ARTIGO: Movimentar grandes quantias em dinheiro vivo pode acender alerta no Coaf

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Por Altino do Nascimento Alves – contador.

Em janeiro, se encerra um prazo importante no calendário de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no país. Até o dia 31 deste mês, pessoas físicas e jurídicas obrigadas por lei devem entregar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas. Apesar do tema parecer distante do cotidiano da maioria dos cidadãos, ele se conecta diretamente a práticas comuns, como movimentações em dinheiro vivo, saques frequentes e ausência de rastreabilidade, que, quando fora do padrão, acendem alertas para os órgãos de controle.

No dia a dia, o uso excessivo de dinheiro em espécie já não passa despercebido. Seja em pequenas empresas que evitam transações eletrônicas, seja em grandes instituições que realizam retiradas vultosas em caixa, o padrão é sempre observado. Esse tipo de movimentação é coibida pela legislação, exigindo que profissionais e organizações declarem, inclusive, quando não identificam operações suspeitas. A omissão, nesse caso, pode gerar sanções legais.

A Declaração de Não Ocorrência de Operações Suspeitas ao Coaf deve ser apresentada por pessoas físicas e jurídicas enquadradas na Lei nº 9.613/1998, que trata da prevenção à lavagem de dinheiro. A obrigação alcança setores considerados mais vulneráveis a esse tipo de crime, como empresas de fomento mercantil, comerciantes de joias, pedras e metais preciosos e profissionais e organizações contábeis. (mais…)

ARTIGO: Volta às aulas acende alerta sobre peso das mochilas e saúde da coluna infantil

Imagem Ilustrativa de Free-Photos por Pixabay

Por Dr. Álynson Larocca – ortopedista.

Com o início do ano letivo, um item essencial da rotina escolar volta ao centro das atenções: a mochila. Embora indispensável, o uso inadequado — especialmente o excesso de peso — pode provocar dores, alterações posturais e impactos negativos na coluna de crianças e adolescentes. O alerta é reforçado por especialistas em ortopedia, que chamam a atenção para cuidados simples, mas decisivos, na prevenção de problemas musculoesqueléticos.

De acordo com o médico ortopedista Dr. Álynson Larocca, a mochila escolar não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança ou do adolescente. ‘Quando esse limite é excedido de forma contínua, o corpo passa a compensar o desequilíbrio, o que pode gerar dores nas costas, nos ombros e até alterações na postura ao longo do crescimento’, explica.

Além do peso, a escolha do modelo adequado faz toda a diferença. O especialista recomenda mochilas com duas alças largas, acolchoadas e ajustáveis, que permitam a distribuição equilibrada da carga. ‘Modelos de uma alça só ou carregados apenas em um ombro devem ser evitados. Eles forçam a coluna para um dos lados e aumentam o risco de desalinhamentos’, destaca Larocca. (mais…)

ARTIGO: Oftalmologista alerta pais para exames de rotina antes da volta às aulas

Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Por Regina Cele – oftalmologista.

As férias estão terminando e com elas vêm os preparativos: material escolar, uniforme, horários. Mas você já parou para pensar que cerca de 80% do aprendizado das crianças acontece por meio da visão?

Muitos pais não se dão conta, mas por trás das dificuldades enfrentadas pelos pequenos em sala de aula podem estar problemas relacionados à visão. De acordo com um levantamento feito pelo projeto social Em Um Piscar de Olhos com 110.700 crianças e adolescentes de 6 meses a 15 anos, de nove estados brasileiros, problemas de visão atingem cerca de 19% dos brasileiros em idade escolar – 23 milhões de pessoas.

A médica oftalmologista Regina Cele, Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo, Sócia e Diretora da HCLOE Oftalmologia Especializada faz um alerta para os pais com filhos em idade escolar: ‘Janeiro é um dos meses com mais consultas agendadas para os pequenos. É o momento para fazer a avaliação ocular, a revisão dos óculos e observar a visão das crianças e dos adolescentes. Muitas vezes, dificuldades de concentração ou baixo rendimento escolar podem estar relacionados a problemas visuais não diagnosticados, como miopia ou astigmatismo.’, explica. (mais…)

Avaliações de proprietários influenciam escolhas mais conscientes no mercado automotivo

Imagem de Luk Luk do Pixabay

Relatos de quem usa o veículo no dia a dia ajudam consumidores a fazer escolhas mais conscientes e alinhadas à realidade de uso.

