ARTIGO: Com o avanço do aquecimento global, idosos enfrentam mais riscos à saúde

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Por Josie Velani Scaranari – médica clínica geral

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os últimos 8 anos foram os mais quentes já registrados na história, e o número de dias acima de 35 °C tem crescido significativamente no Brasil. Esse cenário agrava doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre os idosos. O aumento da poluição atmosférica, das queimadas e dos períodos prolongados de seca intensifica crises de asma, bronquite e doenças pulmonares obstrutivas, além de elevar o risco de infartos e derrames.

Segundo Josie Velani Scaranari, médica clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, os efeitos do calor intenso e das mudanças climáticas exigem atenção redobrada de profissionais de saúde e familiares. ‘Os idosos são mais vulneráveis às variações de temperatura e tendem a se desidratar com facilidade, já que o organismo envelhecido perde parte da capacidade de armazenar e regular a água corporal. Isso aumenta os riscos de desidratação, confusão mental e oscilações na pressão arterial’, ressalta a especialista.

Entre as medidas preventivas, hidratação constante e adequação do ambiente, são primordiais. Manter o idoso em locais ventilados, frescos e sombreados é essencial, assim como usar roupas leves, ter uma alimentação equilibrada e evitar atividades ao ar livre nos horários mais quentes. Josie reforça que a hidratação é o ponto central, já que muitos idosos não têm o hábito de beber água ou não percebem a sede. É importante oferecer líquidos com frequência, como água, água de coco e chás leves, além de garantir um espaço arejado, com ventiladores ou ar-condicionado, sem medo de usá-los adequadamente. (mais…)

ARTIGO: A cada 40 segundos, alguém sofre um AVC. Saber como reagir pode fazer a diferença

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Por Dra. Ana Carolina da Costa

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência médica que pode mudar a vida de uma pessoa em questão de minutos. Ele ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, causando a morte de milhões de neurônios por falta de oxigênio e nutrientes. Em um AVC, cada minuto conta: podem morrer até 1,9 milhão de células cerebrais por minuto, por isso a detecção precoce e o atendimento médico imediato são determinantes para evitar sequelas graves ou até mesmo a morte.

Na América Latina, a cada 40 segundos alguém sofre um AVC. Isso pode ocorrer em casa, no trabalho ou na rua. Por isso, reconhecer os sintomas e agir rápido pode significar a diferença entre uma recuperação completa ou uma deficiência permanente. Para reconhecer os sinais de alerta de um AVC, os especialistas recomendam lembrar a metodologia SAMU, um guia simples que pode fazer a diferença entre a vida e a deficiência.

S – Peça à pessoa para sorrir. Um lado do rosto não se move ou cai?

A – Peça para a pessoa dar um abraço ou abrir os braços.

M – Dificuldade ao murmurar? Tem a fala confusa ou enrolada?

U – Urgência: se notar algum destes sinais, ligue imediatamente para os serviços de emergência. Não espere. Não hesite. Aja! (mais…)

Treinar na gravidez é seguro e pode reduzir risco de complicações

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A prática de exercícios físicos é essencial para uma gestação saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que gestantes façam, pelo menos, 150 minutos de atividade física aeróbica e fortalecimento muscular de intensidade moderada durante a semana, o que equivale a cerca de 21 minutos de exercícios por dia. Isso é importante, pois, a ciência já mostrou que manter atividade física na gestação é seguro e traz benefícios que vão muito além do corpo da mãe.

A prática impacta diretamente a saúde e o desenvolvimento do bebê. Durante o exercício, a circulação melhora, o oxigênio chega com mais qualidade à placenta e o coração do bebê também é beneficiado. Além disso, há equilíbrio hormonal, menor risco de complicações e uma preparação natural para o parto e o pós-parto.

‘Os exercícios físicos ajudam a manter a boa forma física da mãe, promovem a manutenção da função cardiopulmonar, auxiliam no controle do ganho de peso e reduzem o risco de complicações como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Eles também podem facilitar o trabalho de parto e contribuir para uma recuperação mais rápida após o parto’, afirma Everton Raeda.

