Não ter amigos equivale a fumar 15 cigarros por dia

Sabia que a solidão pode prejudicar tanto a saúde mental como a física? Ser excluído de interações sociais não é um problema apenas de pessoas mais velhas, podendo afetar qualquer faixa etária. E segundo várias pesquisas, fisicamente pode ser equivalente a fumar cerca de 15 cigarros por dia.

A solidão e a falta de interações sociais pode tornar os indivíduos mais propensos a sofrer de depressão. A falta de estímulo faz com que pessoas solitárias tenham uma probabilidade de cerca de 64% mais elevada de desenvolver doenças como a demência (causando o declínio cognitivo) e cardiovasculares (provocando a incidência de ataques cardíacos e o aumento de mortes prematuras).

O fato é que a solidão não afeta apenas a saúde mental de uma pessoa, mas também pode afetar a parte física. O isolamento social eleva o risco de mortalidade em 26%, além de aumentar o risco de hipertensão e de obesidade. Num estudo recente, realizado por uma equipe de investigadores da Universidade de Berkely, nos Estados Unidos, foi revelado que o impacto de não ter amigos equivale a fumar 15 cigarros por dia. (mais…)

Infectologista alerta para risco de confundir sintomas de leptospirose e virose

Com sintomas iniciais como febre, dor no corpo, de cabeça e cansaço, a leptospirose pode ser confundida com uma virose ou dengue. A confusão arriscada foi um alerta feito pelo infectologista Claudilson Bastos. Com 47 notificações na Bahia somente em 2019, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a doença infecciosa é causada pela bactéria Leptospira, e, se não tratada, pode ter consequências graves. Nesta semana, a morte do instrutor do FitDance Cleidson Salustiano dos Santos, após contrair a doença, acabou alertando a população. Ele tinha apenas 37 anos.

A transmissão da doença ocorre pelo contato de pessoas com a urina dos animais infectados ou pela exposição a água contaminada pela bactéria. A Leptospira pode se hospedar em animais de diferentes espécies, como ratos, porcos e até cães, segundo o infectologista. O médico pontou ainda que, quando agravada, “a leptospirose pode comprometer a vida do paciente, pois pode afetar os rins, fígado e até o cérebro”. O diagnóstico da doença é feito através de um exame de sangue e de sorologia. E o tratamento, feito através de antibióticos, dura no mínimo sete dias. Nos casos mais graves, há necessidade de internação.

Desde 2015 a Bahia contabilizou 1.062 notificações relacionadas a leptospirose, entre casos confirmados, descartados e inconclusivos, segundo dados da Sesab. O total de casos confirmados neste período foi de 333. Mas o número de casos da doença pode ser reduzido de uma forma relativamente simples. Bastos destacou a necessidade de colaboração da população, e não só do poder público, para evitar a contaminaçao. Segundo ele, a falta de educação das pessoas, ao descartarem lixo de modo irregular, contribui para a disseminação da leptospirose. (mais…)

Estresse infantil existe, pode ser tóxico e causar danos a longo prazo

Nas grandes cidades tem sido cada vez mais comum encontrarmos adultos estressados e com uma rotina corrida. O problema é que os efeitos nocivos desse estilo de vida têm afetado também as crianças, acarretando muito mais problemas de saúde física e mental na turminha do que se imagina.A médica pediatra Dra. Flavia Oliveira, da clínica Medprimus, da capital paulista, conta que o estresse tóxico aparece principalmente nas crianças com a agenda cheia de compromissos, que acabam sobrecarregadas de atividades e são cobradas pelo alto desempenho, além daquelas que passam por algum tipo de abuso ou violência, seja ela física ou verbal. Ou ainda crianças que fazem o uso exagerado de tablets e celulares.

“A criança estressada apresenta menor desenvolvimento cognitivo, dificuldade de aprendizado, distúrbios do sono e de comportamento. Futuramente, podem ser adultos com hipertensão, obesidade, depressão e doenças cardíacas”, conta Dra. Flavia. Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostrou que o estresse infantil pode ser dividido em três tipos: positivo, tolerável e tóxico. A divisão é feita de acordo com as reações às situações estressoras. O estresse positivo é gerado por situações cotidianas da criança, como ir à escola, tomar vacinas, injeções. As crianças têm de passar por essas situações, que podem ser trabalhadas para que elas aprendam a lidar com frustrações.

