Deputado federal Daniel Silveira ganha liberdade após 5 meses preso

Na foto, Daniel Silveira | Foto: Plínio Xavier/ Câmara dos Deputados

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) deixou a prisão no fim da manhã desta terça-feira, dia 09. Ele estava há cinco meses detido no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde ficam presos com foro privilegiado e policiais militares.

A soltura de Silveira foi autorizada na segunda-feira, dia 08, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, o parlamentar bolsonarista havia sido preso em fevereiro, por agressões verbais e ameaça aos ministros da corte. Mas, à época, ganhou direito à prisão domiciliar. Em junho, contudo, voltou a ser preso por violar o monitoramento eletrônico.

Na decisão atual, Alexandre de Moraes determinou a substituição da prisão por medidas cautelares, como a proibição de utilizar redes sociais e ter contato com investigados no inquérito que apura as ameaças. Silveira também está proibido de realizar postagens por meio de terceiros. Em abril, o deputado virou réu no Supremo pela acusação de incitar o emprego de violência para tentar impedir o livre exercício das atividades do Legislativo e do Judiciário e a animosidade entre as Forças Armadas e a Corte, por meio de vídeos publicados em suas redes sociais.

Metro1

Senado aprova programa de estímulo ao crédito para pequenos empresários e produtores rurais

Foto: Najara Araújo/ Agência Câmara

O Senado aprovou na noite de quinta-feira, dia 05, uma Medida Provisória de estímulo ao crédito para pequenos negócios, trabalhadores autônomos e produtores rurais (MPV 1057/2021). Os empréstimos poderão ser contratados até 31 de dezembro deste ano.

A MP permite que os bancos aumentem a sua capacidade de financiamento, incorporando ao seu capital os chamados créditos presumidos. A estimativa do governo é que a mudança libere R$ 48 bilhões para novos empréstimos.

Agência Senado

Deputados assinam pedido de CPI da Coelba

Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo

O total de 34 deputados estaduais já assinaram o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquerito (CPI) da Coelba na Assembléia Legislativa da Bahia (Alba). Para a instalação de uma CPI, é necessário o apoio de um terço dos deputados, ou seja, 21 parlamentares.

Autor do requerimento, o deputado Tum, do PSC, alega que a comissão deve se concentrar sobre “as elevadas tarifas cobradas, bem como o grave problema de má qualidade na prestação e utilização do serviço fornecido à população baiana”. A empresa, controlada pelo grupo espanhol Neoenergia, teve um lucro líquido de R$ 10 bilhões no primeiro quadrimestre do ano, mas tem sido contestada por sua prestação de serviço.

O deputado prevê que a autorização para o funcionamento do colegiado seja publicada no Diário Oficial da Assembleia nesta sexta-feira, dia 05. Na justificativa do pedido, o deputado escreve: “Uma análise dos fatos aponta pouca transparência da composição tarifária dos serviços prestados pela Coelba, em especial os prazos e custos nas solicitações de ligação, exigindo dos grandes consumidores valores milionários para viabilizar o fornecimento de energia, e há casos em que para um mesmo pedido foram apresentados valores diversos para a mesma solicitação”.

Bahia.Ba

Senado aprova PEC que reduz carga processual do STJ

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

O Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 03, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 10/2017, que visa reduzir a demanda do Superior Tribunal de Justiça com recursos especiais. A PEC cria uma espécie de filtro de admissibilidade para esse tipo de recurso. Assim, o recorrente deve mostrar a relevância das questões de direito federal infraconstitucional discutidas na ação. Agora, o texto, que já teve origem na Câmara, retorna para lá, para uma nova análise.

A PEC, que já tramita há quatro anos no Congresso, modifica trecho da Constituição Federal que trata das competências do STJ, para que a admissão do recurso especial seja condicionada à demonstração de relevância das questões jurídicas discutidas pelo recorrente. Esse filtro estabelece como relevantes os recursos nas ações penais; nas ações de improbidade administrativa; nas ações cujo valor de causa ultrapasse 500 salários mínimos; nas ações que possam gerar inelegibilidade; e nas hipóteses em que o acórdão recorrido contrariar jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com o relator da PEC no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), a aplicação dessa sistemática de relevância vai possibilitar o STJ a “superar a atuação como mero tribunal de revisão para assumir as feições de uma verdadeira corte de precedentes”. Com isso, o tribunal estabelecerá o precedente vinculante e os demais tribunais deverão adequar suas decisões ao entendimento do STJ. Ainda de acordo com o relatório, temas considerados sem relevância jurídica, econômica ou social deixarão de ser analisados pelo STJ. Tais temas devem ser resolvidos de forma definitiva pelas instâncias inferiores.

Agência Brasil

Senado aprova adequação de política nacional sobre o clima

Foto: Edílson Rodrigues/ Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira, dia 03, a atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), de 2009, ao contexto do Acordo de Paris. Além disso, o projeto de lei (PL) também visa uma “atualização aos novos desafios relativos à mudança do clima”. O projeto segue para a Câmara. O Acordo de Paris é um tratado mundial, firmado em 2015 e ratificado pelo Brasil, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global, mantendo o aumento médio da temperatura global em 2°C.

O projeto estabelece que o Brasil vai neutralizar 100% das suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até o ano de 2050, no âmbito da Estratégia Nacional de Longo Prazo. As chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, sigla em inglês) serão definidas com base no mais recente Inventário Brasileiro de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa não Controlados pelo Protocolo de Montreal. NDCs são compromissos voluntários criados pelos países signatários do Acordo de Paris. O texto também prevê que as NDCs deverão adotar metas progressivas e mais ambiciosas em relação às NDCs anteriores.

As NDCs serão elaboradas a partir da coordenação do governo federal e de ampla participação dos entes federados, da sociedade civil, dos setores econômicos e da academia, alinhando-se com as metas de desenvolvimento sustentável assumidas pelo Brasil perante a Organização das Nações Unidas (ONU), com metas quantitativas e qualitativas. O relator do projeto, o senador Jaques Wagner (PT-BA), está na COP26 (Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), na Escócia, onde participa como membro do Parlamento Brasileiro.

Agência Senado

Restaurantes têm nomes alterados no iFood por mensagens de apoio a Bolsonaro e contra vacina

Foto: Norma Mortenson/ Pexels

Restaurantes cadastrados no iFood tiveram seus nomes alterados por mensagens de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contrárias à vacina na noite desta terça-feira, dia 03. Em nota, o iFood disse que as mudanças atingiram 6% dos estabelecimentos cadastrados na plataforma e foram feitas indevidamente por meio de conta de funcionário de prestadora de serviço.

Segundo a empresa, a conta do funcionário “tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida.” A empresa afirma ainda que os nomes corretos “estão sendo restabelecidos” e que não houve vazamento de dados de clientes ou entregadores.

O iFood garantiu também que os meios de pagamento dos clientes estão seguros. “Eles não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito”, acrescentou.

G1