Arroz: Produção pode cair a 5 kg por habitante em país que consome 34 kg per capita ao ano

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O brasileiro consome, em média, 34 quilos de arroz por ano*. A produção nacional atual (10,4 milhões de toneladas) é 46% superior a essa demanda por habitante. Com isso, é possível fornecer até 50 kg por habitante. Mas essa situação poderia ser muito diferente.

Imagine se a produção anual desse cereal essencial para a dieta dos brasileiros despencasse para apenas 1 milhão de toneladas. Haveria apenas 5 quilos de arroz disponível para cada habitante do país. As consequências sociais seriam impiedosas, com o aumento exponencial dos preços, e as econômicas seriam um complicador a mais, com intenso impacto nas exportações e exigência de grandes importações para reduzir o déficit de oferta interna. O caos alimentício prejudicaria a dieta da população, que seria forçada a alterar sua base nutricional por outros produtos.

“O arroz é um alimento importante na alimentação não só do brasileiro, sendo fonte de carboidratos, proteínas e fibras necessários para uma vida saudável. Com a eventual redução dessa produção, a explosão de preços afetaria também os principais substitutos do cereal: milho e batata, por exemplo, além de derivados do trigo, como pão e macarrão”, afirma Eliane Kay, diretora executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

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Emplacamento de veículos sobe 1,42% em outubro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os emplacamentos registraram expansão de 1,42% em outubro sobre o mês de setembro. É a sexta alta mensal seguida e o melhor resultado do ano até o momento, conforme a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com a federação, que tem como base os dados do Renavam, foram comercializadas 332.888 veículos novos, em outubro, ante 328.221 unidades de setembro.

Os números se referem a todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros). “O mercado vem, gradativamente, retomando bons patamares de venda. Ainda que com o mesmo número de dias úteis (21), de setembro, em outubro tivemos o maior volume de emplacamentos de 2020”, destaca o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Já no acumulado de janeiro a outubro de 2020, 2.465.396 veículos foram emplacados – retração de 25,74% sobre o mesmo período de 2019. No ano passado foram vendidos 3.319.946 veículos. Segundo levantamento da Pesquisa IPC Maps, até o final de 2020, o consumidor brasileiro vai destinar R$ 480,7 bilhões à compra veículos próprios – crescimento de 138% frente ao desembolsado no ano passado.

Bahia.Ba

Para Banco Central, pressão inflacionária é temporária

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Para o Banco Central, a elevação de preços nos últimos meses é temporária, gerada por “redução provisória na oferta” junto com um “aumento ocasional na demanda”. A avaliação foi feita na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, divulgada nesta terça-feira (03).

“Dessa forma, apesar de a pressão inflacionária ter sido mais forte que a esperada, o Comitê mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora sua evolução com atenção”, afirmou os diretores do Banco Central, na ata. Na semana passada, o comitê manteve os juros básicos (Selic) em 2% ao ano.

Enquanto o Banco Central vê o aumento dos preços como temporários, os analistas do mercado seguem elevando as estimativas para o IPCA este ano. De acordo com o Focus desta terça-feira (3), os economistas das instituições financeiras projetam um aumento da inflação no ano em 3,02%. Há sete meses, os analistas não estimavam o IPCA acima de 3%. Embora editado pelo Banco Central, o Focus publica o levantamento das previsões de quem atua no mercado.

G1

Impactos da Covid-19 podem somar R$ 615 bilhões, avalia Ministério da Economia

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O governo calcula que as medidas adotadas na pandemia vão somar cerca de R$ 615 bilhões, entre gastos emergenciais (96% do total) e renúncia de receitas (os 4% restantes). O cálculo foi divulgado na última sexta-feira (30), pelo Ministério da Economia. O impacto da Covid-19 foi projetado pelo Ministério da Economia em 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos neste ano.

Esse percentual deverá superar o de países desenvolvidos (7,1%) ou daqueles em desenvolvimento (4,3%). O déficit do setor público – governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), estatais federais, estados, Distrito Federal e municípios – deve chegar a R$ 905,4 bilhões (12,7% do PIB). As estimativas consideram queda de 4,7% no PIB deste ano.

Ainda segundo a equipe econômica, a expectativa é de que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – governos federal, estaduais e municipais, sem as estatais e o BC – alcance 96,0% do PIB neste ano, aumento de 20,2 pontos percentuais em relação a 2019 (75,8%).

Agência Câmara de Notícias

Sistema de pagamentos Pix começa fase de testes nesta terça-feira

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A plataforma de pagamentos Pix, desenvolvida pelo Banco Central, inicia a operação nesta terça-feira (3). Porém, instituições financeiras e consumidores só poderão fazer pagamentos e transferências em volume e horários limitados. Após essa fase restrita, a ferramenta entra em operação plena no dia 16 deste mês.

Neste início, o Pix é movimentado por 762 instituições financeiras e 55,5 milhões de chaves cadastradas. Um consumidor poderá ter uma ou várias chaves, vinculadas a CPFs ou celulares. Na fase restrita, apenas 1% dos usuários vai operar nesta terça, crescendo até 5% no dia 8. Entre os dias 9 e 15, o percentual de habilitados cresce gradualmente.

O horário de funcionamento será de 9 às 22horas. Nas duas sexta-feiras (dias 6 e 13), o Pix vai operar de 9h às 00h, em um teste maior no sistema. No dia 16, a plataforma vai abrir às 9hs e a partir dai operar em regime de 24 horas ininterruptas.

Bahia.ba

Rui Costa antecipa crédito de R$ 4 milhões para universitários

Foto: Elói Correa/ GOV-BA

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou nas redes sociais, nesta sexta-feira (30), a antecipação de R$ 4 milhões em crédito do programa Mais Futuro, destinado aos universitários de baixa renda. São ofertados estágios e auxílio financeiro, no valor de R$ 300 ou R$ 600 mensais.

“Apesar da crise que estamos vivendo, que foi agravada com a pandemia, mantivemos o pagamento desta bolsa a 10.440 mil estudantes, mesmo com a suspensão de aulas neste período”, disse o governador.

Bahia.Ba