O estresse tolerável ocorre quando a criança passa por uma situação com um nível acima do que ela conseguiria lidar. Porém, mesmo sendo um estresse elevado, o suporte familiar adequado pode ajudá-la a criar e trabalhar estratégias para suportar o momento. Exemplo disso é a morte de um parente ou mudança de alguém próximo à criança. Já o estresse tóxico é resultado de situações graves o suficiente para superar a capacidade da criança de lidar com os desafios, mas ela não tem estratégias para lidar. “Isso eleva o nível de cortisol no sangue, ocorre uma descarga de adrenalina e pode levar à perda de sinapses e limitações posteriores no aprendizado”, diz Dra. Flavia Oliveira. (mais…)

Anvisa aprova revogação de decisão que exigia limite de 12 camisinhas por embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou a revogação da decisão que limitava a quantidade máxima de 12 preservativos por embalagem.

De acordo com o órgão, não há uma justificativa técnica convincente, considerando a decisão anteriormente tomada como excessiva.

A Agência garantiu que com a mudança, não haverá risco sanitário para a população, além disso, a recente medida torna amplo “o acesso a preservativos e outros insumos estratégicos”. O pedido para a revogação da exigência partiu dos fabricantes de preservativos.

Bahia Noticias

Transtornos mentais estão entre as maiores causas de afastamento do trabalho

Foto: Pixabay

O trabalho é uma parte importante da vida e precisa ser fonte de realização, sustento e crescimento. Muitas vezes, porém, não é isso que acontece e a atividade laboral se torna causa de adoecimento. Quando falamos em Saúde e Segurança do Trabalho, o que vem à mente inicialmente são os acidentes e as patologias físicas. Nos últimos anos, porém, as estatísticas apontam que os transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento no Brasil. Diante desse cenário, é preciso falar sobre assunto e profundar os motivos que levaram a esse quadro – e como evitar que ele se agrave.

Neste mês de abril, destinado a estimular a prevenção, saúde e segurança do trabalho, a necessidade de se atentar para a saúde mental no ambiente laboral se sobressai, especialmente considerando dados recentes sobre o tema. Conforme a Previdência Social, em 2017, episódios depressivos geraram 43,3 mil auxílios-doença, sendo a 10ª doença com mais afastamentos. Já doenças classificadas como outros transtornos ansiosos também estão entre as que mais afastaram, na 15ª posição, com 28,9 mil casos. O transtorno depressivo recorrente apareceu na 21ª posição, com 20,7 mil auxílios.

O aumento de jornadas exaustivas, imposição de metas abusivas, falta de reconhecimento e autonomia no ambiente de trabalho são algumas das possíveis causas de tantos afastamentos ligados à saúde mental. “Além disso, o excesso de auto cobrança e uma tentativa desenfreada de querer responder a demanda de um ‘outro Institucional’ como forma de validar seu trabalho, ultrapassando assim seu próprio limite e negligenciando sua vida social e lazer, contribuem para estas estatísticas”, a alerta o psicólogo e diretor técnico da Holiste Psiquiatra, Ueliton Pereira. (mais…)

Qual é o problema de amamentar os filhos em locais públicos?

O Senado Federal aprovou o projeto de lei que veda o constrangimento a mães que amamentem em público. Pelo texto, atitudes voltadas a segregar, discriminar, reprimir ou constranger mãe e filho no ato da amamentação serão consideradas como ilícito civil e a pena para quem proibir a amamentação é de multa com valor não inferior a dois salários mínimos.

Alimentar os filhos em lugares públicos, sejam eles de natureza estatal ou privada, como praças, pontos de ônibus, restaurantes, centros de compra ou supermercados, não deveria causar espanto ou qualquer constrangimento. Em síntese, se o espaço ou estabelecimento permitir o livre trânsito de pessoas, está liberada a amamentação. É preciso entender que a amamentação é um direito da criança e da mulher que assume a responsabilidade grandiosa de propiciar o desenvolvimento sadio e afetivo do seu filho.

Amamentar é um processo natural que deveria ser entendido como um ato essencialmente necessário para a sobrevivência da raça humana. O que é estranho, na verdade, é a necessidade de existir uma lei para garantir esse direito à mulher e à criança. O médico Clécio Lucena, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais, afirma que “a amamentação é uma das mais importantes formas de estabelecimento de vínculo entre mãe e bebê”. Segundo ele, o puerpério (pós-parto) é uma fase difícil para a mulher e o aleitamento pode interferir positivamente para diminuir efeitos psicológicos negativos que podem aparecer com o início da maternidade. (mais…)