ARTIGO: MADRE TERESA, A SANTA DE CALCUTÁ

Durante esta semana que antecedeu à cerimônia de canonização de Madre Teresa de Calcutá, uma coisa me chamou à atenção.

Os meios de comunicação, de modo especial a televisão, deram ênfase ao assunto. Mas não sei se por maldade ou ignorância mesmo, várias vezes foi anunciado: “igreja faz Madre Teresa virar santa”; “ouça o depoimento do homem que vai fazer Madre Teresa virar santa”; houve uma emissora que ainda citou: “a Igreja Católica transformará santa a Madre Teresa de Calcutá”, e tantas chamadas se fez ouvir desta maneira.

Quando me refiro à maldade de certos meios de comunicação em tratar temas dessa magnitude de tal maneira, chamo a atenção para a tentativa de desconstrução da vida santa de uma pessoa em detrimento de uma sociedade nociva, onde vale mais o ter do que o ser.

MadreTeresa oficialFalo da ignorância para lembrar que Madre Teresa não é santa por que a Igreja a declarou. Sua santidade vem de berço e todo aquele que quiser “ser santo como vosso Pai é santo” (Pedro 1-16) deve seguir os passos de Jesus Cristo e identificar-se com Ele.

O papel da Igreja é apenas reconhecer publicamente os méritos daquele irmão ou irmã concedendo-lhe a “gloria dos altares”.

O Catecismo da Igreja Católica (1474) deixa claro que “o cristão que procura purificar-se do pecado e santificar-se com o auxílio da graça de Deus não está só. A vida de cada um dos filhos de Deus se acha unida, por um admirável laço, em Cristo e por Cristo, com a vida de todos os cristãos”.

A jovem Gonxha Agnes Bojaxhiu deixou sua terra natal (Skopje, Albânia, um dos países mais pobres da Europa) em 1928 e partiu para a Irlanda para ingressar no Instituto da Bem-Aventurada Virgem Maria, as Irmãs de Loreto. Ao ingressar na congregação, seguindo as tradições da Igreja Católica, adotou o nome de Irmã Teresa em razão de sua padroeira pessoal: Santa Teresa de Lisieux, carmelita francesa também conhecida como Santa Teresinha.

A jovem freira chegou a Calcutá em 06 de janeiro de 1929. Foi enviada a Darjeeling para continuar sua formação. Fez a primeira profissão de votos em 25 de maio de 1931, prometendo viver uma vida de pobreza, de castidade e obediência e dedicar-se particularmente à instrução da juventude. Após a sua profissão de votos foi nomeada também Professora da St. Marys Bengali Medium, uma escola para meninas, onde permaneceu até 1948, ano em que deixou Loreto para as Missionárias da Caridade.

Depois de muita luta e dedicação, em 07 de outubro de 1950, a Santa Sé autorizou a instituição da Congregação das Missionárias da Caridade.

Madre Teresa viveu uma vida exclusivamente para os pobres dos pobres. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1979. Sua congregação espalhou-se por todo o mundo, inclusive em Salvador – Bahia, comunidade dos Alagados, onde esteve com a Irmã Dulce dos Pobres.

Faleceu em 1997 e seu processo de canonização foi iniciado logo após a sua morte. Foi beatificada em 2003 pelo Papa João Paulo II. Sua canonização ocorreu em 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco.

Certa vez, um argentário banqueiro, em visita à casa onde cuidava dos enfermos, observando a dedicação, o cuidado e o seu carinho para com os pobres e doentes, aproximou-se dela e disse: “irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum do mundo”. Ela riu e lhe respondeu bem baixinho: “nem eu, meu filho”.

Viva a Madre Teresa

A Santa de Calcutá.

(Por Gilbenício Brandão – Colunista do Tribuna do Recôncavo. Dados coletados do Livro: MADRE TERESA, venha seja minha luz. (Padre Canadense: Brian Kolodiejchuk, Gráfica Ediouro – 2008)

COMENTÁRIOS:

Maria do Carmo da Silva Santos: Infelizmente, a sociedade não reconhece, não valoriza e nem tem como exemplo aqueles que dedicam sua vida em prol dos mais carentes e necessitados. E confirmam esse descaso com a expressão: “virou santa”, como se tratasse de uma metamorfose.

ARTIGO: A importância da ludicididade como instrumento pedagógico e psicopedagógico

É comprovado por especialistas que a ludicidade é fundamental para o desenvolvimento integral da criança na educação infantil. Quando a criança utiliza jogos ou brincadeiras desenvolve a psicomotricidade, a socialização, aprende a lidar com regras, desenvolve o espírito de cooperação, a criatividade, a imaginação, a atenção, etc, que favorecem  à aprendizagem.

Mas e as demais fases da vida, não necessitam da ludicidade?

Embora a ludicidade seja mais retratada na educação infantil, ela é essencial em todas as etapas da vida do aluno e do sujeito, seja na infância, adolescência ou idade adulta, constituindo uma fonte riquíssima para a aprendizagem destes. Assim, podemos dizer que a ludicidade não é exclusiva somente para uma fase de vida do sujeito, mas deve lhe acompanhar durante toda sua vida. Um exemplo disso, foi o depoimento de uma senhora, que está cursando a EJA e declarou o quanto está sendo satisfatório ir para a escola devido aos momentos lúdicos promovidos pela professora de uma determinada disciplina.

A ludicidade é essencial para a vida do sujeito e vários teóricos defendem essa visão. Segundo Vygotsky, “O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações dela mesma”.

A ludicidade também é uma ferramenta indispensável nas intervenções  psicopedagógicas, através de jogos e brincadeiras, o psicopedagogo  analisa como a criança/adolescente interage com o objeto em questão; o que  expressa de maneira espontânea? Como reage? O que expressa do seu mundo interior?

Vale ressaltar que tanto nas atividades pedagógicas quanto psicopedagógicas exige que o mediador (professor ou psicopedagogo) prepare com antecedência as atividades lúdicas (elas devem ser devidamente elaboradas, ter objetivos definidos e planejamento). O que se espera com essa ação? E após a aplicação avaliar: essa atividade surtiu o efeito esperado? Quais pontos positivos e negativos? Como o aluno (em sala), cliente(no consultório), reagiu? Os objetivos foram alcançados?

(Jocinere Soares – colunista do Tribuna do Recôncavo, é pedagoga, pós graduada em psicopedagogia clínica e institucional e graduanda em matemática). Clique AQUI para ver mais comentários:

COMENTÁRIOS: 

Maria do Carmo da Silva Santos: Como enfatiza a Prof. Jocinere, a ludicidade é uma ferramenta de essencial importância no fazer pedagógico, independente da faixa etária,favorecendo de forma significativa o processo de aprendizagem. Eis um tema pertinente à educação e aos educadores! (mais…)

Suposto áudio de deputado repercute na política de São Miguel das Matas

Um áudio que está circulando por grupos de Whatsapp, está dando o que falar na cidade de São Miguel das Matas. Neste áudio supostamente a voz seria do Deputado Alan Sanches que estaria muito irritado com o vereador candidato a reeleição Zé Pires.

Vários xingamentos são proferidos pelo Deputado, atacando a imagem do vereador Zé Pires, o áudio teria sido enviado pelo deputado para seu cabo eleitoral Val Big que é candidato a vice-prefeito na mesma chapa que Zé Pires. Val Big teria reenviado esse áudio para uma pessoa de sua confiança que acabou vazando no Whatsapp. (Amarelinho 10) (mais…)

ARTIGO: Driblar a desmotivação do aluno – um desafio do professor no século 21

Vários pensadores falam acerca da importância da afetividade na educação, sobretudo na relação aluno-professor, que inclui carinho, respeito, confiança, enfim uma relação amistosa que deve existir entre ambos.

O eterno educador Paulo Freire traz como uma das definições para educação, “É um ato de amor e de coragem”, que ele intitula de “Pedagogia da amorosidade” – amor porque a prática pedagógica sem afetividade não funciona e coragem porque as demandas da educação são cada vez maiores e se o professor não possuir essa coragem para driblar os desafios ele desiste no meio do caminho ou adoece frustrado.

Recentemente um ex aluno foi entrevistado pelo site Tribuna do Recôncavo e fez uma declaração que emocionou-me, relatando o quanto fiz a diferença como professora na sua vida, a motivação e a afetividade encontradas no ambiente escolar repercutiu na sua vida e deixou marcas positivas que o incentivou a prosseguir nos estudos. Essa é uma das melhores recompensas para o professor; é gratificante para ele saber que as sementes  deram frutos.

jocinereA frase de Paulo Freire “Educação é um ato de amor e de coragem”, descreve   muito bem o início da minha carreira. Afetividade e coragem se fizeram presentes para que eu enfrentasse os muitos desafios do caminho.

