Preço dos Combustíveis se Estabiliza em Patamares Elevados em Abril, Aponta IBPT

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Após um pico de alta em março, o mercado de combustíveis no Brasil entra em um período de estabilização em abril, mas os preços permanecem elevados. Apesar da queda no preço do etanol, a desigualdade regional revela que as regiões Norte e Nordeste enfrentam maior pressão, com aumentos de até 30% no diesel. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o mercado passou por uma mudança significativa, com o etanol ganhando protagonismo como alternativa frente aos combustíveis fósseis, mas sem representar um alívio estrutural.

Durante o mês de março, o mercado de combustíveis sofreu aumentos contínuos, com o diesel chegando a uma alta de 25%. Contudo, em abril, o cenário de estabilização começou a se desenhar, ainda que os preços se mantenham elevados. O etanol, em algumas regiões, apresentou queda devido ao aumento da oferta, oferecendo uma alternativa de alívio, especialmente no Sul e Sudeste. No entanto, a mudança não traz alívio imediato ou estrutural para o país, uma vez que o mercado continua vulnerável à volatilidade externa e à falta de infraestrutura regional eficiente.

A fragmentação regional é um dos principais desafios identificados pelo IBPT. Enquanto o Centro-Sul consegue mitigar a pressão com o uso do etanol, as regiões Norte e Nordeste permanecem mais expostas aos preços internacionais e ao alto custo logístico. O diesel nesses locais sofreu uma alta superior a 30% devido à maior dependência de importações. A análise do IBPT revela que sem melhorias significativas na logística e política energética, as disparidades regionais podem continuar a afetar a competitividade e o custo de vida no Brasil.

Com informações do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) – Adaptado pela Tribuna do Recôncavo.

Diesel sobe 14,7% e impacta fretes e custo de vida no Recôncavo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras elevou o preço do combustível em todo o Brasil, com impacto direto na Bahia e no Recôncavo Baiano. A alta média foi de 14,7% em um mês, fazendo o valor subir de R$ 5,74 para R$ 6,59 por litro em março de 2026, segundo a Gestran.

Na região Nordeste, onde a Bahia está inserida, foi registrada a maior variação do país (+15,57%), intensificando os efeitos sobre o transporte de cargas e a economia local. O preço final ao consumidor inclui não apenas o reajuste nas refinarias, mas também impostos, custos de distribuição e margens dos postos.

Com o diesel mais caro, transportadoras da Bahia e do Recôncavo já sentem o impacto no aumento dos custos operacionais, o que pressiona o valor dos fretes e tende a refletir diretamente no preço final de produtos. Esse cenário também deve pesar no bolso da população, com alta na cesta básica, já que o encarecimento do transporte influencia a distribuição de alimentos e itens essenciais na região.

Fonte: Adaptado de Tribuna do Recôncavo – Fonte: Gestran (Radar de Preços do Mercado de Combustíveis).