Banco Central inicia primeira fase do open banking

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

O compartilhamento de dados bancários para melhorar a oferta de serviços financeiros começa a ser implementado nesta segunda-feira, dia 01, quando o Banco Central (BC) lança a primeira fase do open banking. Por meio dessa estratégia, os clientes terão o poder sobre as informações levantadas pelas instituições financeiras, como dados cadastrais e histórico de transações. De posse desses dados, os clientes poderão procurar outros bancos e incentivar a competição por serviços e crédito mais barato e de melhor qualidade.

A primeira fase do programa começaria a vigorar no fim de novembro, mas foi adiada para este mês a pedido das instituições financeiras. Elas alegaram que estavam com os serviços tecnológicos comprometidos com a pandemia de covid-19, que aumentou as transações eletrônicas, o pagamento do auxílio emergencial, a implementação do Pix, sistema de pagamentos instantâneos, e o registro de recebíveis de cartões.

O cronograma do open banking tem quatro etapas e também sofreu ajustes. A segunda fase passou de 31 de maio para 15 de julho. A terceira foi mantida para 30 de agosto. A quarta e última fase foi transferida de 25 de outubro para 15 de dezembro. Na etapa final, as instituições financeiras poderão trocar informações entre si para oferecer produtos personalizados a cada cliente. (mais…)

Diretor de governança da Petrobras deixará cargo em março

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Marcelo Zenkner, informou que não quer renovar seu mandato que se encerra em 20 de março deste ano. Segundo nota divulgada pela estatal, Zenkner usou como justificativas razões pessoais.

Agora a empresa iniciará um processo para escolha do novo diretor. A escolha será feita pelo Conselho de Administração da estatal, com base em uma lista tríplice de profissionais elaborada depois de uma seleção de nomes.

A Diretoria Executiva de Governança e Conformidade é uma das oito diretorias da empresa e foi criada em 2014, depois das denúncias de corrupção na empresa apontadas por investigações da Operação Lava Jato.

Agência Brasil

Dólar sobe nesta sexta, 29, e fecha o mês com alta de 5,46%

Foto: Marcelo Casal Jr./ Agência Brasil

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, dia 29, chegando a superar R$ 5,50, puxado pela combinação de ambiente externo avesso a risco e ajustes na comunicação do Banco Central.

A moeda norte-americana subiu 0,69%, vendida a R$ 5,4705. O dólar turismo terminou o dia negociado a R$ 5,64.

Na semana, o dólar recuou 0,16%. Nesta sexta, o mercado atuou na defensiva às vésperas das eleições para o comando das casas legislativas.

Metro1

Artigo – Poder de compra, inflação e consumo

Image by Firmbee from Pixabay

Por Pollyanna Rodrigues Gondin – Economista

Já é sabido e notório o impacto que a economia brasileira sentiu e vem sentindo frente à crise provocada pela pandemia da covid-19. Diante disso, expectativas foram criadas em relação à atuação do governo. O que o governo brasileiro faria para minimizar os impactos negativos econômicos, sociais e no sistema de saúde?

E, ademais, quais os reais impactos das medidas e iniciativas governamentais?

O que podemos afirmar é que os impactos das iniciativas governamentais já podem ser sentidos de modo significativo. E aqui, vamos chamar a atenção para a inflação, seu comportamento no ano de 2020, seus efeitos tanto no que diz respeito ao poder de compra, quanto ao consumo propriamente dito.

Iniciamos o ano de 2020 com uma inflação sob controle, ou seja, dentro da meta esperada pelo Banco Central brasileiro. Entretanto, ao longo dos meses, o que a população sentiu foi o aumento progressivo dos preços de bens de consumo básicos, como a carne, arroz, milho, feijão, dentre outros. Assim, esse aumento dos preços causou uma elevação da inflação, de modo que fechamos o ano de 2020 com uma inflação acumulada (IPCA) de 4,52%, acima da meta prevista de 4% (de acordo com Banco Central do Brasil). (mais…)

Preços dos combustíveis na Bahia devem subir após reajuste de ICMS

Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Os baianos podem sofrer ainda mais com um novo aumento nos preços dos combustíveis em fevereiro após o reajuste do ICMS. Somente em janeiro deste ano, a Petrobras já aumentou os valores duas vezes, totalizando um reajuste de 13,4%.

O Ato do Conselho Nacional de Política Fazendária (Cotepe) nº 02/2021, divulgado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), no dia 25 de janeiro, determinou alteração no preço de pauta dos combustíveis a partir de segunda-feira, dia 01/02. O preço de pauta dos combustíveis serve de base de cálculo para a cobrança do ICMS e o preço de pauta da gasolina sofreu aumento de R$0,29, o do etanol de R$0,27 e do GNV de R$0,61.

“Estes reajustes na carga tributária vão representar um aumento no custo de aquisição dos produtos pela revenda”, alertou o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas, acrescentando que “os aumentos são inaceitáveis neste momento de pandemia, de queda nas vendas de combustíveis, de perda de receita e de renda das pessoas”. (mais…)

Número de endividados no país chega a maior patamar em 11 anos

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

O percentual de endividados no país fechou 2020 em 66,5%, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o maior patamar de endividamento familiar em 11 anos. Em 2019, por exemplo, os endividados eram 63,6% das famílias brasileiras.

As famílias inadimplentes, ou seja, com contas ou dívidas em atraso, chegaram a 25,5% no ano passado, acima dos 24% de 2019. Já as famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso somaram 11% em 2020, percentual também superior ao ano anterior, de 9,6%. O percentual de pessoas que se disseram muito endividadas subiu de 13,3% em 2019 para 14,9% em 2020.

As principais fontes de dívidas são cartão de crédito (78,7%), carnê (16,8%), financiamento de carro (10,7%), financiamento de casa (9,5%) e crédito pessoal (8,5%). O tempo médio de comprometimento das famílias com dívidas no ano passado chegou a 7,2 meses, acima dos 6,9 meses no ano anterior.

Bahia.Ba