Poema de Maria do Carmo Silva “RESISTÊNCIA INDÍGENA”

Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

No Dia dos Povos Indígenas, nessa sexta-feira (19), a professora, poeta, escritora e colunista do Tribuna do Recôncavo, Maria do Carmo da Silva, apresenta o poema: RESISTÊNCIA INDÍGENA.

És humano.

És um povo.

És indígena!

És filho da Mãe Terra.

És irmão da natureza.

És guerreiro.

És resistência!

Resistes a expulsão do teu habitat!

Resistes a discriminação de tua gente.

Resistes a violência sem precedentes.

O povo indígena, grita, clama:

Sou humano,

Sou povo, sou gente!

Vivo, existo e insisto em sobreviver.

A minha história e o meu legado,

A posteridade precisa conhecer.

(Extraído do livro LEITURAS E RELEITURAS de Maria do Carmo).

O Brasil tem cerca de 1,7 milhão de indígenas autodeclarados de 305 etnias, o que representa 0,83% do total de habitantes do país, de acordo com dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2022, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2022 houve no Brasil 416 casos de violência contra indígenas, sendo assassinatos (180); homicídios culposos (17); lesões corporais dolosas (17); tentativas de assassinato (28); ameaças de morte (27); ameaças várias (60); violência sexual (20); racismo e discriminação étnico-cultural (38) e abusos de poder (29).

Fonte: Agência Brasil.

Poesia de Maria do Carmo sobre o verdadeiro sentido do Natal

Na foto, Maria do Carmo | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Somos convidados a refletirmos acerca do verdadeiro sentido do Natal: a comemoração do nascimento do Salvador da humanidade! A sociedade contemporânea, sustentada pelo Capitalismo, motiva as pessoas apenas ao consumismo! Precisamos resgatar as lições de vida que o nascimento do nosso Salvador nos trouxe sustentadas na humildade, na solidariedade e na PAZ! Aprendamos com ELE!

ENTÃO, É NATAL!

Então, era NATAL!

Anunciavam os sinos da Igrejinha e da catedral.

O canto do galo à meia noite a boa nova anunciava.

Um tempo de Paz na humanidade iniciava!

Então, era NATAL!

Na simplicidade do presépio,

o cenário do nascimento do Menino-Deus representava.

A “Missa do galo” a meia noite era rezada.

Com galhos secos e plantas, a Árvore de Natal era montada.

Então era NATAL!

A ceia era realizada em família com simples iguaria.

O famoso Papai Noel para as crianças existia.

Então, era NATAL!

Na Igrejinha e na catedral,

o “Glória a Deus nas alturas” era alegremente entoado.

Um caloroso abraço de Feliz Natal, com todos era partilhado.

O Menino-Deus no presépio era reverenciado!

A simplicidade reinava nas casas, Igrejas, ruas e praças.

A PAZ trazida pelo Salvador, nos corações habitava.

Então, É NATAL!

Acolhamos o Menino-Deus na gruta dos nossos corações!

Vivamos a essência do Natal cotidianamente com a prática de boas ações!

Que o Natal de outrora, vivenciado com humildade,

Volte a habitar no coração da humanidade!

Sobre a autora:

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe-BA, professora, poeta e escritora. Licenciada em Geografia, graduada em História, especialista em Gestão e Educação Ambiental e Estudos Linguísticos e Literários, Pós- graduanda em Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia. Possui textos publicados em diversas Antologias nacionais e internacionais, e integrante do Coletivo Mulherio das Letras. Autora dos livros de Poesias: Retalhos de Vivências e Recomendações Poéticas, e colunista no site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poesia de Maria do Carmo Silva alusiva ao Dia da Consciência Negra

Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Texto extraído do recém-lançado Livro LEITURAS E RELEITURAS para reflexão neste 20 DE NOVEMBRO, ressaltando que a Consciência Humana individual e coletiva deve combater cotidianamente toda e qualquer forma de discriminação, preconceito, intolerância e violência para com o POVO NEGRO.

(HUMANIZAÇãO)?

Olha o NEGRO aqui.

Discriminado,

Rechaçado,

Desumanizado,

Humilhado,

Inferiorizado,

Maltratado!

Olha o NEGRO aqui!

Por que discriminá-lo?

Por que rechaçá-lo?

POR QUE DESUMANIZÁ-LO?

Por que humilhá-lo?

Por que inferiorizá-lo?

Por que maltratá-lo?

Discriminá-lo simplesmente pela cor da sua pele?

A melanina é um rótulo de exclusão?

NEGRO é humano, é cidadão!

NEGRO exige liberdade!

NEGRO é digno de respeito, de igualdade de condição.