Foi constatado que na cidade na qual eu morava o índice de distorção idade/ série era altíssimo e para sanar o problema veio o chamado “projeto de aceleração” no ano de 2000, onde através de módulos específicos os alunos defasados passavam a ter aulas diferenciadas. Quem foram os professores escolhidos para mediar essas turmas? Na sua maioria aqueles que eram contratados, como eu. Um professor contratado não tem muita opção, geralmente lhe é destinado o que “sobra.”.

Foi uma tarefa árdua ser professora de uma classe com alunos de diferentes idades e séries, todos com sérias dificuldades de leitura, escrita e cálculos. O que fazer? Desistir? Ou abraçar a missão?  Tinha diante de mim alunos desmotivados, repetentes, defasados, carentes de afeto, indisciplinados na sua maioria. Mas ali havia vidas e quis fazer a diferença junto com eles.

O que fazer diante de tantos desafios? Utilizar recursos que o projeto enviou, adequá-los à realidade; utilizar metodologias variadas que pouco a pouco foram despertando a sede de aprender de cada um, ajuda mútua, todos se tornaram  parceiros, a indisciplina foi vencida e aprendizagem passou de fato a acontecer na vida desses alunos. IMG-20160803-WA0158A professora se tornou uma espécie de “professora maluquinha”, personagem do autor Ziraldo e os alunos a seguiam. Eram dramatizações, peças teatrais, jogos, músicas, etc, mas o que fazia sucesso mesmo eram os “contadores de histórias”, numa disputa sadia os alunos competiam para saber quem lia mais a cada semana e recontavam na sala para os colegas; assim era colocada uma classificação na sala semanalmente e  os primeiros colocados ganhavam algum prêmio ou medalha.

Essas vivências marcaram meu início de carreira  docente e  me deu a certeza que apesar de tantos desafios contribuir para fazer a diferença na vida daqueles alunos do projeto, no qual fiquei dois anos.

Hoje, os desafios que nós enfrentamos são muito maiores. Ser professor nesse país é uma tarefa árdua, desafiadora; Além disso, não há valorização, nem remuneração digna e faltam condições adequadas de trabalho. Infelizmente educação não é prioridade no país. Ainda se tem muitos traços do período colonial, em que não se deseja ter mentes pensantes, cidadãos críticos na sociedade.

Diante de tantos desafios que nós professores passamos, se não tivermos amorosidade pelo nosso trabalho, como vamos enfrentar o dia a dia?

(Jocinere Soares – colunista do Tribuna do Recôncavo, é pedagoga, pós graduada em psicopedagogia clínica e institucional e graduanda em matemática). Clique aqui para ver comentários! (mais…)

Liberdade de expressão e intolerância caminham de mãos dadas?

Esta semana, terceira semana de julho/2016, um velho líder religioso (pastor) de uma igreja do segmento protestante, no distrito Porto Sauípe da cidade de Entre Rios, no litoral norte da Bahia, foi bombardeado pela mídia e pelas redes sociais por conta de um ato que desagradou a alguns.

Ele publicou na fachada de sua igreja, frases e provérbios bíblicos dentre os quais, alguns retirados do Livro do Levítico, Capítulo 20. O que mais despertou a ira dos meios de comunicação e principalmente dos movimentos chamados LGBTs, encontra-se no versículo 13, onde lemos: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão”.

liberdade de expresssaoNo Brasil de hoje fala-se muito em intolerância e respeito à liberdade de expressão, mas, será que esta tão cantarolada liberdade de expressão só existe para um lado. A mídia televisiva, os sites da internet, os jornais, os outdoors,  revistas, fachadas de prédios, shoppings, publicidade em vias públicas, todas  invadem a vida da população com todo tipo de conteúdo, independentemente do efeito a ser causado na vida das pessoas. Expressões alusivas às drogas, ao tráfico, ao crime de colarinho branco, ao aborto e à morte. A exibição de cenas de violência, de roubo e armações, de injustiças, de prática sexual seja hétero ou homo, de traições, de desrespeito e desvalorização da família, dos pais e mães, além de todas as modalidades de alusões que despertem para a prática do mal em detrimento do bem comum, e nada disso é contestado. Justiça, Ministérios Públicos, Agências reguladoras e tantas outras agremiações que si dizem defensoras da liberdade, ninguém se pronuncia. Quando muito nos dizem: se não quer ver não assista! E nós, população, concordando ou não com tais manifestações, somos obrigados a ver, ouvir, ler e calar, em nome do respeito à diversidade e a liberdade de expressão.

Em diversos lugares do país, inclusive em fachadas de prédios públicos, existem frases retiradas de todos os livros, sejam religiosos, políticos, romances e ou culturais das diversas etnias e tudo é aceitável, inclusive da própria Bíblia, e nada é contestado, ninguém comete crime.

Agora eu pergunto: se por acaso o velho pastor ao invés de usar o versículo 13, da Bíblia, tivesse usado o versículo 10, do mesmo livro do Levítico que diz: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”, seria taxado de crime contra a honra da família? Da mulher? Do homem traído? Etc..Será que a mídia iria dar a mesma importância ou iria ignorar em nome da liberdade de expressão?

Não aceito e nem defendo a intolerância em quaisquer situação. Não defendo a atitude do pastor pois me parece ter um interesse intolerante, mesmo sendo versículos retirados da Bíblia, mas deixo o meu repúdio a atitude da mídia e de determinados grupos,  que ignoram a liberdade de expressão quando o assunto debatido não lhes convém.

O homem é livre e desde que suas escolhas não venham trazer consequências negativas à vida do outro, cada um faz de sua vida o que quiser. As escolhas religiosas, políticas, esportivas, partidárias e orientação sexual é de responsabilidade de cada um, contudo, não se pode confundir liberdade com libertinagem.

A liberdade de expressão não pode ser prerrogativa de alguns. Já que o Brasil é um país livre, a sua imprensa livre deveria ser mais responsável, respeitosa e imparcial.

GILBENÍCIO

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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ARTIGO: DIOCESE DE AMARGOSA, SEMPRE NO CAMINHO DO PASTOREIO

DIOCESE DE AMARGOSAPrestes a completar suas bodas de brilhante, 75 anos de criação, 1942-2017, confiada à proteção de Nossa Senhora do Bom Conselho, a Diocese de Amargosa continua firme no seu propósito maior, evangelizar. Ao longo de sua existência teve uma participação ativa na formação de cidadãos do nosso mundo contemporâneo. Muitos cidadãos, empresários, políticos de renome, mestres e doutores que já deram e continuam dando sua contribuição com a nossa sociedade, tiveram suas origens no seminário de Amargosa.

Do seio desta Diocese saiu Dom Florêncio Sizinio Vieira, seu primeiro bispo, o qual adotou como lema a sua própria forma de trabalhar: forte e suave; seu trabalho consistiu na criação do seminário menor, ordenação de diversos sacerdotes, incentivo à implantação dos movimentos da juventude daquela época, a exemplo da JAC-Juventude Agrária Católica; JEC-Juventude Estudante Católica e JOC-Juventude Operária Católica.

Seu segundo bispo diocesano foi Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, potiguar, vindo de Natal – RN, homem de uma cultura extraordinária, adotou como seu lema: enviou-me para evangelizar.  Incentivador da organização dos movimentos eclesiais de base; reabriu o seminário menor e trabalhou a formação de seminaristas em Amargosa, enviando posteriormente para Aparecida para concluir os estudos de curso superior. Deixou a diocese em maio de 1988, transferido para assumir como arcebispo metropolitano de Natal-RN, sua cidade natal. Ordenou vários sacerdotes para a Diocese, dentre eles, padre Nelson Franca, Padre Almiro Rezende, Padre Raimundo Costa, ambos ainda hoje servindo à Diocese de Amargosa.

Com a sua saída assume a Diocese Dom João Nilton, seu terceiro bispo. Filho da própria cidade de Amargosa, mas que estava servindo como bispo coadjutor da Diocese de Bom Jesus da Lapa. Adotando o seu estilo de servidor do Reino, escolheu para seu lema: seja feita a sua vontade. Dom João apresenta-se muito mais como pastor que como administrador. Grande incentivador das vocações sacerdotais e religiosa, é responsável pela ordenação de mais de 80% do atual clero da Diocese de Amargosa. Manteve o seminário menor em Amargosa sempre preparando jovens para o ministério sacerdotal; criou o seminário maior de Amargosa em Ilheus, agora em Salvador; adquiriu a emissora Rádio Clube de Santo Antonio de Jesus, grande parceira da evangelização diocesana de Amargosa.

