Confiança da indústria cai pelo terceiro mês consecutivo, diz FGV

Foto: José Paulo Lacerda/ CNI

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,2 ponto de setembro para outubro deste ano. Esse foi o terceiro mês consecutivo de queda do indicador, que chegou a 105,2 pontos em uma escala de zero a 200, menor nível desde maio último (104,2 pontos). O recuo foi puxado principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário da indústria no futuro.

O subíndice caiu 1,7 ponto e chegou 101,9 pontos, o menor patamar desde maio de 2021. O componente que mais contribuiu para isso foi a piora das avaliações sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção do empresariado em relação ao presente, teve queda de 0,9 e chegou a 108,3 pontos, o menor patamar desde setembro de 2020. O componente com recuo mais expressivo foi a avaliação sobre o nível de estoques.

“Embora a confiança da indústria ainda esteja em nível elevado e acima dos níveis pré-pandemia, o otimismo quanto à situação futura do segmento industrial para os próximos meses retornou para o nível próximo do considerado neutro, indicando a expectativa de manutenção do cenário atual. Essa avaliação ocorre em meio a pressões de custos, desemprego elevado, instabilidades econômicas e institucionais persistentes, tornando a conjuntura futura mais incerta e menos favorável a planos de expansão da produção”, disse Claudia Perdigão, economista da FGV. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 1,1 ponto percentual, para 81,3%, maior valor desde novembro de 2014.

Agência Brasil

Preços da indústria têm inflação de 0,40%, revela pesquisa do IBGE

Imagem Ilustrativa | Foto: Manu Dias/ GOV-BA

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços de produtos na saída das fábricas, registrou inflação de 0,40% em setembro. A taxa é menor que as observadas em agosto (1,89%) e em setembro de 2020 (2,34%), segundo dados divulgados nesta quarta-feira, dia 27, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPP acumula inflação de 24,08% no ano.

Em 12 meses, o acumulado é de 30,59%, abaixo dos 33,12% observados em agosto de 2021. Em agosto, 20 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram inflação, com destaque para alimentos (2,48%), outros produtos químicos (4,41%) e refino de petróleo e produtos de álcool (1,82%). Quatro atividades tiveram recuo de preços (deflação), com destaque para indústrias extrativas (-16,48%).

Das quatro grandes categorias econômicas da indústria, as maiores taxas de inflação em setembro foram observadas em bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (1,30%) e nos bens de consumo semi e não duráveis (1,49%). Os bens de consumo duráveis tiveram alta de preços de 0,73%. Já os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, anotaram deflação de 0,27%.

Agência Brasil

Projeto remaneja R$ 9,4 bilhões do Bolsa Família para o Auxílio Brasil

Foto: Antonio José/ Agencia Brasil

O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 26/21, do Poder Executivo, abre crédito especial de R$ 9,364 bilhões para pagar o programa social Auxílio Brasil (Medida Provisória 1061/21), que substitui o Bolsa Família.

Os recursos serão justamente remanejados das despesas primárias do programa anterior. O programa Bolsa Família será extinto no início de novembro, não podendo ser utilizado para pagamento às famílias beneficiárias a partir de sua extinção.

O Auxílio Brasil tem como objetivo promover a cidadania com garantia de renda, visando à superação das vulnerabilidades sociais das famílias, além de estabelecer medidas de incentivo ao empreendedorismo, ao microcrédito e à autonomia das famílias beneficiárias, por meio da inclusão produtiva rural e urbana, com vistas à empregabilidade e à emancipação cidadã. Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: (mais…)

Ministro diz que privatização da Petrobras ampliaria investimentos

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou nesta segunda-feira, dia 25, durante evento com o presidente Jair Bolsonaro, recursos da venda da Petrobras podem ser usados para ampliar os investimentos públicos e em tecnologia e bancar gastos sociais. “E se daqui a 20 anos o mundo todo migrar para a energia elétrica, hidrogênio, nêutron, energia nuclear e o fóssil for abandonado? A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E o que nós fizemos?”, questionou o ministro, durante o lançamento do Plano de Crescimento Verde, no Palácio do Planalto.

“Deixamos o petróleo lá em baixo com um monopólio, uma placa de monopólio estatal em cima. O objetivo é tirar esse petróleo o mais rápido possível e transformar em educação, investimento, treinamento, tecnologia”, acrescentou Guedes. Para o ministro, a alta de mais de 6% nas ações da Petrobras nesta segunda-feira é resultado da entrevista em que o presidente Jair Bolsonaro disse estudar um projeto de lei que permitiria a venda de ações da estatal nas mãos da União, até ela deixar de ser a controladora majoritária da empresa.

“Bastou o presidente falar ‘vamos estudar’, e o negócio [a ação da Petrobras] sai subindo e aparece R$ 100 bilhões. Não dá pra dar R$ 30 bilhões para os mais frágeis num momento terrível como esse, se basta uma frase do presidente para aparecer R$ 100 bilhões, brotar no chão de repente. Por que nós não podemos pensar ousadamente a respeito disso?”, comentou Guedes.

Agência Brasil

Juros para famílias e empresas sobem em setembro, diz Banco Central

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

As taxas de juros estão em trajetória de elevação e famílias e empresas pagaram valores mais altos em setembro, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira, dia 25, pelo Banco Central (BC).

A taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre chegou a 41,3% ao ano, aumento de 0,5 ponto percentual em relação a agosto e de 3,2 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com empresas, a taxa livre cresceu 0,9 ponto percentual no mês e 5,6 pontos percentual em 12 meses, alcançando 17,1% ao ano.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic. A taxa é o principal instrumento utilizado pelo BC para regular a inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Agência Brasil

Beneficiários do Bolsa Família com NIS 6 recebem o auxílio emergencial nesta segunda, 25

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 6 recebem nesta segunda, dia 25, a sétima parcela do auxílio emergencial 2021. Os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, por quem recebe pela conta poupança social digital, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.

O recebimento dos recursos segue o calendário regular do programa social, pago nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os pagamentos são feitos a cada dia, conforme o dígito final do NIS. As datas da prorrogação do auxílio emergencial foram anunciadas em agosto.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br. Valores: (mais…)