O guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, morreu na madrugada deste domingo, dia 10, após ser baleado na própria festa de aniversário, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O servidor chegou a ser levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele deixa a esposa e quatro filhos.

O homem que atirou contra Marcelo Arruda é o policial Penal Federal Jorge José da Rocha Guaranho. A vítima reagiu atirando em Jorge. Inicialmente a Polícia Civil informou que o policial morreu, mas em seguida a delegada Iane Cardoso disse que Jorge José está vivo, hospitalizado e seu estado de saúde é estável. O Boletim de Ocorrências da Polícia Civil cita que o policial chegou ao local gritando “aqui é Bolsonaro!”.

Marcelo Arruda era da primeira turma da Guarda Municipal e estava na corporação há 28 anos. O guarda também era diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi). A festa de aniversário comemorava os 50 anos de Marcelo Arruda e tinha como tema o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula. A comemoração era realizada na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu, na Vila A.

Nota de Pesar do ex-presidente Lula:

“Nosso companheiro Marcelo Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos com sua família e amigos, em paz, em Foz do Iguaçu. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, sua festa de aniversário tinha como tema o PT e a esperança no futuro; com a alegria de um pai que acabou de ter mais uma filha.

Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia ainda maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marcelo Arruda.

Também peço compreensão e solidariedade com os familiares de José da Rocha Guaranho, que perderam um pai e um marido para um discurso de ódio estimulado por um presidente irresponsável. Pelos relatos que tenho, ele não ouviu os apelos de sua família para que seguisse com a sua vida. Precisamos de democracia, diálogo, tolerância e paz.”

Observação: Quando essa nota foi emitida circulava a informação de que o policial Jorge José tinha falecido.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: G1 e ASCOM de Lula