Na busca por um carro novo ou usado, os consumidores brasileiros têm recorrido cada vez mais às avaliações deixadas por proprietários para embasar suas decisões. Comentários publicados em sites especializados, redes sociais e plataformas de compra e venda passaram a ocupar um espaço relevante no processo de escolha, ao oferecerem uma visão prática sobre o desempenho e o comportamento dos veículos fora dos testes controlados.

A mudança no perfil do comprador passa pela busca por menos incertezas e por uma compreensão mais clara de como o automóvel se comporta na rotina diária. Ao reunir experiências variadas, as avaliações de proprietários complementam os dados técnicos e contribuem para uma expectativa mais realista sobre o uso do veículo após a compra.

Do discurso técnico à experiência cotidiana

Tradicionalmente, a escolha de um veículo se apoiava em fichas técnicas, campanhas publicitárias e avaliações feitas por especialistas do setor. Esses conteúdos continuam sendo fontes importantes, mas não contemplam todas as variáveis do uso diário.

É nesse ponto que entra a opinião dos donos, que descrevem situações comuns como deslocamentos urbanos, viagens frequentes e o impacto do trânsito intenso no consumo e no conforto. (mais…)

ARTIGO: Seu corpo está pronto para o Carnaval? Como se preparar para dias de festa sem lesões

Imagem de MCvec por Pixabay

Por Anderson Téu – educador físico e personal trainer

Blocos que atravessam o dia inteiro, quilômetros caminhados, dança intensa, calor e poucas horas de descanso transformam o Carnaval, na prática, em uma maratona física. Mesmo assim, muita gente encara a festa sem preparo, apesar do aumento da visibilidade do fitness no dia a dia, a prática regular de atividade física ainda não é um hábito consolidado no país, segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil  4ª edição (2025), apenas cerca de 5% da população brasileira frequenta academias ou centros de atividades físicas. Esse contraste ajuda a explicar por que, ao fim da folia, são comuns relatos de dores musculares, fadiga intensa e até lesões que poderiam ser evitadas com preparo prévio.

Segundo Anderson Téu, educador físico e personal trainer da Academia Gaviões, o principal erro é acreditar que o corpo ‘aguenta tudo’ sem preparo. ‘Exige resistência cardiovascular, força muscular e capacidade de recuperação. Mesmo uma preparação simples já reduz o desgaste e o risco de lesões, além de permitir aproveitar mais dias de festa’, explica. A seguir, o profissional listou algumas orientações práticas que ajudam a curtir a folia com mais segurança.

  1. Invista em um condicionamento prévio (mesmo que leve)

‘Não é preciso virar atleta para aguentar a folia, mas preparar o corpo com antecedência faz muita diferença. O ideal é começar duas a três semanas antes, com estímulos leves de força e mobilidade, duas ou três vezes por semana’, orienta o personal.

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ARTIGO: Alterações visuais repentinas exigem avaliação rápida, alerta oftalmologista

Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Por Dr. Matheus Andrade – oftalmologista

Você já sentiu algum clarão inesperado, percebeu pontinhos escuros na visão ou conheceu alguém que notou uma ‘sombra’ que parecia crescer no campo visual e resolveu esperar para ver se melhorava sozinho? Esses sinais, muitas vezes minimizados, podem indicar uma emergência que não dá margem para hesitação: o descolamento de retina. O problema evolui rápido e pode comprometer a visão de forma irreversível.

Para o Dr. Matheus Andrade, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte, reconhecer esses alertas é decisivo. ‘A retina é um tecido nervoso extremamente sensível. Quando ela se solta, começa a morrer. Cada minuto interfere diretamente no resultado final’, afirma.

O médico explica que o descolamento ocorre quando o tecido responsável por captar a luz perde sua aderência, causando danos progressivos. ‘Se a retina é recolocada rapidamente, a recuperação visual costuma ser muito melhor”, destaca. O atraso no atendimento, por outro lado, reduz bastante o prognóstico. ‘Com o passar do tempo, a dificuldade de recuperação aumenta”, reforça o especialista. (mais…)