Fapesb lança edital que investe R$ 300 mil em eventos de popularização da ciência

Foto: Mateus Pereira/ GOV-BA

Com objetivo de contribuir para a democratização de diálogos sobre ciências, nesta quarta-feira, dia 20, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançou o Edital de Apoio à Popularização das Ciências (PopCiências), que investe R$ 300 mil em eventos ligados ao campo científico, que podem acontecer de forma remota ou presencialmente, seguindo os protocolos do Governo do Estado.

O PopCiências está disponível no site da Fapesb e pode receber propostas de todas as Escolas Públicas da Bahia, Escolas Privadas Sem Fins Lucrativos e Instituições de Ciência e Tecnologia, localizados em território baiano, que tenham parceria com pelo menos uma Escola Pública do estado, seja da rede Estadual ou Municipal. Para os eventos que acontecerão de março a julho de 2022, as datas de submissão são do dia 20 de outubro a 3 de dezembro de 2021. Já aqueles com datas de agosto a dezembro de 2022, podem se inscrever do dia 14 de fevereiro até 1º de abril de 2022. O edital reservou 60% dos recursos para propostas de instituições do interior do estado.

Para a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o edital disponibilizado pela Fapesb é fundamental para a valorização, apoio e incentivo a pesquisadoras e pesquisadores. “É importante que sejam lançados editais que apoiem e popularizem a área da ciência em nosso estado, bem como essa integração entre instituições de ensino superior com a educação básica. É através de oportunidades como essa, apoiada integralmente pelo Governo do Estado, que podem surgir ideias inovadoras e discussões relevantes para a evolução desse campo de estudo. Tenho certeza que o PopCiências vai contribuir ainda mais para a democratização da ciência em toda a Bahia”, destaca. (mais…)

Comitês científicos criticam novo corte de verba para pesquisas

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Em nota divulgada nesta segunda-feira, dia 11, ao menos cinco comitês assessores do CNPq demonstraram preocupação com o futuro das pesquisas em desenvolvimento no país, com o recente corte anunciado de 92% dos recursos destinados à ciência, pelo Ministério da Economia. A soberania do Brasil frente colaboradores internacionais é um dos pontos trazidos no texto.

“Não há soberania nem crescimento econômico dissociados de geração de conhecimento e desenvolvimento tecnológico, conforme amplamente vivenciado pelos países que tratam ciência como prioridade.” O corte de verba pode provocar a paralisação de pesquisas, a retirada de bolsas para pesquisadores e a impossibilidade de iniciar novos estudos.

Os comitês ainda consideram que, com a retirada de recursos, o “governo federal entende que Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico são irrelevantes no Brasil.” A ação também foi criticada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, o ex-astronauta Marcos Pontes, que a chamou de “falta de consideração.”

Metro1

Em decisão histórica, OMS aprova primeira vacina contra a malária

Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Saúde DF

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta quarta-feira, dia 06, a vacina contra malária, primeira etapa de um processo que deve levar a uma ampla distribuição nos países pobres.

A malária mata cerca de meio milhão de pessoas a cada ano, quase todas na África subsaariana — incluindo 260 mil crianças menores de 5 anos. Segundo uma estimativa, o imunizante salvará dezenas de milhares de crianças a cada ano.

Ter uma vacina contra a malária que seja segura, moderadamente eficaz e pronta para distribuição é “um evento histórico”, disse Pedro Alonso, diretor do programa global de malária da OMS.

Bahia.Ba

Com 22 objetos espaciais encontrados, baianos participam de desafio da Nasa

Imagem Ilustrativa de Pexels por Pixabay

O grupo Astrônomos Amadores da Bahia (AAB) participa da segunda edição do Desafio Caça Asteroides, iniciativa da International Astronomical Search Collaboration (IASC), programa de ciência cidadã da Agência Espacial Americana (NASA). As observações são feitas de modo virtual, através de uma plataforma com dados concedidos pela própria NASA aos participantes.

A ideia do projeto é que pessoas de todo o mundo pudessem colaborar com a descoberta de novos asteroides. A NASA ofereceu treinamento para os participantes com engenheiros da própria agência. O grupo baiano de astronomia amadora surgiu em 2017 e já reúne cerca de 200 membros, dentre observadores e estudiosos, segundo Alessandro Oliveira, participante do grupo.

Estão inscritos no Desafio Caça Asteroides apenas seis membros, que já encontraram 22 objetos preliminares para serem analisados pela NASA. As inscrições para a edição deste ano do desafio já foram encerradas, mas para o próximo ano são esperadas novas mil vagas abertas, segundo informações do site de inscrição no projeto.

Metro1

Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro em São Paulo

Imagem ilustrativa de WikiImages por Pixabay

Pesquisadores em Monte Alto (SP) descobriram uma nova espécie de dinossauro. O fóssil inédito com mais de 70 milhões de anos foi encontrado na zona rural do município e apresentado pelos pesquisadores nesta segunda-feira, dia 27.

O Kurupi itaata, como está sendo chamado, pertence à família dos abelissaurídeos e é o primeiro carnívoro encontrado na cidade, que é considerada terra dos dinossauros pelas descobertas de fósseis e por abrigar um museu de paleontologia. Os abelissaurídeos estão entre os maiores predadores da América do Sul, predominantemente na Argentina, que concentra o maior número de espécies. Eles viveram entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás.

O primeiro pedaço do fóssil foi encontrado em 2002 mas o processo de escavação só foi concluído em 2014. Após todo o processo de retirada os fósseis começaram a ser preparados para ficarem expostos no Museu de Paleontologia. O intervalo de tempo entre a descoberta e a apresentação se dá por causa do trabalho minucioso de separação dos ossos das rochas em que eles estavam.

Metro1

Feira de Santana: Mulher inventa embalagens plásticas comestíveis para reduzir danos ao meio ambiente

Na foto, embalagem comestível | Divulgação

O cuidado com o meio ambiente tem sido pauta ao longo dos anos na sociedade atual. O debate é diário para que as pessoas se conscientizem sobre o que pode acontecer, caso algumas das nossas espécies e elementos da natureza entrem em extinção causada pelo descarte incorreto do produto. Pensando em um futuro próspero e saudável para a seu filho, a baiana Kat Oliveira inventou um tipo de plástico descartável comestível que pode diminuir a quantidade de lixo que é produzida pelos habitantes do planeta. Só no Brasil, são cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano.

O projeto da inventora de 37 anos, nascida na cidade de Feira de Santana, começou há dois anos. Ela afirma que sempre foi muito estudiosa e gostava “dessas coisas da natureza”, o que despertou o interesse pelo tema, estimulando mais pesquisas a respeito. “Desde criança, sempre gostei de roça e, quando virei mãe, vi a necessidade de reduzir esses materiais no meio ambiente. Em 2014, fiz gestão ambiental e com os avanços da tecnologia sobre as novas embalagens feitas de várias plantas, resolvi estudar o assunto e veio a ideia de fazer uma produção com as pancs”, disse, explicando que as pancs, ou plantas não convencionais, são utilizadas para fazer embalagens de plástico descartáveis e plásticos filmes.

A dedicação aos estudos ganhou força após o surgimento de novas embalagens sustentáveis. “Fazendo algumas anotações, percebi que o custo da produção ainda é muito alto. Então a minha ideia é que seja um produto mais barato. Além disso, a outra motivação que tive foi quando comecei a prestar serviços em uma cooperativa de resíduos sólidos. Percebi que um dos grandes problemas do mundo são os plásticos, porém ele não chega a ser o grande vilão, mas sim o modo como é descartado”, destacou. (mais…)