No último dia 03 de julho, frente a uma imensa multidão de fiéis, foi empossado o seu 4º bispo diocesano, Dom Valdemir Ferreira dos Santos, com o seu lema: apascenta as minhas ovelhas. Frase dita pelo próprio Cristo a Pedro por ocasião de sua ida para o céu.  Dom Valdemir, oriundo da Diocese de Vitória da Conquista, que estava servindo até então à Diocese de Floriano-Piaui, chega como um sinal de esperança para a Igreja de Deus no chão da Diocese de Amargosa, especialmente neste momento em que a Igreja se encontra diante de tantos desafios sociais, religiosos, políticos e principalmente humanos. Cabe a nós, seus diocesanos, nos colocarmos primeiro em oração pelo seu fecundo pastoreio, mas também, nos colocarmos à sua disposição para somar esforços em nome desta igreja.  Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Vários sacerdotes tiveram passagem importante pela Diocese de Amargosa, destacamos: Monsenhor Antonio Almeida-Amargosa; Monsenhor Gilberto Vaz Sampaio-Varzedo; Padre Messias-São Felipe; Monsenhor Pedreira-Castro Alves e Padre Eliseu no Vale do Jiquiriçá. Da Diocese de Amargosa surgiram também outros pastores para a Igreja de Deus, dentre eles:

Dom Walfrido Teixeira Vieira. Sua ordenação presbiteral se realizou em Amargosa-BA, aos 29 de junho de 1946. Sua nomeação episcopal se deu aos 15 de março de 1961, como bispo titular de Lauranda e bispo auxiliar do Cardeal Arcebispo de Salvador. Sua ordenação episcopal se realizou em Salvador, aos 26 de junho de 1961, por D. Augusto Álvaro da Silva, permanecendo até 1965. Foi nomeado bispo diocesano de Sobral pelo Papa Paulo VI, aos 06 de janeiro de 1965, vindo a tomar posse dessa diocese no dia de São José do referido ano.

Dom Jairo Matos da Silva, foi ordenado sacerdote na Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Castro Alves (BA), por Dom Florêncio Sizinio Vieira. Foi nomeado Vigário paroquial de Santo Antonio de Jesus (em 29/12/1954). Após a morte do pe. Antonio Oliveira, titular, foi nomeado pároco. Em 11/01/1963 foi transferido para Jequié, na época ainda pertencente à Diocese de Amargosa. Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI. Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Sr. do Bonfim no dia 02 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese.

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, foi ordenado sacerdote em 9 de janeiro de 1977, na diocese de Amargosa. Em 2000, o papa João Paulo II o nomeou bispo da diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Em 28 de fevereiro de 2007, o Papa Bento XVI o nomeou bispo da diocese de Santarém, deixando a diocese de Paulo Afonso com sede vacante. Aos 25 de junho de 2011 teve seu nome divulgado como membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB[1] . Em novembro de 2011, foi nomeado arcebispo de Porto Velho. Em 18 de março de 2015 foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Luis do Maranhão.

Dom Climério Almeida de Andrade. Embora fosse um religioso pertencente à Arquidiocese de São Salvador, Dom Climério foi integrado ao clero da Diocese de Amargosa, servindo como padre em Jequié. Foi sagrado bispo em 24 de setembro de 1962, pelas mãos de Dom Florêncio Sizínio Vieira. Foi bispo de Vitória da Conquista de 1962 até 1981.

O Monsenhor Antônio José de Almeida, um dos fundadores da diocese em 1941 / 42, construtor da Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho em 1936, dizia sempre: Igreja velha sempre nova. Quando combatida vence, quando atraiçoada triunfa!

Recordar é tomar o passado como lição; viver o presente como missão e olhar o futuro com a esperança e a certeza de que somos os atores na construção de um novo tempo.

Parabéns à Diocese de Amargosa com todas as suas 27 cidades. Muita luz e graça para trilhar os caminhos do novo pastoreio.

 

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Membro da Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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COMENTÁRIO:

Pe. Antonio Rebouças Santana: Excelente texto tratando da história da diocese. É necessário preservar a história. Gosto demais de voltar ao passado para olhar para frente.Valeu!

Jose Roberto da S. Amaral: Muito pertinente esse artigo. Que esse dom de escrever para, assim poder, contribuir com o conhecimento das pessoas continue sendo um marco em sua vida meu caro Gilbenicio. Deus te abençoe irmão.

Genival Fernandes Serra: Artigo maravilhoso, Gilbenício! Meus parabéns!

Altamira Freire: Muito bom o artigo sobre a Diocese de Amargosa. Que o Espírito Santo santifique o Ministério Episcopal de Dom Valdemir hoje e sempre e torne fecundo seu pastoreio. (mais…)

AMARGOSA: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO?

Sendo filho e eleitor de Amargosa, e além disto, transitando sempre pelas estradas de nossa região, sempre muito observador, me pego a perguntar: por que a nossa região, mais especificamente o nosso município, são tão desprestigiados pela classe política dominante?

Quando comecei a entender um pouco das coisas, ainda na minha adolescência – anos 80, já presenciava o puxa-saquismo exagerado dos políticos daquela época. Os grupos Arena 1 e 2, PDS 1 e 2 todos submissos aos governos carlistas, entoando o canto “A Bahia vai bem obrigado a você”,  e correndo atrás das benesses do poder corrompido, e nossa cidade assistindo a esses absurdos e, na maioria das vezes, por conta da ignorância, aplaudindo tais abutres.

Todos os prefeitos faziam questão de expor fotos abraçados intimamente com João Durval Carneiro, Waldir Pires, ACM, Paulo Souto, Cesar Borges, Jaques Wagner e esse outro que está aí. Todos deixaram a sua marca de cinismo e pouco ou nenhum caso para com nossa cidade: Amargosa mora no meu coração; Eu amo esta terra que me viu crescer; Vamos transformar Amargosa num polo industrial; Vamos construir aqui o hospital do Vale do Jiquiriçá; Até campo de avião foi construído com duas finalidades, receber os engomadinhos de terno e gravata nas aeronaves fretadas pelo poder público, e indenizar proprietário de fazendas cedidas para a construção e instalação do aeroporto. ACM Neto, quando deputado, chegou a dizer se tal prefeito for cassado eu renuncio e rasgo meu diploma – há rasgou mesmo!  João Leão disse em alto e bom tom: Amargosa é uma cidade tão linda que eu vou construir uma casa e morar aqui! Jaques Wagner disse: Já autorizei, Prefeito Valmir, a obra de asfalto da estrada Amargosa-Brejões, porque uma cidade como essa não é digna das estradas que tem! (Vale lembrar que ele sempre dizia: quando ninguém ainda me apoiava, Amargosa é quem me estendeu a mão. kkkkkkkkkkk).

O tempo passou. Todos os prefeitos de nossa cidade, com exceção de Iraci Silva, (não me refiro a gestão atual por ainda estar em curso) se diziam apoiadores, apoiados e ajudados pelos Governadores dos Estados, mais nenhum deles foi capaz de responder à altura das necessidades básicas da população de Amargosa. Ninguém teve coragem de dizer na cara desses governadores, deputados e senadores: Amargosa precisa disto e nós exigimos tal benefício para nossa cidade. Tem cidades por aí a fora que receberam benefícios dos quais a nossa região nunca vai ter.

Não temos um hospital digno, e o único que temos para atender as necessidades iniciais dos pacientes, teve seu centro cirúrgico e lavanderia interditados pela SESAB, após 08 anos de mandato do prefeito Valmir, com ampla divulgação de apoio do então Secretário de Saúde do Estado. O fechamento se deu apenas para incriminar a gestão municipal atual e responsabilizá-la por não ter feito em 06 meses o que a gestão anterior não teria feito em 08 anos. População carente paga, e a vida continua.

O que falar das estradas? Muita coisa deixa de vir a Amargosa em razão das péssimas condições das estradas da região. Tantos deputados e senadores que levam voto de nossa cidade: seja do governo ou da oposição; da direita, esquerda, centro, situação etc. A cada quatro anos esses caras-de-pau aparecem, são apresentados pelas nossas lideranças, prometem mundos a fim e somem. Onde andam esses ditos representantes de Amargosa e região?  Cadê a estrada de Amargosa a Brejões – Elisio Medrado a Santa Terezinha – Castro Alves – Amargosa a Varzedo –  Santo Antonio etc?

