ARTIGO: Doença renal atinge 1 a cada 10 pessoas no mundo e diagnóstico evita complicações

Imagem de Fran Barreto do Pixabay

Por Ginivaldo Victor – médico nefrologista.

A doença renal crônica é silenciosa e não costuma apresentar sintomas iniciais, exigindo uma avaliação periódica da saúde através de exames simples, como de sangue, urina e creatinina. Esse alerta é fundamental, uma vez que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a doença renal crônica (DCR) atinge 1 em cada 10 pessoas no mundo. Detectar precocemente o problema salva vidas, por isso o Dia Mundial do Rim, celebrado anualmente na segunda quinta-feira de março, assim como campanhas que buscam conscientizar a população, são peças-chave nessa corrente de cuidado.

No universo da doença renal, existem diversas condições de saúde, a exemplo do cálculo renal e nefrites. A doença é silenciosa e quando iniciam os sintomas, costumam ser inchaço, redução da quantidade de urina ou ela se apresenta na cor escura, avermelhada (com aspecto de sangue ou com sangue) e espuma. ‘Além disso, dor nas costas, normalmente em um dos lados. Pode haver fraqueza, falta de ânimo, perda de sais minerais, entre outros sinais, por isso o exame e avaliação médica são imprescindíveis’, explica Ginivaldo Victor, médico nefrologista, docente do IDOMED e presidente da Regional Piauí da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Dessa forma, o diagnóstico da doença renal faz diferença porque a maioria das condições apresenta um tratamento no qual é possível reverter ou controlar a doença. Se descoberta tardiamente, o tratamento pode não ser eficaz. Isso significa entender que não haverá mais condições de ‘reverter a doença e a atuação será apenas para contornar as complicações. Quando a doença renal avança, dizemos que há uma falência renal. Nesses casos, é necessário que o paciente faça hemodiálise e/ou o transplante renal’, ressalta o nefrologista. (mais…)

ARTIGO – Causas, sintomas e tratamentos do câncer de tireoide

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Por Lorena Lima Amato  – endocrinologista

Embora seja um dos tipos de câncer com melhor prognóstico quando detectado cedo, a conscientização sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce podem traduzir a eficácia do tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

No Brasil, assim como globalmente, o câncer de tireoide é significativamente mais comum em mulheres. O tipo mais comum é o papilífero, presente em cerca de 8 de 10 pessoas com câncer de tireoide (80%). Geralmente cresce muito lentamente e muitas vezes se espalha para os gânglios linfáticos no pescoço. Atinge as mulheres duas vezes quando comparado aos homens, e a faixa etária mais prevalente é entre os 30 e 50 anos. ‘Se detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100% em pacientes’, explica a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

A glândula tireoide está localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo da laringe (cordas vocais). Ela produz hormônios que regulam o metabolismo, que é o processo de como o seu corpo usa e armazena sua energia. O câncer de tireoide ocorre quando tumores, também conhecidos como nódulos, crescem na tireoide. (mais…)

ARTIGO: Tempo excessivo de tela leva ao aumento de grau da miopia e outros problemas, diz estudo

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Por Dra. Marcela Barreira – oftalmologista infantil.

Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, baseada em estudos publicados entre 2017 e 2025, trouxe um alerta importante.

O recado desse estudo é que o tempo excessivo de tela está diretamente associado a uma série de problemas de saúde, tanto oculares quanto sistêmicos. A meta-análise, intitulada Digital Screen Time and Myopia: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis, foi publicada no JAMA, em meados de 2025.

