Perder alguém ou algo significativo na vida é profundamente desafiador e pode provocar uma série de emoções complexas. Isso envolve a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento ou mudanças drásticas na vida, por exemplo. Nesses casos, o luto é uma resposta natural e envolve um processo que, embora seja universal, é vivido de maneira única por cada pessoa.
Segundo a Dra. Clarissa Fontoura, professora do curso de Psicologia do UNINASSAU em Salvador, psicóloga e especialista em luto, esse processo é essencial para a cura e readaptação à nova realidade. ‘Geralmente, as pessoas que sofrem a perda passam por cinco fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. De início, é criada uma barreira para proteger-se do impacto emocional. Em seguida, o indivíduo pode se sentir injustiçado. No terceiro momento, surge um desejo intenso de reverter a situação, como promessas para aliviar a dor. Quando a realidade é plenamente sentida, vem o estado de profunda tristeza e desânimo, sendo essencial buscar apoio emocional. Por último, há a adaptação à nova realidade. E isso não significa o desaparecimento da dor’.
Clarissa ainda enfatiza que, apesar de as fases acima serem bastante conhecidas e popularizadas, o modelo do processo dual se aproxima um pouco mais dos processos de luto. Ele sugere que nem todas as pessoas seguem o mesmo padrão na experiência de enlutamento. Há um período de transição no qual sentimentos de tristeza, saudade, raiva, apatia, solidão e culpa são experimentados conjuntamente. (mais…)


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