Cadê o tão prometido Complexo Policial? Cadê a barragem da Embasa? Se continuar do jeito que vai no primeiro período de estiagem a população volta a sofrer com a falta de água. Que providências os nossos representantes estão tomando para preservar o emprego dos trabalhadores da fábrica de calçados?

Esses são apenas alguns questionamentos que faço diante do quadro que vejo em nossa cidade e região. Não tenho partido nem lado pois que o tem, só enxerga a trave no olho do adversário, mas alerto à população: precisamos aprender a virar as costas para essa situação. É preciso que deixemos de ser poupança de votos, degraus para ascensão política e meros espectadores do casuísmo social; do quanto pior melhor. Se Amargosa e região se encontra nessa calamitosa situação, isto tem nome: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO de todas as ditas – lideranças políticas.

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Filho de Amargosa

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ARTIGO: A POLICLINICA REGIONAL: QUEM SERÁ O PAI DA CRIANÇA?

Esta semana para Santo Antônio de Jesus, ficou marcada nos meios de comunicação, rádios, sites, redes sociais etc, pela informação de que uma suposta policlínica regional, será instalada na cidade.

O Prefeito Humberto Leite rapidamente publicou nas redes sociais, “em reunião na Governadoria, com o Governador Rui Costa, ficou decidido que Santo Antônio de Jesus sediará a Policlínica do Recôncavo. Nossa cidade foi eleita por voto aberto e nós estamos muito feliz com isso”. Logo em seguida foi a vez do Deputado Rogério Andrade anunciar e comemorar o fato como se este fosse uma conquista sua.

A instalação de um empreendimento dessa natureza, uma policlínica regional, traz benefícios diretos à cidade de Santo Antônio de Jesus e a toda a região do recôncavo baiano. Para nós cidadãos, eleitores e principalmente contribuintes, pois todo o dinheiro gasto pelo erário público vem das nossas receitas, é bom que fique claro, que o que menos importa para nós é quem está se auto intitulando “pai da criança”.

A região do recôncavo baiano, composta por Santo Antônio de Jesus e mais dezenas de cidades, é digna de ser atendida e beneficiada sim. O Governador Rui Costa obteve votação esmagadora neste polo regional, logo, constitui sua obrigação cumprir com o seu papel de gestor público e honrar os compromissos assumidos com a região do recôncavo, independentemente da posição político partidária dos gestores municipais, tanto de Santo Antônio quanto de qualquer outra cidade da nossa região.

Contudo, gostaria de chamar a atenção de todas as autoridades constituídas: Prefeitos, Governo do Estado, Deputados, Vereadores e de toda a população, a quem interessar, que este empreendimento, A POLICLÍNICA REGIONAL, não seja igualmente a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, inaugurada precocemente ainda no governo anterior,  com foco exclusivo em benefícios políticos e eleitoreiros, a quem quer que seja, com o dinheiro do contribuinte, em detrimento às necessidades da comunidade, especialmente os mais carentes, que precisam do atendimento público, e que até agora não serviu para nada. Não atendeu, não atende e sabe Deus se um dia entrará em funcionamento. Milhões de reais derramados pelo ralo, muita coisa já danificada pelo tempo e os entes públicos não se manifestam.

Há cerca de 5 ou 6 anos atrás, muita gente se dizia “pai da criança” da UPA. E hoje?  Quem trouxe a UPA? De quem é o mérito de ter conseguido um “elefante branco” para Santo Antônio de Jesus, com o dinheiro público e que até hoje não serve para nada?

Entre pedra fundamental, visitas de autoridades com fogos de artifícios e inauguração em 2012. De quem é a responsabilidade?

Há quem diga, e já foi veiculado pela imprensa de que a UPA teria sido construída em local impróprio ou de maneira inadequada e que o correto seria demolir total ou parcialmente. Se assim for, a quem cabe a responsabilidade de restituir aos cofres público o desperdício, fruto de tal irresponsabilidade?

E os nossos vereadores, muito bem remunerados por sinal, o que têm feito para ver tal unidade funcionar? Naturalmente, cada um de vocês, oposição ou situação, representa um parlamentar, estadual e federal, também muito bem remunerado.  Já não está na hora de buscar uma solução para isto? Já não é hora de trazer um grande veículo de comunicação a nível nacional (Band, Globo, Record, etc.), para denunciar ao país, este descalabro com os recursos do Ministério da Saúde?

Agora, ao aproximar-se de uma nova campanha política municipal, todo mundo aparece querendo garantir o seu espaço no poder, garantindo lealdade ao eleitor e prometendo o que pode e não pode realizar. Diversos prefeitos gastando o que não tem, comprometendo ainda mais o erário público, e parlamentares realizando obras que não são de suas responsabilidades, querendo mostrar serviço à população.

A policlínica é necessária e muito bem vinda!  Aqueles que se dizem “pai da criança” não estão fazendo nada mais que suas obrigações de buscar o melhor para nossa cidade e região. Para isto são muito bem remunerados. Infelizmente a boa parte dessas mesmas autoridades, parece faltar o respeito para com a comunidade, pois, o ato de publicar em época de eleições, conquistas para a cidade, exclusivamente em busca do voto, já é uma rotina corriqueira. Depois jogar no esquecimento milhões de reais do próprio contribuinte, tudo para dizer amém aos caprichos dos interesses pessoais e dos grupos políticos, como fizeram com a UPA em Santo Antônio de Jesus, nos faz refletir:

Ainda vale à pena acreditar em alguém na política?

Já não está na hora da população dar o troco, a todos eles?

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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Artigo: Análise da corrupção no Brasil

10452471_1631110333770631_337966646832247714_nAntes de tudo, é preciso definir o conceito de corrupção. Parece certo pensá-la, em poucas palavras, como compra e venda de favores ilícitos. Qualquer pessoa que rompa com a lógica da sua função para favorecer determinado interesse, visando alguma forma de benefício, pode ser considerada um corrupto. E a pessoa, física ou jurídica, que comprar tais favores pode ser considerada corruptora.

Analisar a corrupção no Brasil tendo essa definição como premissa é ter a certeza de que Os corruptos de peso normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Se não fosse assim, já teriam perdido tudo ou grande parte do que possuem.

Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível. E são mestres na arte da sonegação de impostos.

A universalização da malandragem nessa área mostra uma outra face perversa do Brasil. Estima-se que do total de contribuintes mais endinheirados a quantidade que declara sua renda deve representar entre 40% e 50%. Quando o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, depôs na CPI dos Bancos, ele revelou números estarrecedores. Das 530 maiores empresas do país, metade não paga Imposto de Renda (IR).

O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR. A Receita tinha, na ocasião, R$115 bilhões a receber em impostos devidos pelas empresas que não foram pagos por causa do que Maciel chamou de “indústria de liminares”. No sistema financeiro, 34% dos débitos reconhecidos com a Receita estavam com o pagamento suspenso por causa de liminares.

Em 1999, as empresas deixaram de pagar cerca de R$12 bilhões em impostos nos últimos cinco anos decorridos até ali, dos quais R$3,5 bilhões seriam devidos pelos bancos. O motivo: a Lei 8200, de 1991, permitiu a correção monetária das despesas nos balanços, mas não fez o mesmo com as receitas. Boa parte dos dólares aplicados por investidores estrangeiros no país seria de brasileiros.

O dinheiro, depositado em paraísos fiscais, retorna ao país sob a forma de investimento em ações e em aplicações de renda fixa, sem identificação do titular da conta, e sai sem pagar imposto algum. As empresas estrangeiras registram o capital que investem no país como empréstimos feitos pela matriz para poder remeter os juros às matrizes sem pagar IR.]

Sonegar virou uma vantagem “competitiva” no Brasil. As empresas que atuam na legalidade são obrigadas a enfrentar concorrentes que, por não pagarem ou pagarem muito pouco imposto, podem praticar preços mais 555597_1415854981962835_1883108103_nbaixos e se beneficiar de margens de lucros mais elevadas. Diante desse quadro, não é difícil imaginar quem se beneficia da universalização da malandragem e quem paga por isso.

SOBRE O AUTOR: Osvaldo Bertolino é jornalista e escritor. Natural de Maringá, Noroeste do Paraná, vive atualmente em São Paulo. Escreveu os livros “Testamento de luta — a vida de Carlos Danielli” (2002), Maurício Grabois — uma vida de combates” (primeira versão em 2204, segunda em 2012) e “Pedro Pomar — ideias e batalhas” (2013). Atualmente é pesquisador da Fundação Maurício Grabois.

  • As opiniões veiculadas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Tribuna do Recôncavo. (InformaMídia Comunicação)

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ARTIGO: CANIBALISMO SOCIAL E POLÍTICO BRASILEIRO

Realmente não temos outro vocábulo para qualificar a situação em que vivemos hoje na condução política e administrativa de nosso país.

