porque não só o médico pode cometer esses atos, mas todo o aparelho de assistência, desde o motorista da ambulância, ao recepcionista, aos demais profissionais de saúde”, argumentou o médico.
“Qualquer um pode em algum momento cometer um deslize nas suas condutas”, defendeu o corregedor do Cremeb ao acrescentar que a entidade tem ciência e não nega “que não existam esses atos”, mas que é necessário não imputar ao médico obstetra a responsabilidade “por todos os desmandos que ocorram na linha de assistência à parturiente”.
Bahia Noticias



















Imagem Ilustrativa de Harald Landsrath do Pixabay
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
Imagem Ilustrativa de https://500px.com/ michael-gaida por Pixabay






Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem de 
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay







Imagem de Parentingupstream por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem Ilustrativa de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay






Imagem de Gerd Altmann por Pixabay


Imagem de whekevi por Pixabay
Imagem ilustrativa de Alexas por Pixabay










Imagem ilustrativa do KM 37 na Serra do Frio | Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo







Imagem de juanjo tugores por Pixabay
Imagem de ivabalk por Pixabay
Imagem de Липцо Козерога do Pixabay









Imagem de Hatice EROL do Pixabay








Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
