A inteligência artificial, a automação do trabalho intelectual, a necessidade de atualização constante, os novos modelos de trabalho e a preocupação com a saúde mental estão entre as principais transformações.
O mercado de trabalho passa por mudanças cada vez mais rápidas, impulsionadas pela inteligência artificial, pela automação, pelos novos modelos de trabalho e pela necessidade de atualização profissional constante.
Para Márcio Monson, CEO da Selecty, empresa especializada em tecnologia para recrutamento e seleção, o cenário representa uma mudança estrutural na forma como profissionais e empresas se relacionam com o trabalho.
“O mercado está se transformando em uma velocidade que não víamos antes.”
Inteligência artificial chegou ao ambiente de trabalho
A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita às grandes empresas e passou a fazer parte de atividades cotidianas. Ferramentas de IA já são utilizadas para produzir textos, resumir reuniões, analisar dados, organizar informações e auxiliar na tomada de decisões.
Segundo Monson, o impacto não está apenas na substituição de tarefas, mas também no aumento da produtividade.
A tendência, de acordo com o especialista, é que a IA se torne cada vez mais integrada às atividades profissionais, a exemplo do que ocorreu com a internet.
Automação também avança sobre o trabalho intelectual
A automação, antes mais associada às atividades industriais e operacionais, também chegou aos escritórios. Profissionais de áreas como marketing, direito, tecnologia, recrutamento e vendas já convivem com sistemas capazes de executar parte das tarefas.
Isso não significa necessariamente o desaparecimento dessas profissões, mas uma mudança nas competências mais valorizadas.
Interpretação, criatividade, relacionamento e visão estratégica tendem a ganhar importância diante da automação de tarefas repetitivas.
Capacidade de adaptação ganha importância
A atualização profissional contínua passou a ser uma necessidade em um mercado que muda rapidamente.
Conceitos como reskilling, que envolve o desenvolvimento de novas habilidades para exercer outras funções, e atualização constante estão cada vez mais presentes na trajetória profissional.
Para Monson, a capacidade de aprender rapidamente pode ser tão importante quanto o conhecimento técnico acumulado.
Debate sobre trabalho presencial e remoto continua
Cinco anos após o início da pandemia, empresas e profissionais ainda buscam o modelo de trabalho mais adequado.
O cenário aponta para uma maior adoção de formatos híbridos, combinando atividades presenciais e remotas. A flexibilidade também passou a ser um fator valorizado por muitos trabalhadores.
Segundo o especialista, nem o trabalho remoto integral nem o retorno completo ao modelo presencial se consolidaram como soluções universais.
Saúde mental ganha espaço nas empresas
A pressão por produtividade, a necessidade de atualização constante e a insegurança diante das transformações também colocam a saúde mental dos trabalhadores no centro das discussões.
Para Monson, ambientes de trabalho saudáveis, lideranças preparadas e culturas organizacionais equilibradas deixaram de ser apenas diferenciais e passaram a influenciar a capacidade das empresas de atrair e manter profissionais.
Mercado em transformação
Na avaliação do CEO da Selecty, as mudanças tecnológicas e comportamentais estão acontecendo simultaneamente, criando um cenário de desafios, mas também de oportunidades.
Para ele, mais importante do que tentar descobrir quais profissões irão sobreviver é desenvolver a capacidade de adaptação às novas condições do mercado.
A tendência é que profissionais capazes de aprender continuamente e acompanhar as transformações tenham melhores condições para aproveitar as oportunidades que surgirem.
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Com informações da Selecty.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.
















Imagem de Alterio Felines do Pixabay









Foto: Elza Fiúza/ ABr / Fotos Públicas












































































