ARTIGO: Movimentar grandes quantias em dinheiro vivo pode acender alerta no Coaf

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Por Altino do Nascimento Alves – contador.

Em janeiro, se encerra um prazo importante no calendário de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no país. Até o dia 31 deste mês, pessoas físicas e jurídicas obrigadas por lei devem entregar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas. Apesar do tema parecer distante do cotidiano da maioria dos cidadãos, ele se conecta diretamente a práticas comuns, como movimentações em dinheiro vivo, saques frequentes e ausência de rastreabilidade, que, quando fora do padrão, acendem alertas para os órgãos de controle.

No dia a dia, o uso excessivo de dinheiro em espécie já não passa despercebido. Seja em pequenas empresas que evitam transações eletrônicas, seja em grandes instituições que realizam retiradas vultosas em caixa, o padrão é sempre observado. Esse tipo de movimentação é coibida pela legislação, exigindo que profissionais e organizações declarem, inclusive, quando não identificam operações suspeitas. A omissão, nesse caso, pode gerar sanções legais.

A Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas ao Coaf deve ser apresentada por pessoas físicas e jurídicas enquadradas na Lei nº 9.613/1998, que trata da prevenção à lavagem de dinheiro. A obrigação alcança setores considerados mais vulneráveis a esse tipo de crime, como empresas de fomento mercantil, comerciantes de joias, pedras e metais preciosos e profissionais e organizações contábeis. (mais…)

65,34% da população do Bahia integra as classes A, B e C

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

A Bahia registrou um aumento de 14,76 pontos percentuais das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), entre 2022 e 2024. A população nestas faixas de renda passou de 50,58% para 65,34% no estado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

Secom/Presidência da República.

Vendas do varejo baiano variam positivamente entre outubro e novembro

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De outubro para novembro de 2025, as vendas do varejo na Bahia apresentaram variação positiva (0,2%), na comparação livre de influências sazonais (que desconsidera os efeitos de eventos recorrentes, como o Natal, Páscoa etc.). O estado voltou a apresentar resultado positivo após ter tido queda na passagem de setembro para outubro (-0,8%).

O comércio baiano, porém, teve desempenho inferior ao do Brasil (1,0%) entre outubro e novembro, e apresentou apenas o 23º melhor índice nesse comparativo, o menor entre os 23 estados com resultados positivos.

Os melhores resultados nesse comparativo foram registrados em Rondônia (9,2%), Roraima (4,5%) e Espírito Santo (4,3%). Por outro lado, Tocantins (-1,9%), Goiás (-1,6%), Rio de Janeiro (-0,7%) e Amapá (-0,2%) foram os únicos estados a apresentar queda.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. (mais…)

Brasil registra em 2025 o menor índice de inflação desde 2018 e o quinto menor dos últimos 31 anos

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A inflação oficial brasileira, registrada por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou em 2025 alta de 4,26%, menor índice desde 2018, quando ficou em 3,75%. Os dados foram divulgados na sexta-feira (9/1) pelo IBGE. Trata-se do quinto menor resultado da série histórica desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes de 2025, apenas os anos de 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%) apresentaram um índice menor do que o do ano passado.

O grupo de Alimentação e bebidas, aquele de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

A energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025. Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%. (mais…)

Salário mínimo passa a ser de R$ 1.621

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta, dia primeiro. O valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518. O pagamento será feito a partir de fevereiro, segundo o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

Além das aposentadorias, pensões e outros auxílios que são pagos pelo INSS, o piso nacional também serve de reajuste para o seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e BPC, que é o Benefício da Prestação Continuada.

Segundo estimativa do Dieese, quase 62 milhões de brasileiros terão rendimentos direta ou indiretamente influenciados pelo novo valor do mínimo.

Como usar o consignado depois do aumento do benefício

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Todo início de ano, o reajuste do salário de aposentados e pensionistas do INSS traz um alívio no orçamento e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Junto com o novo valor, a margem consignável também é recalculada, abrindo espaço para contratar ou renegociar empréstimo consignado com base no benefício atualizado.

Esse aumento da margem costuma ser decisivo para quem já tinha usado todo o limite no ano anterior e estava sem possibilidade de novas operações. Com o reajuste, parte desse espaço volta a ficar disponível, permitindo avaliar se vale a pena usar o crédito para organizar despesas, substituir dívidas mais caras ou cobrir gastos típicos do começo do ano.

Ao mesmo tempo, mais limite não significa que a contratação seja obrigatória. O consignado continua sendo um compromisso de médio e longo prazo, com parcelas descontadas diretamente do benefício. (mais…)