Nunca vivemos situação tão esdrúxula! Um congresso nacional verdadeiramente canibal e nocivo à sociedade brasileira. Em quem acreditar se aos nossos representantes diretos, parece não interessar a condução da vida de nosso país e muito menos de suas necessidades. Antes no Brasil existiam várias bandeiras políticas e sociais. A direita, esquerda, centro, situação ou governo e oposição, hoje, levanta-se apenas duas bandeiras, de cores distintas, (vermelha e amarela) porém, com um mesmo objetivo: manter vivo no cargo de presidente da casa um delinquente. Corrupto comprovado pela Justiça e Polícia Federal, Procuradoria Geral da República, pelos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça além do próprio Supremo Tribunal Federal, e declaradamente cínico.   Em um país que se respeite, na pior das hipóteses, um sujeito dessa magnitude estaria na cadeia e não na presidência de uma casa legislativa. Mas o que vemos no Brasil é outra realidade.

Uma bandeira defende a sua manutenção por ver nele a única opção de manter no poder um governo insano. Um governo que trocou a ética pregada pela corrupção desenfreada; que se esqueceu das lutas em torno da construção de uma sociedade com o apoio de organismos sérios e de uma população que nele apostou, e partiu para o vale tudo com um único objetivo, manter-se nas benéficas do poder a todo custo. Um governo que teve o apoio da sociedade, mas não lhe tem a dignidade de responder a altura o que essa lhe exige. Se a Presidente da República tivesse a seriedade na condução da coisa pública e a coragem de dar a resposta de que a sociedade lhe espera, não se curvaria a tanta chantagem programada por esses abutres que se dizem “base-aliada”. Não se preocuparia com “impeachment” propagado pelos inconformados com a derrota nas eleições passadas. Não tiraria do Ministério da Saúde, um médico sanitarista renomado, conceituado, comprometido com os programas do sistema único de saúde, para dar lugar a uma chantagem do PMDB e nomear um político profissional que já andou por diversas legendas partidárias. Sem contribuir em nada com a sociedade; sem nenhum comprometimento com a saúde pública do país, mesmo sendo médico psiquiatra. Continue lendo aqui no Tribuna! (mais…)

Amargosa: ROSALVINHO SALES E SUAS PRETENSÕES

Na condição de filho e eleitor de Amargosa, conhecendo um pouco da vida pública de nossa cidade. Tendo trabalhado com o ex-prefeito Rosalvinho Sales no seu primeiro mandato, 1997 a 2000, e acompanhado o desenrolar do seu segundo mandato que, após tanta insanidade, culminou com a sua cassação, e, não tendo nenhuma forma de inimizade com o mesmo. Posso afirmar que os rumores de uma possível candidatura do mesmo à prefeitura local, não passam de meras especulações do mesmo e de pessoas detentoras de canais de comunicação, interessados.

Rosalvinho Sales teve uma grande oportunidade de entrar para a história de Amargosa e da Bahia. Teve o privilégio ímpar de ser indicado pela então Prefeita de Amargosa, Iraci Silva, para a sucessão municipal em 1996, contrariando até mesmo, outros membros da base política. Recebeu uma Prefeitura arrumada, bem administrada, sem dívidas, com uma folha de pagamento enxuta, com crédito na praça e principalmente reconhecida no cenário estadual como uma prefeitura modelo.

Mesmo tendo vencido a eleição com uma margem apertada de votos, consolidava-se alí, o surgimento de uma nova liderança no cenário político da região. Montou uma excelente equipe de governo com os melhores propósitos para uma administração municipal, chegando até mesmo a lançar Iraci Silva para deputada estadual em 09 de março de 1998. Em seguida um simples convite do então Governador Cesar Borges, com promessas de transformar Amargosa na capital da Bahia, o fez colocar todos os projetos em segundo plano, até mesmo abrir mão de suas grandes amizades de longos anos. Neste momento, a ex-prefeita Iraci Silva, que até então, não teria feito nenhuma intervenção em seu governo, passou a ser tratada como o inimigo número um. Ganhou até o apelido de “cobra-venenosa”, e aqueles que como eu, emergimos do grupo político de Iraci Silva desde o velho PMDB de 1982, passamos a ser monitorados, vigiados e muitos até ameaçados se a ela se dirigisse. Em todas as manifestações públicas os servidores do município eram coagidos ou obrigados a se fazerem presentes. Não era o meu caso pois nunca dei a nenhum político da situação ou oposição, a ousadia de dirigir meu destino.

Passada a eleição em que conseguiu o segundo mandato em outubro de 2000, já em novembro do mesmo ano atrasou pela primeira vez o pagamento dos servidores do município. Daí pra frente nunca mais se equilibrou. O que se via era funcionários na porta do Banco do Brasil reclamando os seus salários, o comércio suspendendo vendas, credores reclamando de cheques sem fundo, e um completo desatino na condução de um governo municipal, até o destino final, sua cassação.

Na verdade, desde a eleição passada (2012) já estava decretada a sua execração política, pois o seu grupo nem nome para concorrer ao pleito municipal não conseguiu. O seu ressurgimento ao cenário político se deve, exclusivamente, aos grupos políticos de Valmir Sampaio e Karina Silva, pela sua falta de capacidade de construir um entendimento em favor do município de Amargosa, os interesses político-partidário ou grupais falaram mais alto. Prova disso é que vemos hoje em Amargosa, duas pessoas sérias, no meu conceito, Valmir e Karina, se agredindo mutuamente em busca do nada.

Não sei como anda a sua situação perante a Justiça eleitoral, pois não acompanho a isto. Mas sempre que se aproxima uma eleição o nome de Rosalvinho ressurge das cinzas em meio a meras conversas. Ele usa de um potencial que lhe é natural de reunir uma parcela de votos; seus aliados mais próximos lançam o seu nome como se Amargosa não tivesse memória, mas, chegar ao poder como é do seu desejo é outra situação.

Eu, particularmente, gostaria de vê-lo candidato novamente. Claro que jamais votaria nele repetindo o erro de 1996, mas ou Amargosa assinava o seu atestado de burrice eterna ou cairia de uma vez por todas a máscara do bom puxador de votos.

Na política tudo é possível. Se já vimos o grupo de Karina de mãos dadas com Rosalvinho; o grupo do PT se aliando ao grupo de Rogério Andrade, será que custa ver Rosalvinho candidato com o apoio de Karina?

Pra alegria do povo, Rosalvinho de novo. Só rindo!

Gilbenício Brandão (Colunista do Tribuna do Recôncavo)

Consultor de RH

Filho de Amargosa

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COMENTÁRIO: 

Celminha Brito: Nossa!! Parabéns ao colunista, fez uma síntese brilhante da história política de Amargosa…

Radialista Gilberto Vitoria: Amigo Gilbenicio, como estou feliz em ler sua coluna. Não sabia que tinha este dom da boa escrita e interpretação dos fatos. Parabéns! Continue neste caminho da imparcialidade (se é que jornalista pode ser imparcial) sobre os rumos políticos da nossa boa terra.

Padre José Roberto: Parabéns nobre Gilbenício, pela sua excelente capacidade de pontuar de forma crítica e imparcial a cerca de uma questão tão pertinente em relação ao presente e ao futuro político do município de Amargosa.

Júlio Pinheiro: Confesso que ao ler a coluna pela primeira vez, concordei plenamente com as palavras do autor. Mas, parando para referir, passei a discordar totalmente da opinião do nobre colunista. Não é sábio dizer que o nome de Rosalvinho aparece das cinzas em ano de eleição. Rosalvinho foi eleito prefeito com a maior frente eleitoral da história de Amargosa na era moderna. É um cara que errou, e é homem pra assumir isso. Ele não se finge de vítima como os outros e ainda assim, continua adorado pelo povo.

Vale a pena ressaltar, que Valmir é tão sério que também acabou cassado. O autor da coluna parece que teve uma crise de lapso de memória e esqueceu deste triste acontecimento da história política do município de Amargosa. A prefeita Karina auto se intitula como a bola da vez da honestidade, está sendo acusada pelo Ministério Público por fraudar licitação, exonerou a Secretária de Educação Rita Luz há cerca de um mês e não publicou no D.O. do município.

No ano de 2016, ainda não se tem conhecimento das despesas com o pessoal, porque até o momento, nada foi publicado no Portal da Transparência. O que me leva a crer que a prefeita não está cumprindo a LRF. CADÊ A TRANSPARÊNCIA PREFEITA??? É o 14 meu povo! É o 14 meu povo! Votando no 14, o Prefeito será Rosalvinho de novo!

