Por Ruth Lima – nutricionista

Muitos fatores podem levar a uma noite de sono ruim. Uma das razões principais é a forma como uma pessoa se alimenta antes de deitar para descansar. Algumas refeições podem atrapalhar a qualidade do sono e devem ser evitadas por quem deseja dormir mais e melhor, além de atingir um sono profundo.

É importante entender que a última refeição deve corresponder a um percentual de 5% a 10% do total de calorias totais que você precisa. “Alimentos ou refeições que ultrapassem essa quantidade de energia devem ser evitados. Além disso, alimentos que, em sua composição, contenham substâncias excitatórias, como cafeína, também devem ser evitados”, esclarece a professora do curso de Nutrição do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Salvador, Ruth Lima.

A nutricionista explica também que o horário da última refeição do dia também interfere no sono. “O ideal é sempre se alimentar 3h após o jantar. Por exemplo, se uma pessoa janta às 18h, 21h deve ser o horário da sua última refeição. Se ela janta às 19h, sua última refeição deve ser às 22h”, destaca.

Ruth também comenta sobre a importância de escolher os alimentos corretos. “Em geral, [você deve optar por] alimentos ou refeições ‘leves’, que representam aquele percentual mínimo citado anteriormente. Podem fazer parte da ceia: leite, frutas, sucos, mingau, chás com biscoitos, iogurte, leite fermentado, entre outros”, detalha.

Uma alimentação inadequada pode causar a redução do tempo para atingir o sono profundo. Quando se ingere uma quantidade muito grande de alimentos, ou ingere uma refeição muito calórica, ou ainda alimentos excitatórios, o corpo levará mais tempo para chegar ao processo do sono. “É necessário entender também que o sono tenderá a ser mais leve e a pessoa acordará mais vezes durante a noite, portanto a qualidade do sono também ficará comprometida” conclui Ruth.

ASCOM