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ARTIGO: Prometeu emagrecer em 2026? Cinco ajustes realistas para a promessa sair do papel

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Por Fernanda Lopes – nutricionista

Ano virou e a meta voltou à lista: perder peso. Se você se reconhece nisso, saiba que essa intenção é comum, e necessária. A vontade de cuidar do corpo costuma ganhar força no início do calendário, mas transformar o plano inicial em rotina ainda é um desafio para boa parte da população. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, indicam que 68% dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso. A projeção aponta que, até 2030, o Brasil deve ultrapassar 115 milhões de pessoas acima do peso.

Diante desse cenário, a Fernanda Lopes, profissional de nutrição da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, compromissos genéricos tendem a falhar quando não vêm acompanhados de estrutura. “A readequação do peso não acontece por atalhos. Ela exige método, regularidade e decisões que se adaptem à dinâmica real de cada pessoa”, explica. Pensando nisso, a especialista elenca cinco ajustes fundamentais para transformar a intenção de emagrecer em um plano possível ao longo de 2026.

  1. Iniciar com suporte especializado faz diferença

Um dos equívocos mais frequentes é tentar conduzir a jornada sozinho. ‘A pessoa altera o padrão alimentar e inclui atividade física, mas sem avaliação adequada acaba errando nas quantidades, na distribuição de nutrientes ou no tipo de estímulo corporal. O monitoramento profissional reduz excessos e frustrações’, afirma Fernanda. (mais…)

Essencial Pós-Festa: O Guia de Combate à ressaca

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Depois de noites de celebração, encontros prolongados e consumo elevado de bebidas alcoólicas, o corpo costuma dar sinais claros de que precisa de recuperação.

Dor de cabeça, enjoo, cansaço extremo e desidratação são alguns dos efeitos mais comuns da ressaca, um fenômeno que vai além do desconforto momentâneo e revela o impacto do álcool no organismo.

Com a ajuda de Karinee Abrahim, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais (@Nutrindoldeais) RJ, especialista em emagrecimento e metabolismo do esporte e Leandro Figueiredo, nutrólogo do Instituto Nutrindo Ideais/SP (@nutrindoideais.saopaulo), montamos um guia prático de combate à ressaca. Confira:

Estratégias de combate à ressaca:

  • Hidratação, a chave mestra: o álcool é diurético, causando grande perda de água e eletrólitos.
  • Antes e durante: beba um copo de água para cada dose de bebida alcoólica.
  • Depois: beba água de coco e isotônicos (naturais de preferência) para repor sódio e potássio. A água de coco é rica em potássio, e isotônicos naturais ajudam na reposição hidroeletrolítica.
  • Dica adicional: adicione uma pitada de sal e uma fatia de limão na água, se não tiver isotônico natural, para repor eletrólitos.

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Especialistas esclarecem dúvidas sobre leucemia, tipo de câncer que afeta as células de defesa do organismo

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 11.540 novos casos de leucemia devem ser registrados em 2025 no Brasil. Na Bahia, a estimativa é de 680 novos casos. A leucemia é um tipo de câncer que surge na medula óssea, a fábrica do sangue. As células doentes se proliferam desordenadamente dentro da medula, dificultando a fabricação normal do sangue, provocando sintomas como sangramento, anemia e infecções. A doença pode afetar pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive crianças, como no caso da Leucemia Linfoblástica Aguda que mais frequentemente acontece em pacientes dessa idade.

Embora a leucemia seja um tipo de câncer hematológico com causas ainda pouco conhecidas, muitas pesquisas já associam vários fatores de risco a alguns tipos da doença. Dentre os fatores, herança genética, tabagismo, idade aumentada, infecções no início da vida, exposição ambiental ao benzeno, à radiação ionizante e a agrotóxicos e solventes, além de exposição a altas doses de radioatividade e quimioterapia prévia.

Para esclarecer dúvidas sobre a doença, os hematologistas Lycia Bellintani e Caio do Espirito Santo, da equipe da Oncoclínicas, responderam algumas perguntas: (mais…)