ARTIGO – Quer voltar às atividades físicas? Não esqueça do coração!

Imagem de Jose Luis Palma do Pixabay

Por Nicolle Queiroz – médica cardiologista.

Ainda é cedo para afirmar que a vida está voltando ao normal? Difícil dizer, mas após um ano e meio de pandemia, com diversas restrições obrigatórias e isolamento social, o que mais se vê são pessoas tentando, aos poucos, voltar às ruas, parques e academias – muitas delas até estimuladas pela emoção compartilhada durante a edição das Olimpíadas em Tóquio.

Não tenho dúvida que este já é o início de um momento de alegria, mas é preciso haver cautela. E quando falo em cautela, incluo aqui todos os cuidados necessários para a proteção contra a covid-19, mas, também, neste caso, trago um outro importante alerta: depois de um longo período dentro de casa, com atividades físicas reduzidas e vida mais sedentária – mais de 50% dos brasileiros engordaram durante a pandemia segundo dados do Instituto Ipsos, as pessoas precisam saber que não podem retomar as atividades físicas sem antes passar por avaliação médica.

Todos os dias, atendo pessoas com condições cardíacas diversas e colesterol alto. Para estes meus pacientes e todas as outras pessoas, a minha primeira orientação sempre é que elas se movam e pratiquem algum esporte. Mas, para que cada um deles possa dar início a este novo começo, é preciso que conheçam o seu corpo, entendam quais são as atividades físicas adequadas, suas necessidades e intensidades. E isso vale para todas as idades – crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Todos devem realizar pré-avaliações esportivas com médicos de confiança, para que possam ser orientados da melhor forma sobre como podem se exercitar e, mais importante, eventualmente detectar problemas que demandem tratamento. (mais…)

Cannabis medicinal demonstra eficácia contra burnout, aponta estudo

Imagem de Julia Teichmann do Pixabay

Há mais de um ano no enfrentamento à Covid-19, médicos, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde têm sido impactados pela exaustão. De acordo com estudo realizado por pesquisadores do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), ao menos um em cada seis profissionais de saúde apresenta sinais de burnout, esgotamento definido como um transtorno psíquico de estresse físico e mental crônico relacionado a condições de trabalho desgastantes.

Em busca de ações para tratar a questão, uma outra pesquisa, realizada no Hospital Universitário da USP de Ribeirão Preto (SP), indicou que o uso do canabidiol, um composto derivado da cannabis, reduziu sintomas de fadiga emocional em 25% dos voluntários, depressão em 50% e ansiedade em 60%. O resultado da pesquisa foi divulgado na revista JAMA Open Network, da Associação Médica Americana.

O ensaio clínico contou com 120 voluntários, sendo que parte deles recebeu 300 mg diários do medicamento, e outra parcela não recebeu. Todos os profissionais de saúde no estudo passaram também pelo tratamento padrão contra o burnout, que inclui suporte psiquiátrico e exercícios físicos de baixo impacto. (mais…)

Especialista dá dicas sobre a Promoção da Saúde a partir de pequenas atitudes diárias

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Com uma rotina cheia de afazeres e obrigações, cuidar da saúde muitas vezes fica em segundo plano. Ao contrário do que muitos imaginam, ter uma vida mais saudável não é difícil, e para isso, pequenas atitudes diárias podem ser realizadas.

Para celebrar o Dia Nacional da Saúde, que é comemorado no mês de agosto, a Drª, Renata Gorjão, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul, separou algumas dicas para melhorar a qualidade de vida. Confira!

Alimentação

Uma boa alimentação pode ajudar diretamente nossa saúde, mas é importante dizer que nossa dieta não precisa ser restritiva, o ideal seria diminuir o consumo de comidas industrializadas e com muita gordura e açúcar. Optar por frutas, legumes e cereais.

Atividade física

A prática de atividade física está diretamente ligada à qualidade de vida e saúde. Prova disso é que a Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society), mostra que quando fazemos exercícios físicos em intensidade vigorosa pelo menos três vezes por semana ou moderada cinco vezes por semana, podemos diminuir as chances de câncer.

“Para quem busca praticidade, indico as caminhadas, videoaulas de pilates ou yoga. O importante é fazer exercício por pelo menos 60 minutos, três vezes por semana”, destaca Renata Gorjão. (mais…)

ARTIGO – Pesca é uma boa atividade de lazer para pacientes com artrose no quadril, diz especialista

Imagem de S. Hermann & F. Richter do Pixabay

Por José Milton Pelloso Júnior – médico ortopedista 

Para uns é um esporte. Para outros, um hobby. Para milhões de pessoas pelo litoral brasileiro afora, é fonte de subsistência. A pesca é uma das atividades presentes na vida do ser humano desde os tempos mais remotos e traz inúmeros benefícios a seus praticantes, entre eles, fortalecimento cardiovascular, muscular, flexibilidade, além de melhorar a respiração e a postura.

Além da categoria profissional, centenas de brasileiros fazem da atividade um lazer em locais específicos, como pesque-e-pague, açudes e represas. Mas, para poder aproveitar ao máximo, alguns cuidados com a saúde são indispensáveis, já que, em muitos casos, os pescadores são idosos. ‘‘Pacientes que possuem artrose no quadril ou prótese de quadril não podem carregar muito peso, por isso a pesca pode ser uma boa atividade de lazer. Contudo, ainda é preciso tomar alguns cuidados’’, afirma o médico ortopedista José Milton Pelloso Júnior, membro da Sociedade Brasileira do Quadril.

Segundo o especialista, descuidos como utilizar calçados sem aderência podem resultar em quedas e possíveis lesões. ‘‘Também é preciso sempre tomar muito cuidado ao descer em barrancos íngremes, verificar se os assentos do barco não estão muito baixos e cuidar com o excesso de peso dos peixes pescados’’, destaca o médico. (mais…)

Estudo apresenta impactos da Covid em pessoas com epilepsia

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Assim como tem acontecido com pacientes que enfrentam outros problemas de saúde, a pandemia também tem impactado a qualidade de vida e o tratamento médico de pessoas com epilepsia. É o que aponta o estudo “Covid 19 e Epilepsia: Como estão as pessoas com epilepsia no Brasil?” feito pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), que contou com 464 participantes, sendo 82% pacientes (PCE) e 18% cuidadores. Dos pacientes entrevistados, 26,3% relataram aumento das convulsões, enquanto 36% relataram dificuldades na manutenção dos tratamentos e atendimentos periódicos.

Realizada por questionário on-line, a pesquisa ainda constata que 66,6% dos pacientes não tiveram acesso aos serviços de telemedicina, alternativa encontrada para viabilizar muitos dos cuidados com a saúde, no período de restrição à mobilidade social.

Outros problemas foram levantados, como a dificuldade para conseguir receitas médicas pela interrupção nas consultas presenciais e as preocupações psicológicas e sociais impactando no bem-estar. Com a crise sanitária gerada pela Covid, além da necessidade de restrição social para diminuir o contágio, houve a reestruturação emergencial do sistema de saúde, impactando estrutura, profissionais do setor e pacientes.   (mais…)

45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com a atrofia vaginal, mas só 25% tratam

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Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista, Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico.

“Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento, e isso não é verdade. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista. (mais…)