Sobre a autora:

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe-BA, professora, poeta e escritora. Licenciada em Geografia, graduada em História, especialista em Gestão e Educação Ambiental e Estudos Linguísticos e Literários, Pós- graduanda em Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia. Possui textos publicados em diversas Antologias nacionais e internacionais, e integrante do Coletivo Mulherio das Letras. Autora dos livros de Poesias: Retalhos de Vivências e Recomendações Poéticas, e colunista no site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poesia – PROFESSOR, PRESENTE!

Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Por Maria do Carmo da Silva Santos – professora, poeta e escritora.

Humanos,

Profissionais,

Professores somos!

No mundo do conhecimento adentramos.

O conhecimento é um legado para a posteridade.

Crianças, jovens, adultos e idosos conduzimos.

Com eles trocamos saberes e vivências.

Formar cidadãos é missão e desafio.

Missão que vai além de decodificar conceitos e fórmulas.

A vivência de valores humanos e morais nos desafia.

A valorização do conhecimento é uma cotidiana batalha.

Sobreviver as adversidades humanas, sociais e pedagógicas é uma luta árdua.

Somos humanos!

Somos profissionais!

Somos professores!

Somos resistência!

Robôs, nem a inteligência artificial não nos sucederão.

Professor é humano, não uma máquina em operação.

Nossa resistência, força e resiliência é movida pelo coração.

Sobre a autora:

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe-BA, professora, poeta e escritora. Licenciada em Geografia, graduada em História, especialista em Gestão e Educação Ambiental e Estudos Linguísticos e Literários, Pós- graduanda em Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia. Possui textos publicados em diversas Antologias nacionais e internacionais, e integrante do Coletivo Mulherio das Letras. Autora dos livros de Poesias: Retalhos de Vivências e Recomendações Poéticas, e colunista no site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poesia de Maria do Carmo “REMEMORANDO O SÃO JOÃO”

Foto: Divulgação

A fogueira estava queimando,

sobre as suas brasas, o milho assando.

As bandeirolas, ruas e casas enfeitando.

O arraiá era construído.

O licôr, a típica bebida, era servido.

Naquela noite fria, o capote nos aquecia.

Ao som da sanfona, dançava Zé, dançava Maria.

Ao redor da fogueira a criançada se divertia.

Laranjas e espigas de milho, o ramo da fogueira decorava.

O amendoim cozido nas mesas não faltava.

O chapéu de palha, com as vestes de chita combinava.

Enquanto a fogueira queimava,

o fole da sanfona sacolejava.

E o povo alegre gritava:

“São João passou por aí? Viva São João!”

O tradicional São João literalmente acabou.

MAS O POESIA O RESGATOU!

Sobre a autora:

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe-BA, professora, poeta e escritora. Licenciada em Geografia, graduada em História, especialista em Gestão e Educação Ambiental e Estudos Linguísticos e Literários, Pós- graduanda em Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia. Possui textos publicados em diversas Antologias nacionais e internacionais, e integrante do Coletivo Mulherio das Letras. Autora dos livros de Poesias: Retalhos de Vivências e Recomendações Poéticas, e colunista no site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poesia “RENASCER” de Maria do Carmo

Na foto, Maria do Carmo | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

É essencial assimilar e refletir acerca do verdadeiro sentido da Páscoa que não se restringe apenas a comemorações! A humanidade está envolta por ódio, violência, injustiças e descaso para com a vida humana! O que podemos e devemos fazer pra contribuir para a promoção de uma NOVA VIDA, onde os valores humanos sejam resgatados e a vida humana seja respeitada e preservada?

RENASCER

O Filho de Deus da morte ressurgiu!

Com a vitória da VIDA, a humanidade redimiu.

A sua luz salvífica das trevas nos resgatou.

Uma nova vida sobre a Terra reinou!

Páscoa de Cristo! Para nós lição de vida!

Viver a Páscoa é renascer no cotidiano, na lida.

Páscoa! Vida Nova! Libertação!

Sob o peso de dores e horrores caminhamos com nossos irmãos.

Choramos e clamamos por justiça e dignidade.

A violência e a opressão assolam a humanidade.

A vida quer viver em paz no campo e na cidade.

Com a Páscoa de Cristo,

O Amor de Deus no coração humano quis renascer.

Uma Vida Nova na humanidade veio se estabelecer.

A luz pascal de Cristo nos convida a renascer,

e a nossa missão de cristão, cotidianamente reacender,

promovendo ações de libertação para os nossos inúmeros irmãos,

que necessitam de serem resgatados das trevas da desumanidade e da opressão!

Sobre a autora:

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe-BA, professora, poeta e escritora. Licenciada em Geografia, graduada em História, especialista em Gestão e Educação Ambiental e Estudos Linguísticos e Literários, Pós- graduanda em Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia. Possui textos publicados em diversas Antologias nacionais e internacionais, e integrante do Coletivo Mulherio das Letras. Autora dos livros de Poesias: Retalhos de Vivências e Recomendações Poéticas, e colunista no site de notícias Tribuna do Recôncavo.