Newton Bacelar: Discordo quando você fala que Valmir é uma pessoa séria, Carina sim é uma pessoa séria de caráter e personalidade, que até agora está fazendo um bom governo. (mais…)

Riscos que o mundo digital pode oferecer às crianças e adolescentes

O uso de tecnologias de informação se expandiu muito e trouxe inúmeras facilidades e agilidade na comunicação entre indivíduos independente da distância em que estão. As redes sociais se tornaram uma febre principalmente entre os adolescentes.

É muito comum nos depararmos com pessoas de todas as idades conectadas às tecnologias de informações, fazendo uso do mundo digital; crianças fazendo uso cada vez mais frequente de vídeo games, celulares, tabletes e computadores. São crianças e adolescentes 100% conectadas às redes sociais: facebook, instagram, whatsapp.

Mas isso oferece perigos e danos à saúde dessas pessoas?

Sim, várias consequências podem ocorrer a partir do uso excessivo de tecnologias: vida sedentária, diminuição do sono, queda do rendimento escolar, problemas comportamentais, como a não socialização com indivíduos da mesma idade, dentre outros.

“Infelizmsiterelacionamentoente vemos vários alunos chegarem à escola e relatarem que ficaram nas redes sociais até uma, duas da manhã sem nenhum acompanhamento dos pais, com livre acesso. Alguns desses alunos nem sequer lembram das atividades que deveriam  ter sido  realizadas em casa. Já presenciei inclusive alunos querendo dormir nas aulas em decorrência do tempo gasto nas redes sociais durante a noite. Resultado: queda muito grande no rendimento escolar, baixo nível de atenção, concentração”-  enfatiza a professora Jocinere, colunista do Tribuna do Recôncavo.

Além disso, é necessário que os pais estejam em alerta verificando o que seu filho anda acessando, jogando, assistindo, quais são seus contatos nas redes sociais. Qual o tempo que ele gasta diante das redes sociais e dos jogos. É preciso que se tome esse cuidado, afinal acontecem muitos casos de pedofilia e pornografia On line.  E nem todos os jogos são adequados para as crianças, a maioria deles contém, sobretudo, cenas de violência, podendo influenciar no comportamento da criança, gerando agressividade. Portanto, os responsáveis precisam acompanhar de perto o que seus filhos estão acessando, se não oferece perigo.

Conforme reportagem publicada no “Portal BO.COM” no dia 08/11, o Juiz da Vara da Infância e Juventude, José Dantas de Paiva (TJRN), alerta os pais para os riscos da internet.

José-dantas-de-Paiva_juiz-1a-vara-da-infânc.-e-da-Juventude-07-05-2013-6-300x199“O diálogo é fundamental na educação dos filhos. Proibir, por proibir, por se só é insuficiente; os pais devem mostrar para os filhos que a utilização das redes sociais é importante, porém elas são cheias de armadilhas e podem trazer perigo para eles e para toda a família. Depois, marcar presença é acompanhá-los de perto, inclusive procurando se informar dos assuntos que os filhos estão buscando. Se for necessário, monitorar as atividades deles. Os pais não podem ter vergonha de conversar com os filhos sobre qualquer assunto, até mesmo porque dentro das redes sociais, discute-se todo tipo de assunto: drogas, sexo, prostituição, violência, sem qualquer controle de qualidade ou limites. Quando necessário, (a família deve) impor limites e disciplina aos filhos, sem peso de consciência” explica.   Portanto pais, estejam atentos, não deixem que o mundo virtual prejudique seu filho! (Jocinere Soares/Tribuna do Recôncavo)

As escolas estão preparadas para receber alunos com deficiência?

Fala-se cada vez mais em inclusão social, nas crianças e adolescentes com deficiência sendo incluídas nas escolas em classes regulares. Isso tem gerado debates, uma vez que nem sempre a escola está preparada para receber tal aluno e nem o professor possui o suporte necessário e formação adequada para lidar com a inclusão.

É comum nos depararmos com professores angustiados pois receberam em sua classe alunos especiais e não sabem como agir, como de fato trabalhar com as deficiências dessa criança/adolescente cheia de limitações.

Qual o desejo do professor?   ter um suporte de outros profissionais especializados como psicopedagogo,  psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista, etc, que acompanhasse esse aluno – e assim contar com uma equipe multidisciplinar que lhe auxiliasse e lhe indicasse de que maneira trabalhar com tal deficiência. Mas isso ainda é uma utopia.

Há um texto popular que diz “professor é médico, psicólogo, malabarista, equilibrista, palhaço e assim por diante”. Nada disso, professor é professor, não compete a ele assumir funções que são de outros profissionais, ele não pode adentrar em outras áreas que não lhe pertence.  Um professor pode orientar seus alunos, isso não quer dizer que ele seja psicólogo; pode trabalhar as dificuldades de aprendizagem, mas não pode aplicar técnicas exclusivas do psicopedagogo e assim por diante.

Não basta somente receber a criança/ adolescente com deficiência na escola, as condições precisam ser favoráveis para que de fato a inclusão aconteça e não a exclusão. É lei, está sendo cumprida, mas não nas condições que deveria ser.

Podemos perceber que ainda há um longo caminho para que a inclusão social de fato aconteça nas escolas com as condições necessárias para que essas crianças e adolescentes sejam de fato acolhidas, pois inclusão vai além das condições físicas da escola, inclui uma série de fatores como a aceitação desse aluno na escola; aceitação por parte dos colegas; materiais didáticos específicos; acompanhamento de especialistas; suporte para o professor etc.

Cito o caso da aluna Mariana(nome fictício, porém fato verídico), está cursando o 8º ano do fundamental II em uma escola na cidade de Santo Antônio de Jesus,; ela foi diagnosticada com autismo aos quatro anos de idade; possui limitações de aprendizagem sobretudo em interpretação; socializa-se muito pouco. Estuda  numa classe regular; toma remédio controlado;  Possui laudo médico.

Fica um questionamento: qual o suporte de profissionais habilitados que os professores possuem para trabalhar com tal adolescente? Qual o acompanhamento que é dado a esta adolescente? Como deve ser a metodologia para se trabalhar com autistas?  Esse é apenas um caso, dentre tantos. É necessário que haja um acompanhamento para trabalhar com as crianças/adolescentes com necessidades especiais, como apoio psicopedagógico, psicológico, fonoaudiólogico, neurológico etc – equipe multidisciplinar à disposição para dar o suporte necessário às escolas.

O que o professor geralmente faz é dar um suporte maior para esse aluno, valorizar seus acertos, incentiva-o diante dos acertos; promove um ambiente socializador com os colegas. Mas ainda não é o bastante.  Falta muito. Falta de fato a inclusão na prática para que essas crianças e adolescentes se sintam de fato incluídas na escola. (Autora: Jocinere Soares/Tribuna do Recôncavo)

Contatos úteis para quem tem na família pessoas com deficiência:

  • Centro Pedagógico CL Aurélio Pires (Antiga Escola do Lions Clubes). Rua Coronel Tenente Bandeira de Melo, nº 181, Bairro Jardim Bahia – Santo Antônio de Jesus/BA. Telefone: (75) 3632 – 3423.
  • ASDEV (Associação Santoantoniense dos Deficientes Visuais). Rua Celestino Pimenta, nº 99, Centro – Santo Antônio de Jesus/BA (Em frente ao Ponto de ônibus da Feira). Telefone: (75) 3631 – 5570.

COMENTÁRIOS:

Maria Madalena Araujo: É muito interessante este artigo já que o tema é atual. Ao se pensar em inclusão é pensar também em dar oportunidade de formação a seus educandos. Uma coisa é inclusão e outra é integração.A inclusão propõe a inserção total do sujeito. É o que somos muitas vezes obrigados a fazer através do sistema que obriga a escola fazer o que nem sempre esta preparada. A outra propõe a integração parcial do sujeito. (lenasoareujo@hotmail.com)

Jocinere Soares: Exatamente como a leitora cita acima, inclusão não pode ser confundida simplesmente como integração da criança especial junto com outras. Ela vai além, inclui uma série de fatores e geralmente a escola não está preparada para tal. Sem a devida preparação torna-se inclusão ou exclusão? (tribunadoreconcavo.com)

ARTIGO: Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso

Com essas palavras de Santo Agostinho, vamos pautar nossa reflexão de hoje. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso. Ao analisarmos a situação em que vivemos no Brasil de hoje, cabe-nos perguntar: ainda temos em quem confiar? Ainda podemos esperar alguma mudança voltada para o bem comum da população? É claro que não!

