Com a proximidade do inverno, que se iniciará no próximo dia 21, estados do nordeste brasileiro estão em alerta para o período chuvoso na região. Junto com a chuva e mais áreas com água empossada, espera-se o aumento de casos de doenças causadas pelos mosquitos Aedes aegypti, vetor da Dengue, Zika e Chikungunya, entre outras arboviroses. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde da Bahia, até setembro de 2020, houve um aumento de 320,9% no número de casos prováveis de chikungunya em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de casos de zika aumentou 48% e não registrou mortes. Já a dengue registrou alta de 32,7% e cinco mortes.
O médico infectologista do serviço de imunização do Sabin em Salvador, Claudilson Bastos, aponta que outro aspecto de alerta são os sintomas semelhantes aos da Covid-19. As doenças possuem alguns sintomas em comum: febre, dor ao redor dos olhos, dor muscular, articular e de cabeça, enjoo e vômito. Porém com cuidados e tratamentos diferentes “as enfermidades causadas pelo mosquito Aedes aegypti, não costumam causar sinais respiratórios como coriza, nariz entupido ou tosse. Além disso, também, podem gerar manchas vermelhas na pele e sangramentos de mucosas, especialmente nos casos mais graves”, explica.
O Laboratório Sabin, ainda em 2016, desenvolveu o primeiro teste no Brasil para identificar Dengue, Zika e Chikungunya em um único exame, PCR Combo. A pesquisa foi reconhecida no maior Congresso da área no mundo, promovido pela American Association for Clinical Chemistry (AACC), o teste foi desenvolvido para o mercado para apoiar o médico assistente em um diagnóstico mais preciso no momento em que os pacientes mais necessitavam, em plena epidemia de Zika no Brasil. (mais…)


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