A perda auditiva vai muito além da dificuldade para escutar. O tema ganhou destaque nacional após o Globo Repórter abordar a relação entre audição, cérebro, equilíbrio, envelhecimento e qualidade de vida.
Um dos pontos que chamam atenção é que os primeiros sinais nem sempre são percebidos como um problema de audição. Dificuldade para acompanhar conversas em ambientes barulhentos, cansaço depois de falar com outras pessoas e problemas de concentração podem estar entre os indícios.
Para a fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes dos Santos, a repercussão do tema ajuda a ampliar a compreensão sobre a importância da saúde auditiva.
“Um programa desse alcance coloca a audição no centro da conversa sobre saúde geral, e não apenas como uma questão isolada”, afirma a especialista.
Perda auditiva pode afetar o cérebro?
Pesquisas científicas vêm investigando a relação entre perda auditiva não tratada e declínio cognitivo. Uma das hipóteses é que, quando o cérebro precisa fazer esforço constante para compreender sons e conversas, outros processos cognitivos podem ser prejudicados.
Isso ajuda a explicar por que a audição passou a ser estudada não apenas como uma questão relacionada aos ouvidos, mas também dentro de uma perspectiva mais ampla de saúde cerebral e envelhecimento saudável.
Audição e equilíbrio estão relacionados
A relação entre audição e equilíbrio também merece atenção. Estruturas localizadas no ouvido interno participam do sistema responsável pela estabilidade e pela orientação espacial do corpo.
Por isso, alterações nessa região podem estar relacionadas a problemas de equilíbrio e maior risco de quedas, especialmente entre pessoas mais velhas.
Fones de ouvido podem prejudicar a audição?
Outro alerta envolve o uso frequente de fones de ouvido em volumes elevados. A exposição prolongada a sons muito intensos pode provocar danos auditivos, muitas vezes de forma gradual e silenciosa.
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos estejam sob risco de desenvolver problemas auditivos evitáveis devido à exposição a sons muito altos.
“É um dano cumulativo e, na maioria das vezes, silencioso. Por isso, controlar o volume e fazer pausas para os ouvidos são hábitos importantes”, explica Gisele.
Novas tecnologias ajudam quem perdeu a audição
O avanço tecnológico também mudou a experiência de quem precisa de aparelho auditivo. Os dispositivos atuais podem contar com conectividade, recursos de inteligência artificial e sistemas capazes de melhorar a compreensão da fala em diferentes ambientes.
Segundo a especialista, a tecnologia deixou os aparelhos auditivos mais próximos de dispositivos inteligentes, ampliando as possibilidades de comunicação e participação social.
“Não se trata apenas de amplificar o som: é uma ferramenta que devolve autonomia, participação social e bem-estar”, afirma.
Além dos aparelhos auditivos, pesquisas buscam novas alternativas para o tratamento da surdez. Para Gisele, a evolução da área reforça a importância de procurar avaliação especializada diante dos primeiros sinais de dificuldade para ouvir.
Com informações da WSA.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.


Na foto, um homem falando de frente para outro homem | Imagem de Gerd Altmann por Pixabay










Imagem de Gerd Altmann por Pixabay


































Imagem de Alterio Felines do Pixabay

























