Vemos à nossa frente o Brasil comandado por um governo fraco, inerte, enlameado no atoleiro da corrupção e incapaz de gerir os problemas da população. Não podemos nem mesmo afirmar que o governo faz com uma mão e desmancha com a outra, pois a única expectativa que temos é de uma estabilidade econômica de fato. E isto o governo já encontrou desde quando assumiu em 2003, e, que infelizmente está sendo jogada fora pela incompetência.

Comete-se uma série de irregularidades: farras de obras faraônicas que nunca serão concluídas; desvios de recursos orçamentários, as chamadas pedaladas fiscais; mentiu, pregou um crescimento através de um PAC que nunca saiu do papel; anistiou e isentou tributos de forma irresponsável com o objetivo exclusivamente eleitoreiro. Agora, depois de ter aplicado o estelionato eleitoral e ver a população reagir, apela para o vale tudo.  Primeiro anuncia-se uma reforma ministerial e um corte nas pastas visando economizar. O primeiro entrave, Aloizio Mercadante não pode sair do ministério por que o STF autorizou abertura de processo contra ele, e se sair perde o foro privilegiado. Anuncia a criação de novos impostos e aumento de outros já existentes. Cortes em investimentos, programas sociais, suspensão de reajustes de servidores etc provocando a maior recessão e descrédito para o país. Mais, vale tudo para se manter no poder. O desespero do PT é tão grande que o próprio ex-presidente Lula afirmou, em (23 de setembro) no Palácio da Alvorada: é melhor perder alguns ministérios do que a presidência.

É interessante que os governos (em todas as esferas falando), não aceitam abrir mão de nada. Não abrem mão do luxo dos palácios, sem reis; dos carrões com motoristas; dos aviões e helicópteros; dos seguranças; das altas diárias; das aposentadorias milionárias etc. Quem quiser conhecer o luxo a que me refiro faça uma visita à Câmara ou Senado ou aos palácios do governo. Parece que a única fonte para cobrir os rombos dos cofres públicos é o bolso do trabalhador.

E a oposição quem é mesmo?

Vemos uma oposição sem comando, sem presente, passado ou futuro, e o pior, sem moral. Partidos ou grupos políticos que apenas visam uma fatia no empreguismo do governo. Ao mesmo tempo em que é governo é oposição a exemplo do PDT, PSB, PTB etc.

O PSDB, partido mais forte a pleitear o Palácio do Planalto, fica nos bastidores. Tem medo de vir à tona a podridão que se encontra debaixo dos tapetes de Aécio Neves, Geraldo Alkmim, Aloizio Nunes, FHC, José Serra e outros. Grandes críticos do PT pela roubalheira praticada no mensalão, Petrobras, mas que do mesmo jeito usa o seu poder de fogo e a mídia criminosa que está sempre ao seu lado, para impedir as investigações dos cartéis dos trens, transportes, compra de votos para a emenda da reeleição, mensalão do PSDB mineiro etc, negando à opinião pública o direito de conhecer de fato quem os são. Alguém lembra das investigações que foram feitas contra a filha de Jose Serra em 2010, sobre o seu suposto enriquecimento ilícito? Quem foi o responsável? Por que a imprensa se calou e esqueceu do assunto? Essa informação pode ser adquirida através dos links:

Do outro lado o velho partido elitista das oligarquias, o PMDB, comandado pelos caciques mais ‘limpos” que a nossa nação já conheceu, a exemplo de Sarney, Cunha, Calheiros, Temer, Raupp e outros mais, é quem dá as cartas. Se valem da inoperância do governo Dilma Rousseff em recolocar o Brasil no seu caminho; da incapacidade de propor soluções para a crise econômica; da incapacidade de administrar e pôr um fim para tantas greves que já se arrastam há cinco ou seis meses, obrigando alunos a atrasar os seus projetos em pelo menos um ano, negando aos segurados da previdência os seus direitos mais sagrados conquistados, na forma da lei, ao longo de suas vidas. Eles criam as chamadas pautas-bombas, obrigam o governo a vetar e negociar a manutenção dos vetos em troca de ministérios.

Não tenhamos dúvidas. Eles vão aprovar os ajustes fiscais, a criação de novos impostos e aumento da carga tributária penalizando a população, em seguida, tchau e bênção, libera o posto que a presidência é nossa. É a falência irreversível do governo Dilma.

Mas vale agora relembrar alguns ditados popular que bem se encaixam na atual situação do governo: Dizes com quem andas que te direi quem és! Quem partilha com ladrões é ladrão! Quem defende corruptos é corrupto! Quem se mistura com porcos há que comer farelo! Quem trai a consciência do eleitor, esquece-se das reais necessidades da população e visa apenas a permanência no poder, pelo poder, para satisfazer a interesses de partidos ou grupos aliados, torna-se traidor de sua própria história. Como podemos ver não nos resta mais em quem acreditar. Direita, esquerda, centro, situação ou oposição, todos unidos com o mesmo foco: o poder, o dinheiro e a impunidade. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso.

Digital CameraGilbenício de Souza Brandão

Administrador

Especialista em Gestão de Pessoas

(Colunista do Tribuna do Recôncavo). (mais…)

POLÍTICA EM AMARGOSA, O BECO SEM SAÍDA DAS LIDERANÇAS

*Neste comentário, o bacharel em Direito Otávio Henrique,  analisa friamente, sem paixões por nenhum dos partidos, a conjuntura política do município de Amargosa. Vale a pena ler!

Com a proximidade das eleições municipais de 2016 e como a corrida contra o tempo para os atuais políticos que exercem cargos eletivos já está se encerrando, pois, o prazo para realizar obras públicas e ações de governo se encerrará em maio de 2016,o tempo torna-se implacável e agora falta menos de um ano e quem fez, fez… quem não fez, não faz mais…

É importante traçar um pequeno esboço da política amargosense em sua história recente; aliás, colocar na balança os governos petista e psdebista e suas respectivas lideranças.

O aparecimento da estrela petista contrasta com sua decadência no município de Amargosa. A era Valmir Sampaio (PT-BA) experimentou sua ascensão estribando-se num discurso de campanha contra a corrupção e os desmandos de Rosalvinho Sales (SEM PARTIDO) com seus cheques-sem-fundos, no favoritismo do momento onde o Lula ascende ao poder com políticas de inclusão social que soergueria a popularidade de qualquer tímido político e, assim aconteceu com Valmir e, sobretudo, no oportunismo se servindo da família Silva ( da atual gestora) por duas vezes para angariar sucesso nas urnas.

O otimismo do primeiro mandato petista foi impressionante e colheu os louros em uma reeleição. No entanto, o segundo mandato deu uma falsa impressão ao prefeito de invencibilidade, de está nascendo um Josué Melo, um João Sales dos tempos modernos, ledo engano. Impressionou a qualquer filho de Amargosa a entrevista que essa liderança concedeu a um jornal, publicada em setembro de 2011, onde se referia ao seu governo como o melhor da história da cidade; apontava os indicadores da educação como os melhores da Bahia; e, se não bastasse, quando indagado sobre a sua sucessão ele dispararia uma pérola: “o meu candidato é quem no meu grupo político der continuidade aos meus projetos!”. Quais projetos?

E o melhor administrador teve oportunidade de comprovar este favoritismo com a inusitada visita da Controladoria Geral da União (CGU) em Amargosa – para nossa sorte e nossa alegria – constatando que a transparência do “pedacinho de Brasil” estava turvada por inúmeras não-conformidades na gestão de convênios federais, no cuidado com a merenda escolar, em licitações para o transporte escolar e, sobretudo, em projetos que foram tão divulgados e que não foram concluídos como a empacotadeira e a unidade de processamento e beneficiamento de castanha ou estão sendo tocados pela atual gestão como a creche do Bairro da Katiara. E, daí em diante, a “estrela foi cadente”, suas contas foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia e, coroando “o melhor governo da história da cidade”, a Câmara de vereadores rejeita suas contas e o torna inelegível pelos próximos oito anos.

Já é de costume do lulo-petismo retirar figuras da cartola e enfiar goela abaixo da população. Com a Dilma deu certo e já estamos vendo às consequências que não é preciso elencar; com a agremiação do PT em Amargosa, não emplacou o nome de Júlio Pinheiro (PT-BA), que além de sofrer uma esmagadora derrota da atual prefeita Karina Silva (PSB-BA) também simbolizaria, como bem disse o gestor Valmir, a continuidade de seus derrotados “projetos” que traziam a marca dos desmandos do seu partido no governo federal, no estado e, muito mais, em seu próprio município. A agremiação petista em Amargosa perdeu a liga, falta alinhamento com o governo Rui Costa por conta dos compromissos assumidos nas campanhas de governo do estado e de deputado e o líder encontra-se cassado seus direitos políticos e fadado a comparecer ao tribunal vez ou outra para responder os inúmeros processos e pagar suas respectivas multas. Triste fim “para fazer muito mais”!

