Queiroga defende distanciamento social para reduzir morte por Covid-19

Na foto, Marcelo Queiroga | Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O médico Marcelo Queiroga, indicado para assumir o Ministério da Saúde, disse nesta quarta-feira (17) que sua gestão vai trabalhar para conseguir homogeneizar a conduta assistencial no tratamento da covid-19 no país.

Ao participar ao lado do ministro Eduardo Pazuello da cerimônia de entrega das vacinas Oxford/AstraZeneca fabricadas em Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro, Queiroga defendeu que é preciso haver protocolos uniformizados de assistência nas unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil.

“Temos que transferir as expertises dos grandes centros para as unidades de terapia intensiva nas cidades que estão mais distantes, nos estados menores, de tal sorte a utilizar recursos de tecnologia de informação e comunicação como a telemedicina para que a gente consiga melhorar os resultados. É preciso garantir um atendimento mais rápido ao paciente para evitar que a doença progrida”, disse Queiroga. (mais…)

Recurso da União para que governo possa celebrar golpe de 1964 vai a julgamento nesta quarta, 17

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Vai a julgamento nesta quarta-feira, dia 17, o recurso da União para que o governo e as Forças Armadas possam realizar atividades alusivas ao golpe de 1964. A pauta surgiu após a deputada Natália Bonavides (PT-RN) pedir que fosse retirado do site do Ministério da Defesa a Ordem do Dia de 31 de março de 2020.

A juíza da 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, Moniky Mayara Costa Fonseca, determinou, em 2020, que a publicação fosse excluída do site do ministério com a justificativa de que o texto exaltava o “Movimento de 1964”, contra valores democráticos.

A União recorreu da decisão argumentando que a ação não causou lesão ao patrimônio e defendeu o direito do governo de celebrar a data. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região “nega a discussão sobre qualquer perspectiva da história do Brasil, o que seria um contrassenso em ambientes democráticos”.

Metro1

Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética avalia escolha do novo ministro da Saúde

Na foto, Marcelo Queiroga | Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Diante da definição de um novo nome para o comando do Ministério da Saúde, divulgada nesta segunda-feira (15/03), a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) reitera a importância da escolha de profissional da área da saúde para a condução das ações da Pasta e reforça a necessidade de uma força tarefa entre autoridades de todas as esferas contra a disseminação do coronavírus no País.

Para o presidente da Anadem, Raul Canal, a decisão em torno de Marcelo Queiroga é técnica e tem a aceitação da entidade e seus integrantes: “Além de médico, o novo ministro é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Isso atesta que, apesar de não ter consenso político, ele tem respaldo científico para buscar protocolos e iniciativas que deem uma resposta efetiva ao atual momento da pandemia. É preciso união entre todos para avançarmos”.

Embora julgue delicada qualquer alteração de lideranças estratégicas em meio à implementação e execução de ações, a Sociedade manifesta a expectativa de que o novo ministro tenha um olhar mais atento àqueles que, há mais de um ano, atuam na linha de frente da pandemia. “Nossos profissionais de saúde estão além do limite da exaustão e precisam de um suporte maior para conseguirem continuar com sua atuação heroica e necessária”, afirma Canal.

O Brasil registra cerca de 280 mil mortes em razão da pandemia do coronavírus. Mais de 1,2 mil profissionais da área da saúde foram vitimados pela doença.

RS Press

Novo ministro da Saúde diz que vai executar política definida pelo governo Bolsonaro

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira, dia 16, que vai seguir a política já estabelecida pelo governo federal no combate à pandemia. “A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo”, disse à imprensa antes de uma reunião com o atual ministro, Eduardo Pazuello.

Anunciado nesta segunda-feira, dia 15, o cardiologista é o quarto ministro a comandar a pasta desde o início da pandemia. Queiroga ainda elogiou as ações do governo federal para combate à pandemia do coronavírus e disse que vai dar “continuidade” ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

“O governo está trabalhando. As políticas públicas estão sendo colocadas em prática. O ministro Pazuello anunciou todo o cronograma da vacinação. A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo. Ministro Pazuello tem trabalhado arduamente para melhorar as condições sanitárias do Brasil e eu fui convocado pelo presidente Bolsonaro para dar continuidade a esse trabalho”, disse Queiroga.

Metro1

Governo federal dispensa licitação para compra das vacinas da Janssen e Pfizer

Foto: Kevin P. Coughlin/ Office of Governor Andrew M. Cuomo/ Fotos Públicas

O Ministério da Saúde decidiu dispensar a licitação para a compra das vacinas contra a Covid-19 dos laboratórios Janssen e Pfizer. A informação foi publicada nesta segunda-feira, dia 15, em em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).  Os recursos reservados para as compras das vacinas são de quase R$ 8 bilhões: R$ 2,139 bilhões para a Janssen e R$ 5,63 bilhões para a Pfizer.

A vacina da Janssen, da farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson, conta com a aplicação de uma dose única e pode ser armazenada em geladeira comum. A sua produção foi aprovada, em caráter emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na última sexta-feira, dia 12.

As duas outras vacinas anteriormente aprovadas pela OMS, a Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford, precisam ser aplicadas em duas doses. O imunizante da Pfizer também precisa ser armazenado em temperaturas muito baixas, em ultras congeladores.

Metro1

Médico Marcelo Queiroga aceita convite de Bolsonaro para Ministério da Saúde

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) confirmou nesta segunda-feira, dia 15, que o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixará o cargo e, para o lugar dele, foi convidado o atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga. O médico aceitou o convite e será o quarto ministro da Saúde da gestão Jair Bolsonaro. Durante reunião na tarde desta segunda-feira, Queiroga ficou cerca de 3 horas com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Após o encontro, o presidente disse afirmou a apoiadores que já tinha conhecimento do profissional e o classificou como “qualificado” para o cargo. O anúncio oficial será feito nesta terça-feira, dia 16. A escolha de Queiroga acontece após os fracassos nas negociações com a médica Ludhmila Hajjar. Ela esteve com Bolsonaro ontem e hoje, mas afirmou ter recusado o convite do presidente para assumir a pasta. Marcelo Queiroga tem 55 anos e é médico formado pela Universidade Federal da Paraíba.

Ele fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro e treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é responsável pelo Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa (PB) e é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O médico também tem no currículo intensa atuação na Associação Médica Brasileira (AMB) e na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), que também presidiu.

Metro1