ARTIGO – Saiba a importância de cuidar da saúde mental das crianças

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Por Bianca Reis –  psicóloga.

A saúde mental não deve ser uma preocupação apenas na vida adulta e na terceira idade. As crianças também podem sofrer com distúrbios emocionais e nem sempre conseguem expressar o que está acontecendo. Por isso, é muito importante que os pais e pessoas próximas estejam atentas aos sinais de alerta e se empenhem na promoção da saúde mental infantil.

“É sabido que é dever da família e da comunidade assegurar proteção, saúde, lazer, acesso ao esporte, alimentação, educação cultura, dignidade, respeito e liberdade às crianças. Apesar disso, ainda há uma grande dificuldade relacionada a aceitação de que elas são indivíduos com complexas demandas de atenção e cuidado”, declara a psicóloga Bianca Reis.

É na infância que os indivíduos desenvolvem a sua estrutura mental. Situações adversas nessa fase da vida estimulam a produção de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que atrapalha as conexões entre os neurônios. É claro que ninguém vai atravessar toda a infância sem passar por vivências negativas. Quando acontecem esporadicamente, essas situações nem sempre devem causar preocupação. (mais…)

ARTIGO – 80% das mulheres sobrevivem ao câncer de mama, mas podem se tornar inférteis com o tratamento

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Por Tirza Ramos – médica ginecologista

Receber o diagnóstico de câncer de mama é uma situação muito difícil para qualquer mulher. E quando ela está em idade reprodutiva e ainda não teve a oportunidade de ser mãe, a condição ainda é mais traumática. O problema é que cada vez mais mulheres jovens têm sido afetadas pelo câncer de mama. Felizmente, a taxa de sobrevida é em torno de 80% em cinco anos. Por isso, é tão importante o papel de um especialista para avaliar a repercussão nos âmbitos da autoestima, sexualidade e, também, da fertilidade.

Os números de cura crescem graças aos avanços da medicina, mas nem estes avanços foram suficientes para assegurar que a quimioterapia e a radioterapia – tratamentos mais comuns para pacientes oncológicas – não sejam tão agressivos ao sistema reprodutor. Entre os efeitos colaterais de um tratamento contra o câncer estão os danos causados ao tecido ovariano e o possível comprometimento da fertilidade. Mulheres em idade reprodutiva representam cerca de 10% dos casos de câncer de mama. Com a tendência atual de se postergar a maternidade, é possível que se dê cada vez mais o diagnóstico da doença antes mesmo de a mulher ter pensado em engravidar.

A insuficiência ovariana é uma complicação possível do tratamento do câncer de mama, normalmente como sequela da quimioterapia. Tal consequência pode aparecer depois do tratamento e, muitas vezes, é definitiva, levando à infertilidade. “Mais de 80% das mulheres em idade reprodutiva sobrevivem à doença. E muitas delas ainda não têm filhos, quando recebem o diagnóstico. Por isso, é fundamental falar da possibilidade de preservação da fertilidade antes de iniciarem qualquer tratamento potencialmente tóxico aos ovários”, a médica Tirza Ramos, do IVI Salvador.

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Advogada explica mudanças nas regras sobre auxílio alimentação e teletrabalho

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Por Dra. Esdra Rocha – advogada

O teletrabalho, ou trabalho remoto, ficou definido como sendo a prestação de serviço fora das dependências da empresa, de maneira preponderante ou híbrida, que, por sua natureza, não pode ser caracterizada como trabalho externo. A prestação de serviços nessa modalidade deverá constar expressamente no contrato individual de trabalho.

Com a Lei 14.442/2022, o teletrabalho, ou trabalho remoto, passa a ser prioritário para portadores de deficiência e funcionários responsáveis por menores de idade, além de poder ser adotado por estagiários e aprendizes.

“A referida Lei incluiu três possibilidades para o controle dos serviços dos empregados submetidos ao regime de teletrabalho: por horas trabalhadas, por produção ou por tarefa, o que, em tese, passa a facilitar a supervisão do trabalho pelo empregador”, declara a advogada especialista em Direito e Processo do Trabalho do Azi e Torres Associados Esdra Rocha.

