Prêmio do BBB: apesar do desconto de IR, saiba os melhores investimentos a longo e curto prazo pensando na inflação

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O prêmio de aproximadamente R$ 5,44 milhões do Big Brother Brasil chama a atenção não apenas pelo valor expressivo, mas, também, pelas implicações financeiras que carrega. É importante compreender que o valor efetivamente recebido pelo vencedor é substancialmente menor, devido à incidência de tributação. Ou seja, da premiação bruta, o montante efetivamente disponível gira em torno de pouco mais de R$ 3,8 milhões (supostamente). Mas, mesmo diante dessa redução, em que lugar e como investir?

Os professores de gestão tributária e Mercado Financeiro da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), George Sales e Humberto Aillon, ressaltam, antes de pontuar os melhores caminhos para lucratividade que, no Brasil, as premiações provenientes de programas de televisão são classificadas como rendimentos tributáveis. Isso, conforme artigo 732 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 9.580/2018), os prêmios em geral têm tributação em alíquota de 30% de IR direto na fonte, com incidência exclusiva. Ou seja, não é passível de restituição.

‘A Rede Globo deverá fornecer a todos os participantes, não apenas ao vencedor, o Informe de Rendimentos, detalhando os rendimentos ganhos e impostos descontados, o que facilitará o lançamento no programa do Imposto de Renda, que deverá ser declarado somente em 2027, uma vez que tais ganhos ocorreram em 2026. Com isso, esse imposto é retido na fonte pela emissora, o que significa que o vencedor já recebe o valor líquido’, explica Humberto Aillon. (mais…)

Nesta quarta (15), Estado paga parcela do Bolsa Presença para mais de 368 mil estudantes baianos

Foto: André Fofano

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC), disponibiliza, nesta quarta-feira (15), o crédito do Programa Bolsa Presença referente ao mês de abril. Ao todo, 368.939 estudantes da rede estadual estão aptos a receber o benefício, cujo investimento é de mais de R$ 51,7 milhões.

A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a garantia do direito à educação ao incentivar a permanência dos estudantes na escola e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social. O Bolsa Presença é direcionado aos alunos matriculados na rede estadual que mantêm frequência regular e participação nas atividades escolares.

Cada família beneficiária recebe R$ 150 mensais, com acréscimo de R$ 50 por estudante a partir do segundo aluno matriculado e assíduo, o que contribui para a continuidade dos estudos e o fortalecimento do vínculo entre escola e comunidade. Os valores são creditados mensalmente, em todo dia 15. Para assegurar o recebimento do benefício sem intercorrências, é fundamental que os dados cadastrais das famílias estejam atualizados. (mais…)

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Há quinze dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas. Segundo especialistas, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral.

Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal.

O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões. (mais…)

Inadimplência de aluguel na Bahia registra alta após queda nos dois últimos meses, aponta Índice Superlógica

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A inadimplência de aluguel na Bahia registrou alta expressiva em fevereiro, com a taxa passando de 5,13% em janeiro para 6,84% em fevereiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. No comparativo com o mesmo período de 2025 (4,61%), houve crescimento de 2,23 pontos percentuais. O movimento acompanha a tendência nacional, que também apresentou alta após quatro meses consecutivos de queda, com a inadimplência chegando a 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro.

Com o resultado, o estado da Bahia registrou um dos maiores índices de inadimplência do país, acima inclusive da média da região Nordeste, que liderou o ranking nacional de inadimplência, com taxa de 4,67%, reforçando um cenário de maior pressão no mercado local. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção. ‘A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos’.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente. (mais…)

ARTIGO: O maior problema do Brasil não está na economia

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Por Samuel Hanan, engenheiro.

Com frequência, os governos atribuem à falta de recursos a maior dificuldade para o enfrentamento dos principais problemas do país. Trata-se, entretanto, de um sofisma. O Brasil não enfrenta questões econômicas e financeiras tão graves a ponto de frear o desenvolvimento e garantir aos cidadãos de todo o país uma vida mais digna. A economia não é o problema.

Ao contrário do que se acostumou propagar, o atual estágio do Brasil não é culpa da falta de recursos financeiros ou da economia, mas de uma série de fatores que, reunidos, formam a tempestade perfeita. O que de fato afeta o país são problemas éticos, políticos e de gestão, todos eles com reflexos negativos na saúde econômico-financeira nacional.

Mentiras, falsas narrativas, corrupção e impunidade são faces bem visíveis da degradação ética da classe política, contaminando a sociedade com a falsa sensação de que o crime compensa ou que o mais importante é se dar bem a qualquer custo. É a Lei de Gérson ainda vigorando. Os problemas políticos parecem não ter fim, alimentados pela instituição da reeleição para cargos do Executivo, em 1997 – que faz o governante se preocupar em buscar um novo mandato já no primeiro dia de sua gestão –; pela transformação dos governos de coalizão em governos de cooptação, com a prática rotineira do toma-lá-dá-cá; e pela concessão sem fim de privilégios. (mais…)

Mulheres são 31% dos empregadores na Bahia, terceira maior proporção do Nordeste

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As mulheres representam 31% dos empregadores na Bahia, segundo dados do IBGE de novembro de 2025. Em números absolutos, cerca de 80 mil mulheres estão à frente de negócios que geram empregos no estado. A proporção coloca a Bahia como a terceira maior do Nordeste e 11ª do país neste indicador.

O percentual revela uma diferença ainda significativa entre homens e mulheres no comando de empresas: para cada mulher empregadora, existem aproximadamente 2,2 homens na mesma condição. A presença feminina entre empregadores costuma ampliar a inserção de outras mulheres no mercado de trabalho. Levantamento do Sebrae indica que cerca de 73% dos negócios liderados por mulheres possuem força de trabalho majoritariamente feminina.

‘Na prática, isso significa que o empreendedorismo feminino tende a gerar oportunidades para outras mulheres, criando redes de trabalho e renda dentro das próprias comunidades e ampliando possibilidades de mobilidade social’, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.

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