Efeito platô: médico explica por que a balança para de descer e o que fazer para retomar o progresso

Imagem de: Moondance por Pixabay

Por Danilo Nunes Almeida – médico pós-graduado em Nutrologia.

Perder peso não é uma linha reta e, para muitas pessoas, chega um momento em que a balança simplesmente não desce mais. Esse fenômeno, conhecido como efeito platô, é comum em quem está em processo de emagrecimento e pode acontecer mesmo quando a pessoa segue o plano à risca. Especialistas explicam que a estagnação faz parte da trajetória, mas com ajustes estratégicos na rotina, é possível retomar o progresso de forma saudável e sustentável, sem recorrer à medidas extremas.

Durante a perda de peso, o organismo passa por uma série de adaptações que podem desacelerar o ritmo de emagrecimento, e isso não significa que ‘o seu corpo não responde mais’ ou que ‘nada funciona’. Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio, esse padrão de estagnação é fisiológico e até esperado em determinado momento da jornada. “O efeito platô ocorre porque o corpo se ajusta a uma nova rotina e tende a reduzir o gasto energético, fazendo com que o mesmo plano que funcionava no início perca eficácia ao longo do tempo’, explica.

O que pode estar travando a balança?

Uma das principais causas do platô é a adaptação metabólica. Conforme o corpo perde peso, diminui a necessidade calórica para manter suas funções básicas, o que significa que o organismo passa a gastar menos energia mesmo em repouso. Trata-se, portanto, de um mecanismo fisiológico de proteção diante de um déficit prolongado. “O corpo entende que está recebendo menos energia e, como forma de defesa, reduz o gasto calórico. Não é que a dieta parou de funcionar, é que o metabolismo se ajustou”, explica o Dr. Danilo Almeida. (mais…)

Da lei à realidade: desafios do saneamento básico no Brasil

Foto: Jhonatan Sena

Por Raquel Cota, Gerente de Projetos do Setor de Water da Tractebel e doutora em Saneamento pela UFMG .

O Marco Legal do Saneamento define metas importantes para o Brasil: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% deve contar com coleta e tratamento de esgoto. Passados mais de cinco anos de sua promulgação, em julho de 2020, por meio da Lei nº 14.026, é possível constatar que equilibrar a universalização do saneamento básico com o crescimento populacional e a realidade brasileira segue sendo uma tarefa complexa.

Estudos recentes do Instituto Trata Brasil mostram que, mesmo com avanço regulatório e aumento de investimentos, a situação ainda é preocupante. Atualmente, cerca de 17% dos brasileiros não têm acesso à água potável e quase metade da população vive sem coleta e tratamento de esgoto. Além disso, os dados mais recentes indicam que a expansão dos serviços tem sido lenta e insuficiente para acompanhar as necessidades do país.

Entre 2019 e 2023, o acesso à água potável praticamente não avançou e até apresentou leve queda. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), a população com acesso ao recurso caiu de 83,6%, em 2019, para 83,1% em 2023. Já a coleta e o tratamento de esgotos cresceram apenas alguns pontos percentuais, permanecendo muito abaixo das metas previstas: o índice de coleta de esgoto passou de 53,2%, em 2019, para 55,2%, em 2023. Já o tratamento do esgoto subiu de 46,3% para 51,8%. Essa dificuldade em ampliar os serviços de saneamento afeta diretamente a qualidade de rios, mananciais e também das praias brasileiras. (mais…)

Artigo sobre cuidados com a saúde dos ossos e articulações

Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay

Mudanças hormonais ao longo da vida, maior longevidade e diferenças na estrutura óssea tornam as mulheres mais vulneráveis a doenças que afetam ossos, músculos e articulações. No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessas condições.

‘Durante a menopausa ocorre uma queda importante do estrogênio, o que favorece a redução da massa óssea e aumenta o risco de doenças como a osteoporose’, explica o ortopedista do INTO, Phelippe Valente Maia.

Segundo o especialista, as mudanças hormonais não afetam apenas os ossos. ‘Com a queda do estrogênio, a mulher também pode desenvolver sarcopenia, que é a perda de massa muscular. Isso pode causar fraqueza, redução da força e dificuldade para realizar atividades do dia a dia, principalmente na terceira idade’, afirma. (mais…)

Artigo: Psicóloga alerta para a importância da mulher enfrentar dores e medos da criança interior

Na foto, Bianca Reis | Crédito: Luciana Bahia

O mês de março é representado como o mês da mulher, tendo uma data para homenageá-las. Lutas e conquistas estão relacionadas com a data, mas, precisamos lembrar que ao longo dos 365 dias do ano, as mulheres travam batalhas diárias e muitas vezes ficam sobrecarregadas.

Para além da sobrecarga diária, as mulheres enfrentam projeções sociais associadas a autossuficiência e maturidade (desde crianças são colocadas em posição de desenvolvimento de questões precoces se comparado aos homens).

A ideia, também, de não ter ajuda efetiva, ser fortaleza e do “precisar dar conta de tudo” fazem parte de uma construção sócio-cultural adoecedora. Viver em autocobrança, julgamento e violência também potencializam o quadro que requer atenção, discussões e mudanças: os transtornos mentais que tem acometido este público. (mais…)

ARTIGO: Os supersalários e seus penduricalhos

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Por Wagner Balera – Doutor em Direito das Relações Sociais

Não é de hoje que esse assunto está na mesa de discussão. Aliás, foi devidamente disciplinado no teor da Constituição de 1988, cujas Disposições Transitórias, no art. 17, assim explicitam a questão:

‘Art. 17. Os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título.’

Veja você, leitor. As letras da Lei Maior abrangem tudo: remuneração, vantagens, adicionais. Só não querem entender. Falta definir o que pode ser considerado supersalário. Isso depende do grau de correlação entre a menor remuneração e a máxima, no âmbito do Serviço Público, em todas as esferas de poder.

Suponhamos que o piso salarial seja de pelo menos um salário-mínimo e o teto de vinte vezes esse valor. Evidentemente, nas diferentes funções seria estabelecida uma escala de níveis, respeitados os dois limites. E, naturalmente, ninguém pode receber além do máximo que, no Brasil, corresponde ao subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). (mais…)

ARTIGO: Autocuidado é o novo desejo de consumo para o Dia da Mulher

Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay

Por Alessandra Augusta Barroso Penna e Costa – pediatra. 

No Dia da Mulher, as tradicionais flores e chocolates estão, cada vez mais, dividindo espaço com a busca prática por experiências de relaxamento. É um reflexo claro de que o objeto de desejo feminino mudou de prateleira: a prioridade, agora, é o tempo.

Mais do que uma tendência para a data, a busca por momentos de pausa se confirma na prática. Dados do Buddha Spa, maior rede de spas urbanos da América Latina, revelam que mulheres já representam 70% dos seus clientes, em uma faixa etária de 30 aos 45 anos. Para esse público, as sessões de massagem e terapias corporais consolidaram-se como aliadas fundamentais para melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse e promover o bem-estar físico e mental no dia a dia.

Dos consultórios à sala de massagem

A médica pediatra Alessandra Augusta Barroso Penna e Costa (53) é um exemplo dessa transição. A mudança em sua rotina começou justamente a partir de um presente. ‘Ganhei um Vale Bem-Estar da minha filha para uma massagem e percebi o quanto eu precisava daquilo. Nunca mais parei’, relata. (mais…)