PODCAST: Economista fala sobre a saída da Ford do Brasil e seu impacto para o país e economia

Foto: Divulgação

O economista Igor Lucena comenta a saída da Ford do Brasil, a qual já vinha perdendo participação no mercado de carros há muito tempo. Segundo Igor, a pandemia piorou a situação da Ford, que há mais de 100 anos no país não conseguiu se tornar uma empresa de grande lucratividade, não conseguindo se fundir com outras montadoras ou comprá-las. Ainda segundo Lucena, a baixa produtividade do trabalhador brasileiro e diversos processos trabalhistas foram alguns motivos que levaram a companhia a encerrar suas atividades.

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Sobre o autor

Igor Macedo de Lucena é economista e empresário, Doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, membro da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs e da Associação Portuguesa de Ciência Política.

Auxílio emergencial: Lira cobra alternativa a Guedes alegando ‘situação crítica’

Foto: Marcos Corrêa/ PR

O presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) cobrou hoje (11) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, agilidade na criação de uma alternativa para o auxílio emergencial. Segundo ele, o governo tem que apresentar rapidamente uma alternativa, pois “a situação está ficando crítica na população”. A pasta está buscando uma forma de incluir o benefício sem ultrapassar o teto de gastos públicos, que ainda é incerto, já que o Orçamento de 2021 ainda não foi aprovado.

Nenhuma proposta foi oficialmente apresentada ainda. Os parlamentares insistem que o auxílio retorne ou que seja criado algum outro programa social. Apesar de afirmar que não sabe de onde sairiam os recursos, Lira acredita que o governo tem condições de fazer uma proposta. “Se nós tivermos alguma excepcionalidade com relação à calamidade pandêmica, acho que o governo tem os mecanismos para solucionar isso rápido”, disse o presidente da Câmara.

“Mas urge que o ministro Guedes nos dê, com sensibilidade do governo, uma alternativa viável dentro dos parâmetros da economia como ele pensa e como a sociedade deseja”, completou. “A situação está ficando crítica na população e a gente tem que encontrar uma alternativa”, afirmou o representante do Congresso.

Metro1

Câmara aprova texto-base de projeto que dá autonomia formal ao Banco Central

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, dia 10, por 339 votos a 114, o texto-base do projeto que dá autonomia formal ao Banco Central. Ele já foi aprovado pelo Senado e, segundo o relator, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), o parecer já foi chancelado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Entre as novas definições propostas, está o estabelecimento de mandatos fixos de quatro anos para o presidente e os diretores do banco – fora do tempo de gestão do presidente da República -, o que reduzirá a influência política sobre seus dirigentes, que determinam a Selic (a taxa básica de juros da economia), atualmente em 2% ao ano.

Agora, os deputados discutem os destaques (sugestões de mudança no texto-base), que foram apresentados. Caso eles sejam recusados, o texto vai à sanção direta do presidente Jair Bolsonaro, sem precisar retornar ao Senado.

Metro1

Governo planeja retomada do Auxílio emergencial após o carnaval

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve anunciar a prorrogação do auxílio emergencial, depois do carnaval. O retorno dos pagamentos deve começar a vigorar em março.

A nova rodada seria de três parcelas de R$ 200 mas deve atingir apenas metade dos trabalhadores que foram atendidos no ano passado, segundo previsão do plano que está em estudo.

A ideia é que o custo com a extensão do benefício fique fora do teto de gastos, regra fiscal que impede que as despesas públicas ultrapassem, em crescimento, a inflação do ano anterior. A equipe econômica, no entanto, ainda defende a compensação por ações de ajuste fiscal.

Metro1

Auxílio Emergencial sim, novo imposto não

Foto: Leonardo Sá/ Agência Senado

Não há dúvida de que o pagamento do Auxílio Emergencial deve ser retomado urgentemente. Afinal, para muitos brasileiros, a emergência da pandemia não acabou. Porém, o que não se pode aceitar, é que isso sirva de pretexto para criação de um novo imposto. Aumento de carga tributária é tudo o que o Brasil não precisa.

No ano passado, foi aprovado o chamado Orçamento de Guerra, que financiou os gastos necessários ao enfrentamento da pandemia. Para a retomada de pagamento do Auxílio Emergencial, devemos seguir o mesmo caminho.

Proposta

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) defende que seja aprovado, como no ano passado, um orçamento emergencial para custear o pagamento de três mensalidades de R$ 300 para a população mais vulnerável, cerca de 35 milhões de pessoas, o que daria um custo aproximado de R$ 32 bilhões. (mais…)

Paulo Guedes quer autorização especial de R$ 20 bilhões para pagar auxílio

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pleiteia junto ao Congresso Nacional um “orçamento de guerra” de R$ 20 bilhões. O valor serviria para o pagamento de três parcelas de R$ 200 do auxílio emergencial. O orçamento de guerra foi adotado em 2020 e reunião todos os gastos relativos ao combate à pandemia de Covide-19, que não entraram no cálculo do teto de gastos e outras travas fiscais.

Na avaliação de Guedes e sua equipe, esse novo texto da PEC precisa conter uma cláusula de calamidade pública, para dar segurança jurídica à concessão do auxílio emergencial com a edição de um crédito extraordinário, e estar associado às medidas fiscais contidas na PEC do Pacto federativo. Uma minuta do texto está sendo preparada pela equipe econômica para ser apresentada aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-PB).

Nesta quarta-feira, a Comissão Mista de Orçamento foi instalada no Congresso Nacional. Além da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, o colegiado vai analisar 14 propostas de retorno do auxílio emergencial e meios orçamentários para financiar o benefício.

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