De acordo com dados desse estudo, as crianças que usam esses dispositivos eletrônicos por mais de 3 horas por dia, apresentam maior prevalência de dores de cabeça, dor nos olhos, sensação de corpo estranho, vermelhidão, cansaço visual e lacrimejamento. (mais…)

Pernas mais fortes em casa: 5 exercícios que ajudam a fortalecer a região inferior

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Por Flávia Cristófaro – educadora física

Criar uma rotina de atividade física não exige necessariamente academia ou equipamentos sofisticados. Movimentos realizados com o peso do próprio corpo ou com o apoio de itens simples do cotidiano podem estimular diferentes grupos musculares, melhorar a resistência e contribuir para o desenvolvimento da força. O número de brasileiros que praticam atividades físicas no tempo livre bateu recorde em 2023. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, 40,6% da população atingiram o nível recomendado de exercícios naquele ano. Mesmo com esse avanço, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quais atividades podem ajudar a fortalecer a musculatura da parte inferior do corpo.

Segundo Flávia Cristófaro, educadora física formada pela USP e fundadora do Elah App, plataforma de treinos femininos, incluir exercícios voltados aos membros inferiores na rotina ajuda a ativar alguns dos maiores grupos musculares do organismo, contribuindo para o ganho de força e melhora do condicionamento físico. “Quando estimulamos quadríceps, glúteos e posteriores de coxa com regularidade, o corpo ganha mais estabilidade e eficiência nas atividades do dia a dia”, explica.

A seguir, a educadora física indica cinco exercícios frequentemente recomendados em rotinas voltadas ao fortalecimento da parte inferior do corpo.

  1. Aposte no agachamento para fortalecer pernas e glúteos

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Efeito platô: médico explica por que a balança para de descer e o que fazer para retomar o progresso

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Por Danilo Nunes Almeida – médico pós-graduado em Nutrologia.

Perder peso não é uma linha reta e, para muitas pessoas, chega um momento em que a balança simplesmente não desce mais. Esse fenômeno, conhecido como efeito platô, é comum em quem está em processo de emagrecimento e pode acontecer mesmo quando a pessoa segue o plano à risca. Especialistas explicam que a estagnação faz parte da trajetória, mas com ajustes estratégicos na rotina, é possível retomar o progresso de forma saudável e sustentável, sem recorrer à medidas extremas.

Durante a perda de peso, o organismo passa por uma série de adaptações que podem desacelerar o ritmo de emagrecimento, e isso não significa que ‘o seu corpo não responde mais’ ou que ‘nada funciona’. Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio, esse padrão de estagnação é fisiológico e até esperado em determinado momento da jornada. “O efeito platô ocorre porque o corpo se ajusta a uma nova rotina e tende a reduzir o gasto energético, fazendo com que o mesmo plano que funcionava no início perca eficácia ao longo do tempo’, explica.

O que pode estar travando a balança?

Uma das principais causas do platô é a adaptação metabólica. Conforme o corpo perde peso, diminui a necessidade calórica para manter suas funções básicas, o que significa que o organismo passa a gastar menos energia mesmo em repouso. Trata-se, portanto, de um mecanismo fisiológico de proteção diante de um déficit prolongado. “O corpo entende que está recebendo menos energia e, como forma de defesa, reduz o gasto calórico. Não é que a dieta parou de funcionar, é que o metabolismo se ajustou”, explica o Dr. Danilo Almeida. (mais…)

Artigo sobre cuidados com a saúde dos ossos e articulações

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Mudanças hormonais ao longo da vida, maior longevidade e diferenças na estrutura óssea tornam as mulheres mais vulneráveis a doenças que afetam ossos, músculos e articulações. No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessas condições.

‘Durante a menopausa ocorre uma queda importante do estrogênio, o que favorece a redução da massa óssea e aumenta o risco de doenças como a osteoporose’, explica o ortopedista do INTO, Phelippe Valente Maia.

Segundo o especialista, as mudanças hormonais não afetam apenas os ossos. ‘Com a queda do estrogênio, a mulher também pode desenvolver sarcopenia, que é a perda de massa muscular. Isso pode causar fraqueza, redução da força e dificuldade para realizar atividades do dia a dia, principalmente na terceira idade’, afirma. (mais…)