NEGÓCIOS: Como sustentar o crescimento da empresa sem perder coerência

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Por Julio Cesar Freitas, professor de gestão estratégia do design.

Sustentar o crescimento de uma empresa é o desafio que surge quando os resultados já são visíveis e a expansão se torna realidade. Nesse estágio do negócio, a prioridade não está mais em avançar, mas em preservar a coerência entre estratégia, estrutura de decisão e prática cotidiana. Muitas organizações descobrem, tardiamente, que crescer é apenas parte da equação. Crescimento em bases sólidas exige outros ingredientes.

Com o acúmulo de novas demandas, operações e decisões, a tensão entre expansão e sustentação estrutural cresce, recolocando em cena um paradoxo observado em outros contextos: os mesmos movimentos que impulsionam resultados também pressionam processos, governança e capacidade de coordenação. Processos antes suficientes tornam-se frágeis, a governança perde clareza e o ritmo das decisões começa a ser ditado mais pela urgência do que pelo critério. Nesse cenário, o crescimento permanece ativo, mas a articulação entre decisões, responsabilidades e prioridades começa a se dispersar.

O crescimento pode carregar esse paradoxo ao ampliar resultados enquanto tensiona estruturas e como a aceleração, quando substitui o critério, tende a transformar decisões estratégicas em respostas reativas. O ponto que se impõe agora é distinto: como sustentar coerência quando crescer se torna uma condição permanente da dinâmica interna. (mais…)

ARTIGO: Após seis anos, Senado aprova projeto que beneficia a reciclagem no Brasil

Foto: Meire Bitencourt

Por Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem.

Após seis anos de permanente atuação no Congresso Nacional, o setor de reciclagem conseguiu a aprovação no Senado, na última terça-feira (24), de um projeto que beneficia diretamente a cadeia do segmento. O trabalho contínuo das entidades representativas teve início há seis anos, motivado pela detecção de que um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) poderia causar graves impactos ao setor.

O PL 1.800/2021 autoriza o desconto em tributos (créditos tributários) na compra de materiais recicláveis e também isenta de tributos a venda de itens dessa natureza. O texto foi aprovado sem mudanças pelos senadores e agora segue para a sanção presidencial.

As entidades que representam a reciclagem no Brasil comemoraram a aprovação da matéria. “Um trabalho iniciado há seis anos, a partir da percepção do risco que o julgamento no STF traria ao nosso segmento, finalmente trouxe os resultados esperados”, afirma Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa). (mais…)

ARTIGO: A aprovação da lei da misoginia e o risco à liberdade de expressão

Imagem Ilustrativa de Anemone123 por Pixabay

Por Lucas Berlanza, jornalista.

O texto vago do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia foi aprovado no Senado sem oposição. Foram 67 votos a favor, incluindo senadores do PL e do NOVO, da direita brasileira, que acharam que precisavam fazer imagem de bons moços, cedendo a chantagens emocionais. ‘Ah, você não pode ser a favor de misoginia’; ‘ah, se for contra esse projeto, você quer matar mulheres’, ‘ah, é só não ser misógino’ – é o tipo de desculpa imbecil que os defensores de novas legislações para limitação do discurso, da liberdade de expressão, sempre suscitam. Seus chiliques procuram impor falsos remédios como se a nobreza da causa automaticamente os justificasse.

No país de Erika Hilton, em que basicamente alguém é processado e demandado a pagar R$10 milhões de multa por ‘opinar’ que mulheres têm útero; no país em que reportagem da Globo ilustra a lei dizendo que a pergunta irônica ‘tá de TPM?’ (por descortês e vulgar que possa ser) justificaria enquadramento do homem em algo que prevê reclusões de um a dois anos; é óbvio que esse tipo de artifício não protege ninguém da violência, só favorece a intimidação de desafetos e até adversários políticos ou ideológicos. Qualquer coisa pode ser considerada ‘aversão’, ‘discriminação’ ou ‘ódio’.

