Obama diz que Bolsonaro e Trump minimizam a ciência

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama comparou o presidente Jair Bolsonaro ao norte-americano Donald Trump sobre questões relativas ao negacionismo da ciência na pandemia de coronavírus. Ele foi o entrevistado do programa Conversa com Bial, na Rede Globo, que foi ao ar nesta segunda-feira (16).

Ao falar sobre Jair Bolsonaro, o democrata disse que não poderia opinar sobre quem ele não conhece, mas viu semelhanças entre os dois presidentes. “Posso dizer que, com base no que vi, as políticas dele, assim como as de Donald Trump, parecem ter minimizado a ciência da mudança climática”, afirmou. “Olhando para a pandemia, Donald Trump, assim como o Brasil, não deu ênfase para a ciência e teve consequências para ele [Trump]”.

O jornalista Pedro Bial perguntou a opinião de Obama sobre a provocação feita por Bolsonaro a Biden ao dizer que “quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”, rebatendo o posicionamento do democrata norte-americano sobre as queimadas na Amazônia. (mais…)

Bolsonaro questiona sistema eleitoral e levanta dúvidas sobre resultado das eleições

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Em conversa com um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro questionou o sistema eleitoral do país e ainda levantou dúvidas sobre o resultado das urnas.

“Nós temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para suposições. Agora [temos] um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado. Só isso e mais nada”, disse.

Bolsonaro ainda afirmou que a demanda pelo voto impresso é do “povo” e que é preciso atender a população. “O Supremo disse que é inconstitucional o voto impresso, tem proposta de emenda constitucional na Câmara. Se nós não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições, a dúvida sempre vai permanecer”, afirmou. A declaração do presidente ocorre após problemas registrados em ferramentas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lentidão da divulgação de apuração e em tentativas de ataques hackers a servidores da corte.

Metro1

PSD E PP continuam no comando do maior número de prefeituras da Bahia

Foto: Nelson Jr./ ASICS/ TSE

As eleições deste ano confirmaram o crescimento dos partidos Social Democrático (PSD) e Progressista (PP) nas prefeituras da Bahia. O PSD, presidido pelo senador Otto Alencar, que tinha nove chefes do executivo entre as 417 cidades baianas, terá 106 em 2020. Já o PP, comandado pelo vice-governador João Leão, também avançou, vencendo o pleito em 92 municípios. O Partido dos Trabalhadores (PT) continuou a perder lideranças no estado e caiu de 39 para 33 cidades sob seu controle na Bahia.

Por outro lado, o Democratas (DEM), presidido pelo prefeito ACM Neto, saltou de 34 para 39 chefes do executivo no estado, mantendo sob seu comando a capital Salvador. Da ascensão à queda, o Partido Social Liberal (PSL) foi a legenda que mais perdeu prefeituras no estado. Em 2016, o partido, que comandava apenas duas prefeituras desde 2012, conquistou o comando de 15 cidades. No entanto, nas eleições deste domingo (15), só conseguiu a vitória em um município: Várzea Nova.

Também avançou nas eleições deste ano a legenda comandada pela deputada federal Lídice da Mata no estado, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que foi de 21 para 30 prefeituras. Além do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que saltou de 12 para 16. Outro partido que reduziu o número de chefes do executivo no estado foi o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que teve uma queda de 47 para 12 prefeitos em quatro anos.

Metro1

Bolsonaro fez campanha para 59 candidatos nas eleições, mas só elegeu 9

Foto: Isac Nóbrega/ PR

As eleições municipais deste ano já mostraram a derrocada do bolsonarismo no Brasil. Jair Bolsonaro apoiou 45 candidatos a vereador, que apareceram no “horário eleitoral gratuito” dele, mas apenas sete conquistaram uma vaga no legislativo de suas cidades.

Somente dois dos 13 candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro passaram ao segundo turno: Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, e Capitão Wagner (PROS), em Fortaleza. Os números foram publicados pelo blog do Fausto Macedo.

Brasil 247

Trump reconhece vitória de Biden, mas reitera falsa alegação de fraude eleitoral

Foto oficial da Casa Branca por Andrea Hanks

Derrotado nas urnas, Donald Trump pareceu reconhecer neste domingo (15), pela primeira vez, que seu rival democrata, Joe Biden, venceu as eleições presidenciais de 3 de novembro. Na mesma publicação em uma rede social, contudo, o republicano reiterou suas falsas alegações de que houve fraude no pleito.

“Ele ganhou porque a eleição foi fraudada”, tuitou Trump, sem se referir a Biden pelo nome. O Twitter adicionou um aviso na postagem de que as alegações de Trump são disputadas. Cerca de uma hora depois, em um novo post, Trump disse que “não concede nada” e que Biden só foi o vencedor para a “imprensa de fake news”.

Biden derrotou Trump ao vencer uma série de estados que o titular republicano havia levado em 2016. O ex-vice-presidente democrata também ganhou o voto popular nacional por mais de 5,5 milhões de votos, ou 3,6 pontos percentuais. A campanha de Trump entrou com ações judiciais buscando anular os resultados em vários estados, embora sem sucesso, e especialistas jurídicos dizem que o litígio tem poucas chances de alterar o resultado da eleição.

Bahia.Ba

Eleições municipais contarão com apoio de 28 mil homens das Forças Armadas

Editada | Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O primeiro turno das eleições municipais no Brasil neste domingo, dia 15, contará com o apoio de 28 mil homens das Forças Armadas. Será papel dos militares transportar urnas eletrônicas e agentes eleitorais em 104 localidades no Brasil.

O apoio é necessário sobretudo em locais de difícil acesso da Justiça Eleitoral, a exemplo de tribos indígenas e populações ribeirinhas. Em 2020 eles atuarão em oito estados, sendo uma localidade na Bahia; 35 do Acre; 26 no Amazonas; cinco no Amapá; quatro no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul; duas no Rio de Janeiro e 27 localidades em Roraima.

Os militares farão ainda segurança em  616 locais: no Acre 20 localidades; em Alagoas 12, no Amazonas 41, no Ceará 31, no Maranhão 98, no Mato Grosso 34, no Mato Grosso do Sul 8, no Pará 72, no Piauí 169, no Rio Grande do Norte 121 e em Tocantins 11 localidades.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Agência Brasil