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ARTIGO – Como o diálogo pode ajudar a transformar o cenário social e promover os conflitos construtivos em ano eleitoral

Fotos: Divulgação | Editada pelo Tribuna do Recôncavo

Por Liliane Sant’Anna e Nolah Lima – especialistas em Comunicação Não-Violenta 

Com a proximidade das eleições, as discussões motivadas por ideologias políticas cresceram muito e com elas, os desentendimentos familiares, os ataques em redes sociais, a divisão de grupos no trabalho, brigas e em casos extremos até registros de homicídios.

Um levantamento feito pela UniRio mostrou que os casos de violência política cresceram 335% no Brasil nos últimos três anos. No primeiro semestre de 2022 foram identificados 214 registros, enquanto no mesmo período de 2019, ano em que o estudo começou, foram contabilizados 47 casos.

O aumento dos registros também acontece se comparamos os números de 2022 com 2020, quando tivemos um período de eleição de prefeitos e vereadores nas cidades. De janeiro a junho daquele ano, o país teve 174 crimes cometidos contra políticos, aumento de 23%. O momento é extremamente prejudicial para a população como um todo, não só pelo lado criminal, mas, também pelo ponto de vista sociológico de desenvolvimento humano. (mais…)

ARTIGO – Empreender sem funcionários: conheça modelos de negócio de baixo investimento e menos burocracias

Foto: Pietro Pozzebon

Seja por necessidade ou oportunidade, a verdade é que o brasileiro demonstra uma grande capacidade para empreender. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Economia, o Brasil registrou um recorde no número de novas empresas abertas em 2020 ao encerrar o ano com uma média de 20 milhões de negócios ativos, o que representa um aumento de 6% em comparação a 2019. Já em 2021, o país saiu da 13ª posição no ranking de empreendedorismo mundial para a sétima, com base na pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor.

A decisão de abrir o próprio empreendimento parece ser uma aposta garantida. No entanto, embora seja uma trajetória cheia de desafios que exige coragem e resiliência, há uma estratégia que contribui para o sucesso nessa jornada: dar um passo de cada vez. Especialmente, em ocasiões de empreender pela primeira vez.

Para quem deseja evitar assumir um grande compromisso de imediato, uma ótima alternativa é investir em um negócio que não precise de funcionários. Inclusive, um recém divulgado estudo do Sebrae identificou que esse modelo de trabalho vem sendo a preferência dos brasileiros. No País, nove em cada dez empreendedores trabalham por conta própria Ou seja, uma média de 90% dos profissionais autônomos desenvolvem todas as funções da empresa, desde o investimento inicial até a venda ou a prestação de serviços. (mais…)

ARTIGO – Sabemos ouvir as urnas?

Foto: Fábio Pozzebom/ Agência Brasil

Por André Naves – Defensor Público Federal

A Democracia é, como se sabe, o governo do povo. Dito em outras palavras, é a construção de políticas públicas de acordo com os desígnios da maioria, respeitada a dignidade das minorias, sempre com a finalidade de concretização dos Direitos Humanos. Esses não constituem a panaceia aparelhada por certos grupos políticos que tanto desgastam seu próprio conceito. Na verdade, eles podem ser conceituados como a estruturação de iguais oportunidades, a partir das quais, mediante esforço individual, cada pessoa tem a livre oportunidade de desenvolver suas capacidades.

Importantíssimo, portanto, para o bom funcionamento democrático, que cada recado depositado nas urnas, na forma de votos, seja devidamente decifrado. O bom andamento democrático deita seus fundamentos, portanto, na decodificação da função comunicativa inerente a cada escolha eleitoral. Essa, assim, só poderá ser bem entendida por aqueles setores que se mantiverem relacionados à realidade popular, e nunca por aqueles que, descolados do contexto fático nacional, tentam impor agendas e ideologias importadas e pouco eficientes (ainda que, para esses grupos sociais, elas sejam altamente sedutoras).

O povo não suporta a arrogância! O povo envia recados pelas urnas: cabe aos atores políticos de sucesso decifrá-los. Culpar o cidadão pelo “voto errado” é uma maneira confortável de ampliar a desconexão entre aqueles setores que se arvoram de iluminados e ilustrados e os setores realmente populares. Vale lembrar que a vida cotidiana acontece longe das redes sociais, dominadas pelo “bom-mocismo de conveniências”, pelos “tribunais inquisitoriais da opinião pública” e pelo descolamento com a realidade. (mais…)