Artigo – A notável evolução do comércio exterior brasileiro

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Por Angela Cristina Kochinski Tripoli – Doutora e Mestre em Administração

Hoje é quase impossível imaginar como o Brasil fazia as exportações há um século, sem nenhum tipo de tecnologia, com a economia primária preponderando nas negociações internacionais, iniciando com o Pau Brasil extraído para as colônias portuguesas, passando pelo ouro e cana de açúcar e tendo como último grande ciclo o café, que se tornou o principal produto negociado pelo Brasil entre os anos de 1800 a 1930, constituindo o setor mais dinâmico da economia.

No final da década de 20, os produtores de café sofreram um grande golpe econômico devido à quebra da bolsa de Nova Iorque, o que ocasionou uma crise pelo mundo, impactando consideravelmente a economia nacional. Isso porque na época houve uma grande expansão das lavouras de café, uma oferta superior à demanda internacional que fez com que o governo optasse pela destruição de milhões de sacas, comprometendo o comércio exterior brasileiro.

Atualmente, o comércio internacional enfrenta novos desafios como a atualização constante dos processos logísticos, os controles aduaneiros e a formação de novos acordos e blocos econômicos, redefinição de regras tarifárias, pois vivemos um momento de queda de fronteiras físicas, econômicas e legais para o comércio internacional. Em contrapartida, uma crescente tensão entre países em um contexto global. Tomemos como exemplo as disputas do Mercado Comum Europeu e Inglaterra – Brexit, China e Estados Unidos, resultando em novas barreiras comerciais, bem como inéditos acordos laterais, bilaterais e multilaterais, que as empresas precisam considerar em seus processos de tomada de decisão, visto que decorrerão importantes impactos logísticos, financeiros e processuais de abastecimento das cadeias de valores de seus negócios.     (mais…)

Artigo – As próximas tendências no setor da educação

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Por Natasha de Caiado Castro*, CEO da Wish International

A pandemia deixou 20% do planeta – 1,6 bilhões de jovens em idade escolar – olhando obrigatoriamente para seus professores através de uma tela. Em um universo em que o entretenimento é oferecido pelo storytelling de Hollywood e totalmente “on demand” e onde games transportam a universos paralelos por avatares e XR (Exponential Reality), os professores, que já tinham dificuldade de retenção da atenção em uma sala de aula, do dia para a noite, sem preparo, sem recursos e no susto foram levados a brigar pela atenção e foco da sua audiência. Netflix, games, mídias sociais ou aulas de Física, Química ou Matemática?

A CES (Consumer Electronics Show), maior feira de tecnologia do mundo, depois de 54 anos de existência, teve em 2021 sua primeira edição digital e, neste ano, trouxe várias questões e soluções que mostram um “blue ocean” para investidores e empreendedores em busca de oportunidades criadas pela pandemia.

Estudos apresentados por Michael Mae, um dos dinossauros fundadores do Vale do Silício – região onde a Wish International possui um de seus quatro escritórios – mostram que a indústria de ensino a distância movimentava 500 mil dólares em 1990. Antes da pandemia, este número já estava em 207 milhões e a projeção é de que o segmento irá atingir 404 milhões de dólares até 2030. (mais…)

Artigo – Pacientes reumáticos e os cuidados com a vacina da Covid-19

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Por Cláudia Goldenstein Schainberg – mestre e doutora em Medicina (Reumatologia)

Após um ano de incertezas e expectativas, finalmente foi iniciada a campanha de vacinação contra o Covid-19 no Brasil, e com ela surgiram algumas dúvidas, entre elas, se os pacientes de doenças reumáticas autoimunes devem tomar ou não a vacina contra a doença.

Os portadores de doenças reumáticas imuno mediadas como lúpus, esclerodermia, dentre outras, devem conversar com o seu reumatologista de confiança, considerando que esses pacientes podem apresentar particularidades com redução da eficiência do sistema imunológico devido a doença e ao seu tratamento.

A SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia) desenvolveu um guia para orientar as pessoas com doenças reumáticas sobre a vacina contra o covid-19. A organização recomenda o uso da vacina para pacientes que tenham a doença estável, em remissão ou que apresentam estar com o sistema imunológico controlado. (mais…)

Artigo – Alzheimer: será que é possível prevenir?

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O Alzheimer é uma doença progressiva que ocasiona a destruição da memória e de outras funções mentais importantes. Ocorre a degeneração e morte das células.

Trata-se de uma doença com evolução, aos poucos ocorre a perda de algumas funções cerebrais que estão relacionadas com a memória, habilidades linguísticas e de pensamento. Até mesmo a capacidade do autocuidado. Comumente, sua progressão pode ocorrer entre oito a 12 anos.

É crônica e não possui cura, contudo podem ser utilizados medicamentos para tratar os sintomas, como a agressividade. Além disso, o Alzheimer pode evoluir para outra condição, como a demência. É mais comum na população idosa, contudo pessoas mais jovens também podem ter a doença, neste caso é chamado de Alzheimer precoce. (mais…)

Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer – Artigo sobre o fevereiro roxo. Confira !

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Muito provavelmente, tenha sido em campanhas na TV, rádio ou em ações pela internet, você já ouvir falar do Outubro Rosa – que assinala o Mês de Conscientização do Câncer de Mama, ou ainda do Novembro Azul, que igualmente reforça a conscientização do Câncer de Próstata. Para cada mês, há uma cor e uma causa, e por meio destas ações, importantes temas são trazidos à tona, transformando através da informação correta, a vida daqueles que padecem pela falta de diagnóstico correto.

E nesta linha, te perguntamos: Você conhece o Fevereiro Roxo?

Campanha criada em 2014, na cidade mineira Uberlândia, o Fevereiro Roxo apresenta à sociedade a importância do diagnóstico precoce de três doenças: Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer que, embora sejam doenças diferentes, ainda não tem cura, mas, com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível amenizar os sintomas, contribuindo com a melhora na qualidade de vida das pessoas que convivem com estas patologias.

Conheça abaixo um pouco sobre cada doença:

O Lúpus Eritematoso Sistêmico – LES, ou somente Lúpus, é uma doença inflamatória e autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos, causando fadiga, febre e dor nas articulações. Doença ainda sem cura e o tratamento proporciona uma melhora na qualidade de vida destes pacientes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 65.000 pessoas com lúpus. (mais…)

Artigo – Inchaços nas pernas em dias quentes podem ser evitados

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Por Dr. Bruno Naves – presidente da SBACV 

No verão, um dos principais problemas enfrentados pela população é o inchaço das pernas. Ele ocorre por diversas situações frequentes durante a estação mais esperada do ano, dentre elas, a exposição ao sol, imobilização prolongada durante as viagens e maus hábitos de saúde e alimentares.

O corpo humano possui um complexo sistema circulatório, que permite que componentes vitais como o sangue, a linfa – substância presente em todo o corpo – e o plasma sanguíneo, que contém oxigênio, proteínas, glicose e glóbulos brancos, se espalhem por todo o corpo. Porém, no retorno ao coração, elas fluem em um sentido contra a gravidade, de baixo para cima, tornando a atividade mais difícil, pois, o líquido por si não consegue subir espontaneamente. Por isso, é muito essencial que a circulação sanguínea esteja funcionando perfeitamente, para evitar o acúmulo de líquidos nas pernas e pés, causando inchaços.

“Para que o retorno do sangue venoso e da linfa aconteça de forma eficiente, é necessário que a musculatura da panturrilha funcione bem e esteja em atividade. Então, quando ficamos muito tempo parados na mesma posição, seja sentado ou de pé, sem movimentá-la, dificultamos o retorno da circulação veno-linfática”, explica o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Dr. Bruno de Lima Naves.

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