ARTIGO: Misturas caseiras de limpeza podem liberar gases tóxicos e colocar vidas em risco

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Por João Pedro Fidelis Lucio.

Uma prática comum em muitos lares brasileiros voltou a acender o sinal de alerta: a mistura de produtos de limpeza. Recentemente, uma mulher veio a óbito na Bahia após sofrer intoxicação ao combinar diferentes substâncias durante a higienização de um banheiro, em um ambiente fechado. O caso chama atenção para um hábito aparentemente inofensivo, mas que pode ter consequências graves e até fatais.

As chamadas ‘misturinhas caseiras’, frequentemente compartilhadas nas redes sociais como soluções milagrosas para limpeza, estão entre os principais riscos. Segundo João Pedro Fidelis Lucio, responsável técnico da Maria Brasileira, maior rede de limpeza residencial e empresarial do país, essas combinações podem provocar reações químicas perigosas, mesmo em pequenas quantidades. ‘As famosas misturinhas podem liberar gases tóxicos, causar queimaduras, reações alérgicas e intoxicações por inalação ou contato com a pele. Além de colocar a saúde em risco, ainda comprometem a eficácia da limpeza’, explica.

Outro ponto crítico é a falsa ideia de potencializar o efeito dos produtos. Na prática, o resultado pode ser justamente o oposto e perigoso. ‘Nunca, em hipótese alguma, os produtos químicos devem ser misturados. Cada um foi desenvolvido para uma finalidade específica e deve ser utilizado conforme as instruções do fabricante. O máximo que se pode fazer é a diluição em água, seguindo corretamente as orientações do rótulo’, reforça o especialista. (mais…)

Burnout não é falta de resiliência do colaborador. É falha de gestão’, diz CEO da Zetha Group

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Em meio ao aumento dos casos de esgotamento emocional no ambiente corporativo, uma reflexão começa a ganhar força entre especialistas: o burnout não deve ser atribuído à falta de resiliência dos profissionais, mas sim a falhas estruturais de gestão dentro das empresas.

Para Luciana Ribeiro, CEO da Zetha Group — empresa especializada no desenvolvimento de experiências imersivas que fortalecem cultura, bem-estar e conexão nas organizações —, normalizar o estresse como parte da rotina deixou de ser sustentável. ‘Metas irreais e a exigência constante de resultados, mesmo quando há sinais claros de adoecimento, revelam um problema de gestão, não de capacidade individual’, afirma.

Segundo a especialista, esse modelo pode até gerar resultados no curto prazo, mas tende a comprometer a sustentabilidade das equipes ao longo do tempo. ‘Durante muitos anos, o mundo corporativo ensinou colaboradores a serem mais resilientes. Mas pouco se questionou: resilientes a quê?’, provoca. (mais…)

Casos de escorpiões acendem alerta: como a limpeza da casa ajuda a reduzir riscos

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Dados do Ministério da Saúde, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mostram que o número de acidentes com escorpiões no Brasil cresceu 162,7% nos últimos 10 anos, saltando de 91.226 registros em 2016 para 239.673 ocorrências em 2025.

Embora o controle desse tipo de animal não esteja diretamente ligado à limpeza convencional, os hábitos domésticos têm papel importante na prevenção, isso porque escorpiões costumam se instalar em ambientes que oferecem abrigo e alimento fácil, especialmente insetos como baratas. Nesse cenário, a limpeza deixa de ser apenas uma questão de rotina e passa a ser uma aliada na redução de riscos, ao contribuir para um ambiente menos propício à presença desses animais.

‘Entre os principais cuidados estão a eliminação de resíduos orgânicos, a higienização frequente de ralos e áreas úmidas, além de evitar o acúmulo de materiais como papelão, madeira e entulho, que podem servir de esconderijo. Quintais e áreas externas também exigem atenção redobrada, mesmo quando aparentemente limpos’, explica Vanessa Moia Martins, especialista em limpeza da Ecoville. ‘A limpeza, por si só, não elimina o escorpião, mas reduz significativamente os fatores que favorecem sua presença. Quando você mantém a casa organizada, sem acúmulo de objetos e com controle de resíduos, automaticamente diminui a oferta de alimento e abrigo para esses animais’, completa.

