Jacobina: Após saída de Cuba do Mais Médicos, médica vende churrasco na Bahia

Fotos: Arquivo Pessoal | Montagem: Tribuna do Recôncavo

No Brasil há quase três anos, a médica cubana Maydelkis Ferrer tem vendido espetinho de churrasco para conseguir se manter, depois da saída dos profissionais do país no Programa Mais Médicos. Natural da cidade de Morón, na província Ciego de Ávila, em Cuba, Maydelkis mora em Jacobina, no norte da Bahia, e não pretende ir embora do Brasil. A médica se casou com um baiano no ano passado, com quem divide a vida e a nova ocupação.

“Prefiro fazer um trabalho honesto do que ficar parada, sem roubar ninguém e pagando minhas contas. Eu vendo espetinho com meu esposo até conseguir um emprego melhor. E também conto com a ajuda de minha sogra”, contou.

A médica conta que trabalhou junto com outras quatro cubanas, em várias unidades de saúde da cidade, inclusive substituindo médicos brasileiros quando eles saíam de férias.

“Passei todo o tempo de duração do programa aqui em Jacobina. Trabalhei em seis postos de saúde no município, prestando ajuda quando os médicos saíam de férias, mas sem abandonar o meu posto”, disse.

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Gleisi Hoffmann rebate Bolsonaro após ataques ao PT: ‘Fale do Queiroz’

Presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann reagiu as declarações do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou nesta semana que vai “falar do PT sempre”.

A petista sugeriu que o presidente voltasse a falar de Fabrício Queiroz, ex-militar amigo do presidente que é investigado por supostamente comandar um esquema de laranjas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“O PT incomoda tanto assim?”, questionou a petista de acordo com o jornal Estado de S.Paulo. “É porque foi nos governos do PT que pagamos a dívida externa, deixamos altas reservas internacionais, retiramos milhões da pobreza, havia pleno emprego, investimento em Educação, o Brasil era respeitado lá fora e éramos a 5ª economia mundial. Fale do Queiroz!”, completou.

Bahia Noticias

Morre aos 75 anos professor que criou a ‘pílula do câncer’

Foto: Reprodução/ Vídeo - EPTV

Morreu aos 75 anos, vítima de um infarto do miocárdio, o químico e professor aposentado da USP, Gilberto Orivaldo Chierice, também conhecido como “Pai da Fosfoetanolamina”, substância que era matéria prima para as polêmicas pílulas do câncer. O sepultamento do acadêmico aconteceu na manhã deste sábado (20), na cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

Durante 20 anos, Chierice distribuiu gratuitamente para a população as pílulas que, segundo ele, garantiriam a cura do câncer. A distribuição, por mês, chegou ao número de 50 mil cápsulas, mas sofreu algumas suspensões devido a ausência de estudos clínicos que comprovassem a eficácia da substância.

Diversos enfermos chegaram a pedir na Justiça o direito de acesso a substância e no ano de 2016, a então presidente Dilma Rousseff chegou a criar uma lei que permitia a distribuição das pílulas para pessoas em tratamento contra cânceres malignos. A lei, no entanto, foi suspensa ainda em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal por 6 votos a 4.

Fonte: G1 | Redação: Bahia Noticias

Caminhoneiros se mobilizam por paralisação nesta segunda, dia 22

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Quase 2 mil caminhoneiros estão em, no mínimo, 15 novos grupos do WhatsApp recém-criados para discutir uma possível paralisação da categoria nesta segunda (22). Eles estão contrariados com a resolução da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que estipulou a nova tabela de preços mínimos do frete rodoviário, divulgada na quinta (18), com valores abaixo dos esperados.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a realização da paralisação não é consenso entre os participantes. Parte dos grupos é refratária à ideia por conta da dificuldade financeira que teriam com os dias sem trabalhar. Os administradores dos novos grupos negam ser articuladores do movimento, ao mesmo tempo em que algumas lideranças que tomaram a dianteira durante a paralisação de 2018 não estão em nenhum deles.

Ainda de acordo com a Folha, o nome dos grupos segue sempre o mesmo formato, com o título formado por paralisação, a data de 22/07 e a abreviação do nome de um estado. Apesar serem vinculados a um estado, a maior parte deles é formada por pessoas de regiões diferentes da indicada. Eles trazem em suas descrições o mesmo texto: “Publicações fora do contexto das pautas dos caminhoneiros não serão aceitas. FOCO NA MISSÃO!” (mais…)

Projeto acaba com transferência de voto de candidatura indeferida

Na foto: Claudio Cajado | Crédito: Antonio Barbosa da Silva/ Divulgação

Um Projeto de Lei do deputado federal Claudio Cajado (PP) pode tornar nulos, os votos dados a candidatos que tiveram o registro negado após a data do pleito, ainda que tenham concorrido com o registro deferido. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

O texto altera o Código Eleitoral, que atualmente anula apenas os votos das eleições majoritárias (para cargos no Poder Executivo e Senado) dados a candidatos inelegíveis ou não registrados.

No caso das eleições proporcionais (para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores), a nulidade é parcial, pois pode haver, dependendo da situação, aproveitamento dos votos para a legenda do candidato. O projeto acaba com essa transferência de votos.

“A agremiação não pode ser premiada por ter escolhido em suas convenções um cidadão cujo comportamento e vida pregressa não se coadunem com a moralidade, a probidade e a ética”, disse Cajado.

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‘Como chamar isso de Justiça?’, diz mãe de Samudio após Bruno sair da prisão

Foto: Lúcio Adolfo/ Boa Esporte

A mãe de Eliza Samudio, Sonia Moura, reagiu com indignação à decisão da Justiça de Varginha, em Minas Gerais, que concedeu progressão de pena ao regime semiaberto ao ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, preso desde 2010 pela morte da modelo. Ela, que hoje mora com o filho de Eliza e Bruno, agora com nove anos, disse estar angustiada.

“Os responsáveis pela morte dela agora estarão soltos e até hoje ninguém me deu a única resposta que gostaria de ter: o que fizeram com o corpo da minha filha?  disse Sônia.

Bruno foi preso há nove anos quando atuava pelo Flamengo. Três anos depois o goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Eliza.

“Bruno vai responder em liberdade, enquanto isso meu neto me pergunta onde está o corpo da mãe. Até quando vai durar essa angústia? Como podemos chamar isso de Justiça?, questiona Sonia. (mais…)