ARTIGO: Tempo excessivo de tela leva ao aumento de grau da miopia e outros problemas, diz estudo

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Por Dra. Marcela Barreira – oftalmologista infantil.

Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, baseada em estudos publicados entre 2017 e 2025, trouxe um alerta importante.

O recado desse estudo é que o tempo excessivo de tela está diretamente associado a uma série de problemas de saúde, tanto oculares quanto sistêmicos. A meta-análise, intitulada Digital Screen Time and Myopia: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis, foi publicada no JAMA, em meados de 2025.

De acordo com dados desse estudo, as crianças que usam esses dispositivos eletrônicos por mais de 3 horas por dia, apresentam maior prevalência de dores de cabeça, dor nos olhos, sensação de corpo estranho, vermelhidão, cansaço visual e lacrimejamento. (mais…)

Pernas mais fortes em casa: 5 exercícios que ajudam a fortalecer a região inferior

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Por Flávia Cristófaro – educadora física

Criar uma rotina de atividade física não exige necessariamente academia ou equipamentos sofisticados. Movimentos realizados com o peso do próprio corpo ou com o apoio de itens simples do cotidiano podem estimular diferentes grupos musculares, melhorar a resistência e contribuir para o desenvolvimento da força. O número de brasileiros que praticam atividades físicas no tempo livre bateu recorde em 2023. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, 40,6% da população atingiram o nível recomendado de exercícios naquele ano. Mesmo com esse avanço, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quais atividades podem ajudar a fortalecer a musculatura da parte inferior do corpo.

Segundo Flávia Cristófaro, educadora física formada pela USP e fundadora do Elah App, plataforma de treinos femininos, incluir exercícios voltados aos membros inferiores na rotina ajuda a ativar alguns dos maiores grupos musculares do organismo, contribuindo para o ganho de força e melhora do condicionamento físico. “Quando estimulamos quadríceps, glúteos e posteriores de coxa com regularidade, o corpo ganha mais estabilidade e eficiência nas atividades do dia a dia”, explica.

A seguir, a educadora física indica cinco exercícios frequentemente recomendados em rotinas voltadas ao fortalecimento da parte inferior do corpo.

  1. Aposte no agachamento para fortalecer pernas e glúteos

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Efeito platô: médico explica por que a balança para de descer e o que fazer para retomar o progresso

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Por Danilo Nunes Almeida – médico pós-graduado em Nutrologia.

Perder peso não é uma linha reta e, para muitas pessoas, chega um momento em que a balança simplesmente não desce mais. Esse fenômeno, conhecido como efeito platô, é comum em quem está em processo de emagrecimento e pode acontecer mesmo quando a pessoa segue o plano à risca. Especialistas explicam que a estagnação faz parte da trajetória, mas com ajustes estratégicos na rotina, é possível retomar o progresso de forma saudável e sustentável, sem recorrer à medidas extremas.

Durante a perda de peso, o organismo passa por uma série de adaptações que podem desacelerar o ritmo de emagrecimento, e isso não significa que ‘o seu corpo não responde mais’ ou que ‘nada funciona’. Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio, esse padrão de estagnação é fisiológico e até esperado em determinado momento da jornada. “O efeito platô ocorre porque o corpo se ajusta a uma nova rotina e tende a reduzir o gasto energético, fazendo com que o mesmo plano que funcionava no início perca eficácia ao longo do tempo’, explica.

O que pode estar travando a balança?

Uma das principais causas do platô é a adaptação metabólica. Conforme o corpo perde peso, diminui a necessidade calórica para manter suas funções básicas, o que significa que o organismo passa a gastar menos energia mesmo em repouso. Trata-se, portanto, de um mecanismo fisiológico de proteção diante de um déficit prolongado. “O corpo entende que está recebendo menos energia e, como forma de defesa, reduz o gasto calórico. Não é que a dieta parou de funcionar, é que o metabolismo se ajustou”, explica o Dr. Danilo Almeida. (mais…)

Artigo sobre cuidados com a saúde dos ossos e articulações

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Mudanças hormonais ao longo da vida, maior longevidade e diferenças na estrutura óssea tornam as mulheres mais vulneráveis a doenças que afetam ossos, músculos e articulações. No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessas condições.

‘Durante a menopausa ocorre uma queda importante do estrogênio, o que favorece a redução da massa óssea e aumenta o risco de doenças como a osteoporose’, explica o ortopedista do INTO, Phelippe Valente Maia.

Segundo o especialista, as mudanças hormonais não afetam apenas os ossos. ‘Com a queda do estrogênio, a mulher também pode desenvolver sarcopenia, que é a perda de massa muscular. Isso pode causar fraqueza, redução da força e dificuldade para realizar atividades do dia a dia, principalmente na terceira idade’, afirma. (mais…)

ARTIGO: O que acontece com a saúde mental após excessos

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Com o fim do Carnaval, muitas pessoas relatam não apenas cansaço físico, mas também alterações emocionais que podem durar dias. Segundo a psiquiatra Dra. Bianca Bolonhezi, essa sensação tem explicação científica e não deve ser minimizada.

Durante períodos de festas intensas, privação de sono e consumo de álcool, o cérebro passa por oscilações significativas nos neurotransmissores ligados ao prazer e ao bem-estar, como dopamina e serotonina. No momento da euforia, esses sistemas são altamente estimulados. Quando os estímulos cessam, ocorre uma queda brusca desses níveis, o que pode provocar sintomas como desânimo, irritabilidade e ansiedade.

A especialista explica que é comum, nos dias seguintes à folia, surgirem:

  • Falta de energia
  • Ansiedade fora do habitual
  • Pensamentos negativos
  • Tristeza sem causa aparente
  • Sensação de vazio

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ARTIGO: Brasil dobra consumo de ultraprocessados e especialista alerta para riscos à saúde de crianças e adolescentes

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Por Alessandra Lovato – nutricionista.

O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou nos últimos 40 anos, passando de cerca de 10% para aproximadamente 23% da dieta da população. O dado acende um alerta para a saúde pública, especialmente quando se observa o impacto desse padrão alimentar na infância e na adolescência, fases decisivas para a formação de hábitos que acompanham o indivíduo por toda a vida.

De acordo com a nutricionista Alessandra Lovato, da Wyden, os ultraprocessados não podem ser considerados alimentos de verdade. ‘São formulações industriais ricas em corantes, conservantes, açúcar e gordura saturada, com pouco ou nenhum valor nutricional’, explica. Entre os exemplos mais consumidos estão biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes, macarrão instantâneo e nuggets.

O consumo frequente desses produtos está associado a uma série de riscos à saúde, especialmente entre crianças. Um dos principais é o vício ao paladar. ‘O excesso de realçadores de sabor ‘vicia’ o cérebro, fazendo com que a criança passe a rejeitar o sabor natural de frutas e vegetais’, alerta Alessandra. (mais…)