Outro ponto importante é observar práticas comuns do dia a dia que podem passar despercebidas, como deixar lixo exposto, manter frestas abertas ou negligenciar a limpeza de locais pouco acessados, como atrás de móveis e depósitos. ‘É muito comum associar limpeza apenas ao que está visível, mas a prevenção passa justamente pelos pontos esquecidos da casa. Ralos, despensas, áreas externas e locais com pouca circulação precisam fazer parte da rotina, porque são ambientes onde tanto insetos quanto escorpiões podem se instalar’, explica a especialista da Ecoville. (mais…)

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

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Por Ellen Moraes Senra é Psicóloga

O Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça o aumento na busca por diagnóstico e tratamento, especialmente entre adultos. Estima-se que cerca de uma em cada 100 pessoas esteja no espectro, mas muitos recebem o diagnóstico apenas tardiamente, sobretudo aqueles com menores necessidades de suporte.

A descoberta costuma vir acompanhada de sentimentos ambivalentes. Para alguns, há alívio ao se compreender, para outros surgem dúvidas. Na prática clínica, é comum que esses indivíduos relatem dificuldades no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental, além de sensação de inadequação, desafios na comunicação social e esgotamento emocional.

Um dos fatores associados ao diagnóstico tardio é o ‘mascaramento’, esforço contínuo para se adaptar a padrões sociais. Embora favoreça a integração, pode gerar altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. A sobreposição com TDAH e transtornos de ansiedade também contribui para atrasos na identificação do TEA. (mais…)

ARTIGO: Parkinson vai além do tremor e afeta tarefas simples do dia a dia

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Por Dra. Mariana Milazzotto, fisioterapeuta.

No imaginário popular, a Doença de Parkinson ainda costuma ser resumida ao tremor. Mas, na prática, o que mais pesa para muitos pacientes e famílias é outra lista de dificuldades: lentidão para iniciar movimentos, rigidez, insegurança para caminhar, perda de equilíbrio, travamentos, dificuldade para levantar da cadeira, virar na cama ou manter autonomia em tarefas simples do dia a dia.

Neste 11 de abril, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, a data chama atenção para uma condição neurológica crônica e progressiva que vai muito além do sinal mais conhecido. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência da doença mais do que dobrou nos últimos 25 anos e, em 2019, mais de 8,5 milhões de pessoas viviam com Parkinson no mundo.

Além do tremor, a doença pode provocar rigidez muscular, lentidão dos movimentos, instabilidade postural, alterações de equilíbrio, distúrbios do sono, constipação, perda de olfato, ansiedade e depressão. Como muitos desses sinais aparecem aos poucos, é comum que sejam confundidos com envelhecimento, cansaço ou perda natural de disposição. (mais…)

ARTIGO: É possível prevenir essas doenças respiratórias no Outono e Inverno?

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Estar com a carteira de vacinação atualizada e algumas medidas adotadas no dia a dia podem ajudar a minimizar as chances de uma crise respiratória, como asma e rinite. São doenças que, se não estiverem sob controle, os vírus e bactérias podem causar um processo inflamatório, levando, muitas vezes, a quadros respiratórios graves.

‘Com a chegada do outono e do inverno, crianças pequenas e idosos tornam-se os grupos mais suscetíveis às infecções virais respiratórias, reforçando a importância da vacinação como principal medida preventiva.’ enfatiza Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

O que acontece nessas épocas do ano – A redução da umidade do ar durante o outono e inverno, que geralmente fica abaixo dos 30% nessas estações do ano, aliada a condições de menor dispersão atmosférica de gases e de materiais particulados, podem levar uma maior propagação de partículas virais e bactérias, irritando vias aéreas, predispondo a quadros infecciosos. No Brasil, o padrão de sazonalidade varia entre as regiões, sendo mais marcado naquelas com estações climáticas mais bem definidas, como no Sul, Sudeste e Centro Oeste. (mais…)