Tratamos com militantes para quem nascer branco ou ‘cis’ ou qualquer outra coisa semelhante já é automaticamente um atestado de ‘privilégio estrutural’ ou coisa que o valha. (mais…)

ARTIGO – O endereço também vende: como o espaço físico influencia a percepção do cliente

Imagem por Squirrel_photos de Pixabay

Por Nikolas Matarangas, CEO da Be In.

Muito além de um local de atendimento, o espaço físico passou a exercer um papel fundamental na construção da reputação das marcas. Em um cenário cada vez mais competitivo, o endereço onde uma empresa está localizada e a forma como seu ambiente é apresentado influenciam diretamente a percepção de profissionalismo, credibilidade e valor agregado aos olhos do cliente.

De acordo com um estudo publicado pela Harvard Business Review, consumidores tendem a associar ambientes organizados, bem iluminados e visualmente agradáveis a empresas mais confiáveis e competentes. A pesquisa aponta que o espaço físico atua como um ‘sinal silencioso’ de qualidade, impactando a forma como o cliente avalia não apenas o serviço, mas também a marca como um todo.

Outro levantamento, realizado pela CBRE (uma das maiores consultorias imobiliárias do mundo), indica que mais de 70% dos clientes consideram a experiência presencial determinante para formar opinião sobre uma empresa, especialmente em segmentos como serviços financeiros, saúde, educação e corporativo. O estudo também revela que espaços planejados influenciam positivamente o tempo de permanência do cliente e a propensão à recompra. (mais…)

ARTIGO: O maior problema do Brasil não está na economia

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Por Samuel Hanan, engenheiro.

Com frequência, os governos atribuem à falta de recursos a maior dificuldade para o enfrentamento dos principais problemas do país. Trata-se, entretanto, de um sofisma. O Brasil não enfrenta questões econômicas e financeiras tão graves a ponto de frear o desenvolvimento e garantir aos cidadãos de todo o país uma vida mais digna. A economia não é o problema.

Ao contrário do que se acostumou propagar, o atual estágio do Brasil não é culpa da falta de recursos financeiros ou da economia, mas de uma série de fatores que, reunidos, formam a tempestade perfeita. O que de fato afeta o país são problemas éticos, políticos e de gestão, todos eles com reflexos negativos na saúde econômico-financeira nacional.

Mentiras, falsas narrativas, corrupção e impunidade são faces bem visíveis da degradação ética da classe política, contaminando a sociedade com a falsa sensação de que o crime compensa ou que o mais importante é se dar bem a qualquer custo. É a Lei de Gérson ainda vigorando. Os problemas políticos parecem não ter fim, alimentados pela instituição da reeleição para cargos do Executivo, em 1997 – que faz o governante se preocupar em buscar um novo mandato já no primeiro dia de sua gestão –; pela transformação dos governos de coalizão em governos de cooptação, com a prática rotineira do toma-lá-dá-cá; e pela concessão sem fim de privilégios. (mais…)

Audiência pública no Senado debate restrição de ultraprocessados em escolas

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A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal realiza, nesta terça-feira (24/3), audiência pública com o objetivo de instruir o Projeto de Lei (PL) nº 4.501/2020, que dispõe sobre a comercialização, a propaganda, a publicidade e a promoção comercial de alimentos e bebidas ultraprocessados, além do uso de frituras e gorduras trans em escolas públicas e privadas em todo o país.

A proposta busca estabelecer regras para o ambiente alimentar escolar, restringindo a oferta e a divulgação de produtos ultraprocessados e incentivando a disponibilidade de opções mais saudáveis. A iniciativa reconhece o papel das escolas como espaços estratégicos na formação de hábitos alimentares desde a infância.

A audiência contará com a participação da presidente do Conselho Federal de Nutrição (CFN), Manuela Dolinsky, que integrará a mesa de debates, ao lado de especialistas, pesquisadores e representantes de organizações nacionais e internacionais. (mais…)