ARTIGO: Risco bancário em debate: o que o investidor precisa saber sobre o FGC

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Por Pedro Persichetti – VP e CSO da Sail Capital. 

Criado para proteger correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras, o mecanismo voltou ao centro do debate em um momento em que a gestão de risco passou a pesar mais do que promessas de rentabilidade elevada.

O FGC atua como uma espécie de seguro do sistema bancário, cobrindo valores aplicados em determinados produtos financeiros caso uma instituição venha a ser liquidada. A garantia é limitada a até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição e por conglomerado financeiro, respeitando ainda um teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. Esses limites, muitas vezes desconhecidos pelo investidor comum, são fundamentais para o planejamento financeiro.

Na prática, isso significa que a simples diversificação entre marcas diferentes não garante, necessariamente, maior proteção. Instituições pertencentes ao mesmo conglomerado compartilham o mesmo limite de cobertura, o que pode gerar exposição excessiva sem que o investidor perceba. Esse, inclusive, é um dos erros mais comuns em carteiras concentradas em produtos bancários tradicionais. (mais…)

Mercado de veículos eletrificados cresce 41% em buscas na Bahia em 2025

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O mercado de veículos eletrificados seguiu despertando o interesse dos baianos ao longo de 2025. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, ferramenta de dados e inteligência sobre o mercado automotivo, as buscas e visitas por modelos híbridos e elétricos cresceram 41% no estado com relação ao ano anterior.

Apesar de os modelos elétricos apresentarem o maior avanço proporcional, com 52,4% na comparação anual ante 37,1% dos híbridos, são os híbridos que concentram o maior volume de interesse. Entre todas as buscas por eletrificados na Bahia, 75% foram direcionadas a modelos híbridos, enquanto 25% corresponderam aos elétricos.

Do total de modelos eletrificados na plataforma, os usados foram os mais procurados, com 44% mais buscas e visitas com relação ao ano anterior. Dentro desse grupo, os modelos híbridos responderam por 77% do volume de buscas, enquanto os elétricos responderam por 23%. (mais…)

ARTIGO: 5 erros financeiros que estão quebrando negócios no Brasil e como evitá-los

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Por Felipe Franchi – CEO e fundador da Franchi

A transformação digital no sistema financeiro brasileiro, impulsionada por ferramentas como o PIX e pela maior automação dos pagamentos, trouxe ganhos de agilidade e eficiência para as empresas. Ao mesmo tempo, aumentou a exposição de falhas básicas de gestão financeira, tornando erros que antes levavam anos para aparecer agora perceptíveis em poucos meses. Em um cenário de margens apertadas, juros elevados e maior pressão sobre o fluxo de caixa, decisões financeiras mal estruturadas seguem entre os principais fatores de fechamento de negócios no país.

Dados do Sebrae indicam que cerca de 29% dos MEIs encerram suas atividades antes de completar cinco anos, sendo a má gestão financeira um dos motivos recorrentes. O alerta não se restringe aos microempreendedores: empresas de diferentes portes enfrentam dificuldades semelhantes quando não adotam controle financeiro, planejamento e tecnologia adequados.

A seguir, especialistas apontam cinco erros financeiros comuns que estão levando negócios ao colapso, e como evitá-los.

1. Misturar finanças pessoais e empresariais
Quando não há separação entre pessoa física e jurídica, o empresário perde a real noção de lucro, compromete o caixa e cria riscos fiscais.

Como evitar: manter contas bancárias separadas e definir um pró-labore claro desde o início. (mais…)

ARTIGO: Movimentar grandes quantias em dinheiro vivo pode acender alerta no Coaf

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Por Altino do Nascimento Alves – contador.

Em janeiro, se encerra um prazo importante no calendário de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no país. Até o dia 31 deste mês, pessoas físicas e jurídicas obrigadas por lei devem entregar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas. Apesar do tema parecer distante do cotidiano da maioria dos cidadãos, ele se conecta diretamente a práticas comuns, como movimentações em dinheiro vivo, saques frequentes e ausência de rastreabilidade, que, quando fora do padrão, acendem alertas para os órgãos de controle.

No dia a dia, o uso excessivo de dinheiro em espécie já não passa despercebido. Seja em pequenas empresas que evitam transações eletrônicas, seja em grandes instituições que realizam retiradas vultosas em caixa, o padrão é sempre observado. Esse tipo de movimentação é coibida pela legislação, exigindo que profissionais e organizações declarem, inclusive, quando não identificam operações suspeitas. A omissão, nesse caso, pode gerar sanções legais.

A Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas ao Coaf deve ser apresentada por pessoas físicas e jurídicas enquadradas na Lei nº 9.613/1998, que trata da prevenção à lavagem de dinheiro. A obrigação alcança setores considerados mais vulneráveis a esse tipo de crime, como empresas de fomento mercantil, comerciantes de joias, pedras e metais preciosos e profissionais e organizações contábeis. (mais…)

65,34% da população do Bahia integra as classes A, B e C

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A Bahia registrou um aumento de 14,76 pontos percentuais das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), entre 2022 e 2024. A população nestas faixas de renda passou de 50,58% para 65,34% no estado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

Secom/Presidência da República.

Vendas do varejo baiano variam positivamente entre outubro e novembro

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De outubro para novembro de 2025, as vendas do varejo na Bahia apresentaram variação positiva (0,2%), na comparação livre de influências sazonais (que desconsidera os efeitos de eventos recorrentes, como o Natal, Páscoa etc.). O estado voltou a apresentar resultado positivo após ter tido queda na passagem de setembro para outubro (-0,8%).

O comércio baiano, porém, teve desempenho inferior ao do Brasil (1,0%) entre outubro e novembro, e apresentou apenas o 23º melhor índice nesse comparativo, o menor entre os 23 estados com resultados positivos.

Os melhores resultados nesse comparativo foram registrados em Rondônia (9,2%), Roraima (4,5%) e Espírito Santo (4,3%). Por outro lado, Tocantins (-1,9%), Goiás (-1,6%), Rio de Janeiro (-0,7%) e Amapá (-0,2%) foram os únicos estados a apresentar queda.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. (mais…)