A ascensão súbita de Karina Silva, de antemão, demonstra a maioridade política do povo de Amargosa que não se deixa ser enganado por promessas eleitoreiras, pelo continuísmo de ações de governo equivocadas e, acima de tudo, por políticos trancafiados em seu gabinete e distante do povo.

O vôo da pomba do PSB teve um empurrãozinho de duas lideranças que estão fora mas não mortas, basta ver qualquer pesquisa informal de favoritismo das próximas eleições, o empresário Dal (PSD-BA) e o ex-prefeito Rosalvinho, mesmo não sendo postos em evidência, demonstraram que estão mais vivos do que nunca, basta ver os números de sua candidata ao legislativo e a corrida de Rosalvinho para angariar votos para seu aliado à Assembleia Legislativa da Bahia que deu certo.

Com pouco mais de um ano para o fim do mandato de Karina Silva algumas considerações poderão ser feitas com relação a sua condução ao governo municipal: utilizando o discurso da “herança maldita” do PT, não se viu uma marca de governo e obras estruturantes, o governo paira no “arroz e feijão” da gestão, consertando os maus feitos, pegando no tranco e resolvendo questões contingenciais da governabilidade. Não veremos obras de infraestrutura, não veremos resolução do imbróglio do término da ampliação do Hospital Municipal e nem podemos esperar a ‘Casa de parto’ defendida em campanha.

O que se falar de Karina Silva e de seu partido? Tanto a gestora quanto sua agremiação temem à militância, tirando o cabide de contratados e cargos políticos que são coagidos a comparecerem a atos de governo ou não, tirando isso, o núcleo de sustentação de sua sigla, se resume a algumas poucas lideranças que já possuem um discurso repetitivo e uma cansada credibilidade. Não se fala em novas filiações, novas lideranças e assumir um ar novo em sua visão partidária. Neste último aspecto, talvez, seja o mal das esquerdas.

Há ainda um saudosismo por parte dos eleitores e amargosenses, em tentar ver na figura de Karina Silva à imagem da gestora Iraci Silva. São do mesmo sangue, mas, duas visões de gestão municipal completamente distinta. A filha cumpre uma cartilha de governo sem muita inovação e sem visão estratégica no campo político; a mãe, o último exemplar da pura esquerda, com uma visão além de seu tempo, gestora dinâmica e atenta nas flexibilizações políticas e metas que queria alcançar. Com isso, creio que se fecha um ciclo no qual comparações não podem avançar.

Creio que a política em Amargosa nos deixa algumas lições e nos faz algumas observações que precisamos ter em conta na proximidade dos tempos de eleições municipais. A sorte ou azar do destino político coloca em vala-comum Valmir Sampaio e Rosalvinho Sales, este vem cumprindo sua sentença e tirando lições para sua trajetória política, o primeiro irá aprender, ainda mais, que a lei do retorno na política tarda mais não falha; E, a esses que se dizem líderes, deverão está com os olhos bem abertos, pois, o povo tem se tornado cada vez mais politizado e não pode mais ser concebido como massa de manobra por receber as migalhas de uma ajuda no processo de aposentadoria, numa ambulância para levar um familiar, numas poucas horas de arado, num tampinha nas costa ou, sobretudo, no jeitinho das ditas lideranças que se escondem atrás de um deputado, de um partido e na saúde ou na doença de sua população.

Política se faz com a razão e o coração. Política é serviço ao povo, e sem distinção. O poder é delegado para o bem de todos e não de alguns. O gosto pela política deve ser de todos, pois, todos devem se sentir comprometidos com o bem comum. Amargosa espera muito mais responsabilidade do seu povo e nenhuma crítica que não seja construtiva. Quem ama o povo se compromete e soma esforços, não fica só nas intrigas de bastidores. A construção do progresso, desenvolvimento e crescimento é tarefa de todos!

Dr. Otávio Henrique é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Direito Internacional. O mesmo é natural da cidade de Amargosa. (Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIO:

Claudio Brito: Parabéns, total imparcialidade e sabedoria! (claudiobrito62@hotmail.com)

Gilbenicio Brandão: Muito bom seu comentário. Quando faço os meus artigos ou comentários, também gosto de primar pela imparcialidade. Parabéns. (tribunadoreconcavo.com.br).

Maria Madalena: Gostei da sua imparcialidade, sou uma eterna política, e gostaria muito de ver minha cidade sendo referência para o Brasil, ainda não consegui ver, porém acredito que se a atual gestora conseguir um novo mandato, tenho certeza que Amargosa estará muito bem administrada. (maiamada@hotmail.com).

REFLEXÃO: Inexiste hiato na política

A ciência política, fruto da inteligência humana, já sabe, desde tempos imemoriais, que não existe hiato no poder. A ausência ou fraqueza de um governante ou líder é imediatamente ocupada por seus pares ou oposição. O certo é que se alguém declina, outro rapidamente galga o espaço vazio.

O Brasil de hoje assiste a essa mudança de poder de modo muito claro. Talvez seja a crise do governo petista o cenário mais constrangedor a que o país assiste desde o fim da ditadura militar. Nem mesmo o fracassado governo de Fernando Collor de Melo, deposto do poder poucos meses depois de eleito, parece ser tão dramático quanto o momento pelo qual passa a presidente Dilma Rousseff e o Partido do Trabalhadores.

Semanas atrás o Datafolha registrou o pior índice de popularidade de um presidente desde a redemocratização do país. Nem mesmo Collor foi tão rechaçado pela população. E se falta a liderança petista no país, seguindo a máxima política acima citada, alguém precisa aparecer. E quem vem lá? O PSDB com Aécio Neves? Não! Os tucanos que perderam a eleição de modo contundente no último pleito e estão despreparados para um enfrentamento tête-à-tête com o PT. Falta coragem e ousadia ao PSDB, que vocifera, mas teme a opinião pública. Prefere o trabalho na surdina do que macular a fama de bom moço. Mas se o PSDB não ousa, quem está então aproveitando a brecha do poder? Eis que ressurge, das cinzas, como fênix adormecida, mas sempre voraz, o lado mais conservador e elitista da política brasileira, o PMDB.

Orquestrado pelo atual presidente da Câmara Eduardo Cunha, e nas últimas semanas, pelo vice-presidente da República, Michel Temer, os peemedebistas se lançam como hienas vorazes na carne do governo, e esperam com isso recolocar-se como salvadores de uma pátria que parece falida. Na Câmara, Eduardo Cunha tem proposto pautas bombas, ou seja, assuntos que mexem com o orçamento da união e com questões caras ao governo, e apoiados por políticos de carreira, vem aprovando, à revelia das possibilidades reais, uma série de leis e normas que logo se mostrarão hediondas e impraticáveis. Faz isso para provocar ainda mais o governo, e tem tido sucesso.

Felizmente para o Brasil indícios apontam que também ele tem a ficha suja pela corrupção. Tomara que alguém lhe ponha freios. O mesmo discurso contaminou o vice-presidente da República, que até ontem não era nem lembrando e que aparece agora como articulador político imprescindível ao país. Temer, fruto das artimanhas políticas do PT e PMDB para conquistar o poder, resolve agora dar uma de bom moço? Onde fica o brio e o caráter do político, que se aliou ao PT para estar onde está, que agora, de repente, parece virar as costas aos seus companheiros de governo? Temo que a briga pelo poder, as crises políticas (amplificadas pela mídia) e o despreparo de Dilma Rousseff em lidar com essa fase difícil de seu governo possa nos conduzir para um cenário político ainda mais instável e fracassado.

Admiro a capacidade mesquinha de nossos líderes em pensar em si próprios, e no próprio poder, em vez de investirem forças e inteligência para sanar os problemas do país. Enquanto nossos políticos se digladiam para ocupar o poder na República, o povo sofre, é manipulado pela mídia, faz panelaços e passeatas, sem saber exatamente o porquê. Esse é o Brasil que temos visto na mídia: doente, fraco, incapaz de resistir ao ataque sanguinário dos que deveriam cuidar do país, mas que se mostram unicamente preocupados em sugá-lo até a última gota. E o povo? O povo é só um detalhe!

Padre Evaldo César de Souza é diretor de produção/operação da TV Aparecida. (Fonte: a12).

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