Testes para vacina contra HIV têm resultados promissores

Foto: José Damacena/ IOC/ FioCruz

Um teste para o desenvolvimento de uma vacina voltada a combater o vírus do HIV teve resultados promissores, segundo os laboratórios responsáveis. O projeto para encontrar um imunizante contra a vírus é conduzido pela Iniciativa Internacional HIV Aids em parceria com a instituição de pesquisa Scripps Research.

Segundo as instituições, os testes clínicos da Fase 1 mostraram sucesso no estímulo a células raras, primeiro passo para a geração de anticorpos nos pacientes infectados pelo vírus. Entre os participantes do ensaio clínico, 97% apresentaram esses efeitos. Segundo os pesquisadores, o estudo aponta um caminho para o desenvolvimento de uma vacina e para as próximas fases do ensaio clínico.

Agora, a Iniciativa Internacional HIV Aids e a instituição Scripps Research devem firmar uma parceria com a farmacêutica Moderna (que também tem desenvolvido vacinas contra o novo coronavírus) para testar uma vacina baseada na tecnologia mRNA.

Agência Brasil

Produzido 100% no Brasil, satélite Amazonia-1 entrará em órbita dia 28

Imagem Ilustrativa by PIRO4D from Pixabay

O primeiro satélite de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado no Brasil, chamado Amazonia-1, será colocado em órbita no dia 28 de fevereiro na missão PSLV-C51, da agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO).

O satélite integra a Missão Amazônia e tem como objetivo, “fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica”, além de monitorar a agricultura no país. O instituto afirma que o novo satélite possibilitará também o monitoramento da região costeira, de reservatórios de água e de florestas (naturais e cultivadas). Há, ainda, a possibilidade de uso para observações de possíveis desastres ambientais.

“Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre”, informa o Inpe.

Agência Brasil

Pesquisadores brasileiros comprovam presença do coronavírus no ar

Imagem de Daniel Dan outsideclick por Pixabay

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CTDN), sediado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), comprovaram a presença do coronavírus em partículas do ar. A pesquisa, publicada na revista “Environmental Research”, reforça o alerta para o risco existente em locais mal ventilados ou com pouca circulação do ar.

“Os principais resultados dessa etapa da pesquisa são importantes porque apresentam evidências, baseadas em métodos científicos, da presença de coronavírus em aerossóis. Mais uma comprovação científica de que o coronavírus pode estar no ar”, disse o pesquisador Ricardo Passos.

O estudo, feito em parceria com o Instituto de Ciência Biológicas da UFMG, analisou dois hospitais de Belo Horizonte, em dois momentos diferentes da pandemia, além de ambientes externos, como pontos de ônibus, estacionamentos e calçadas.

Redação: Metro1 | Informações: G1

Todos os vírus que provocam a Covid-19 na população mundial cabem em uma lata de Coca-Cola, aponta estudo

Imagem de Daniel Dan outsideclick por Pixabay

Todos os vírus causadores de Covid-19 que circulam no mundo atualmente poderiam caber em uma única lata de Coca-Cola, segundo cálculos de um matemático britânico. A soma expõe quanta devastação é causada por minúsculas partículas virais.

Usando taxas globais de novas infecções com a doença, juntamente com estimativas de carga viral, o especialista em matemática da Bath University, Kit Yates, descobriu que existem cerca de dois quintilhões de partículas do vírus Sars-CoV-2 em todo o mundo. Yates usou o diâmetro do Sars-CoV-2 e então descobriu o volume do vírus esférico.

“É surpreendente pensar que todos os problemas, as interrupções, as dificuldades e as perdas de vidas que resultaram no ano passado ocupam um espaço tão pequeno”, disse Yates em um comunicado.

Metro1

Contrariando Anvisa e ciência, Bolsonaro diz que vacina ‘não está comprovada cientificamente’

Foto: Marcos Corrêa/ PR

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (22), que “não há nada comprovado cientificamente sobre essa vacina aí”, referindo-se à CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. A declaração foi dada a jornalistas na porta do Palácio da Alvorada.

A CoronaVac é a única vacina aplicada no Brasil até o momento e foi aprovada pelos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que indica eficácia e segurança necessárias à aplicação emergencial.

“Eu não posso obrigar ninguém a tomar vacina, como um governador um tempo atrás falou que ia obrigar. Eu não sou inconsequente a esse ponto. Ela tem que ser voluntária, afinal de contas, não está nada comprovado cientificamente com essa vacina aí”, afirmou o presidente. As declarações de Bolsonaro não possuem fundamento científico.

Metro1

Eficácia geral da Coronavac é de 50,4%, diz estudo do Butantan

Foto: Bruno Concha/ PMS/ Secom

O Instituto Butantan informou que o estudo conduzido pelo órgão indicou que a vacina Coronavac, desenvolvida no país em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem a eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O dado foi informado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial da vacina, e está acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável.

Na semana passada, a gestão João Doria (PSDB) afirmou que o imunizante tem 78% de eficácia contra casos leves da doença e 100% contra os quadros graves e moderados. No entanto, os dados referem-se só a um recorte do estudo. A eficácia geral, principal indicador da pesquisa e que considera toda a amostra de voluntários, não foi revelada de primeira e ficou em um patamar inferior. Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves.

O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%. “Essa vacina tem segurança, tem eficácia, e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio. Segundo o Butantan, a taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo instituto na última semana foi calculada considerando somente casos de Covid-19 com pontuação maior ou igual a 3, comparando o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, uma substância neutra.

Metro1