Carnaval: Evite contágio de doenças pela boca

Imagem de Free-Photos por Pixabay

Segundo levantamento divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde, o Brasil conseguiu evitar 2,5 mil mortes causadas pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids, sigla em inglês) entre os anos de 2014 e 2018. Apesar dos números, o órgão estima que atualmente 135 mil brasileiros vivem com HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana, na tradução) e não sabem.

O cirurgião-dentista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) Alexandre Martins explica que a cavidade bucal pode ser a porta de entrada para uma série de doenças, incluído o HIV, no caso do sexo oral. Daí a importância de uso de preservativo nesta prática, além do hábito de visitas regulares ao dentista para a detecção dos primeiros sinais da Aids. “Muitas lesões bucais surgem por consequência do declínio do sistema imunológico dos pacientes soropositivos. Por isso, em uma consulta de rotina, a doença pode ser identificada”, comenta.

O especialista destaca que nem toda ferida na cavidade bucal pode ser diretamente associada à Aids, pois aftas são itens relativamente comuns na maioria das pessoas e não estão diretamente relacionadas a uma doença específica. Apesar disso, manchas esbranquiçadas na língua e feridas persistentes na boca devem ser consideradas sinais de alerta.

Prevenção

O especialista explica que a saliva não possui uma quantidade viral suficiente para que uma pessoa possa se contaminar com o HIV por meio de um beijo em um indivíduo soropositivo, por exemplo. Contudo, cáries e infecções sexualmente transmissíveis, como herpes, sífilis, gonorreia e o Papilomavírus Humano (HPV), podem sim ser transmitidas por meio deste contato.

Outra doença que precisa estar no radar das pessoas, principalmente em época de festividades como o Carnaval, é a Mononucleose, conhecida também como enfermidade do beijo. Trata-se de uma doença infecciosa, assintomática, causada pelo vírus Epstein-Barr e transmitida pelo contato íntimo de salivas.

O cirurgião-dentista destaca que a melhor forma de prevenção é evitar beijar pessoas com feridas na boca e sempre realizar todos os tipos de relações sexuais com proteção. “Outra dica muito importante é evitar colocar as mãos na boca, principalmente quando estiver em locais com grande aglomeração de pessoas, pois vírus como os da herpes podem ser transmitidos ao tocar uma ferida e levar a mão à cavidade bucal”, finaliza.

Matéria: Karina Gaudereto, Harley Moreira  e Raquel Brito/ Seconci-SP

Ministério da Saúde quer eliminar sarampo do país até julho

O Ministério da Saúde estipulou como meta erradicar o sarampo até julho deste ano. A declaração do secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério, Wanderson de Oliveira, ocorreu nesta sexta-feira, dia 14, após a morte de uma criança de 9 anos no Rio de Janeiro. “Nossa meta é eliminar com o sarampo até 1º de julho de 2020. Para isso temos que ter adesão da população e dos gestores estaduais e municipais”.

O ministério lança no sábado, dia 15, o Dia D de vacinação contra o sarampo. O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, lamentou a morte da criança e acrescentou que a fatalidade serve de alerta para os pais e responsáveis vacinarem as crianças. “A morte dessa criança, tragicamente, é o maior alerta que a gente pode fazer para que os pais levem as crianças aos postos de saúde do Brasil inteiro para fazer a vacina”.

Segundo dados do ministério, o Brasil tem, atualmente 337 casos de sarampo registrados e confirmados. Foi feita uma campanha de mobilização contra o sarampo no ano passado, mas Wanderson de Oliveira lamentou a baixa adesão entre os adultos. “O movimento foi preparado para eliminarmos o sarampo do território nacional. Então, começamos numa primeira fase com crianças menores de 5 anos. Depois, numa segunda fase, de 20 a 29 anos. Nessa fase, a vacinação foi muito baixa. Distribuímos 9 milhões de doses de vacina e fizemos pouco mais de 1,8 milhão”. (mais…)

Especialista esclarece mitos sobre dor muscular após o treino

Muita gente já deu largada em seu projeto verão, mesmo aqueles retardatários. A poucos dias da maior festa de rua do planeta, algumas pessoas ganham uma dose extra de animação e chegam à academia com a promessa de não desistir.

Para alguns, a ideia é ir além da estação e treinar com força total! Mas com tanta energia acumulada e com o curto tempo para um resultado desejado, ao terminar os treinos, algumas pessoas sentem aquelas dores e aí é hora de entender como identificar o que pode ser comum daquilo que pode causar lesão. Existem diversas adaptações no corpo e no pós treino, algumas podem passar despercebidas por ocorrerem de forma muito discreta.

“Quando uma pessoa faz um exercício novo ou mais intenso, há sempre uma sensação de dor na região no dia seguinte. Isso ocorre porque durante a sobrecarga ocorrem microlesões nas fibras musculares e, com isso, inicia-se um processo inflamatório no local – que faz parte de um processo de adaptação do sistema neuromuscular”, explica Guilherme Reis, Coordenador Geral da Rede Alpha Fitness.

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Doença do Beijo: Risco de infecção cresce no Carnaval

É fevereiro, é Carnaval, é festa! O período mais animado do ano pode ser o cenário perfeito para a mononucleose. Isso porque o vírus Epstein-Barr (VEB), da mesma família do herpes, é transmitido, principalmente, pela saliva e por objetos compartilhados, como copos e canudos. Devido ao modo de contágio, a enfermidade ficou popularmente conhecida como a doença do beijo.

De acordo com a infectologista da Doctoralia, Flávia Cunha Gomide, a doença apresenta sintomas que perduram de duas a quatro semanas. “Os principais são febre, gânglios inchados no pescoço, virilhas e axilas, cansaço, dores no corpo, dor e inflamação na garganta e erupção cutânea”, revela.

Por ter sintomas parecidos com os de outras infecções (como amidalite bacteriana e até HIV em fase muito inicial), ao notar os sinais, é importante procurar um médico para o diagnóstico correto. “Não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizem os sintomas”, conta Flávia.

Confira abaixo as dicas de prevenção da infectologista Flávia Cunha Gomide, membro da Doctoralia:

Tenha hábitos saudáveis. Exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam sua resistência para se defender contra infecções;

Cubra a boca com a parte interna do braço, quando for tossir ou espirrar;

Não compartilhe alimentos, pratos, copos e outros utensílios;

Higienize as mãos com álcool gel; e,

Mantenha a sua vacinação em dia.

ASCOM

Exercícios físicos durante a gestação são aliados da saúde e bem-estar

Não há dúvidas quando o assunto são os benefícios que os exercícios físicos promovem à saúde. E durante o período de gestação não é diferente. O ideal é que cada mulher entenda assuas limitações, mas que não deixe de lado a prática da atividade física que proporcione um maior bem-estar, em conjunto com uma alimentação balanceada, e uma gravidez mais ativa.

Segundo Guilherme Reis, Coordenador Geral da Rede Alpha Fitness, os exercícios físicos podem ser iniciados em qualquer fase da gestação, desde que o médico autorize a prática e que a grávida tenha um acompanhamento de um profissional de educação física. Além disso, os exercícios podem ajudar a diminuir o estresse e a ansiedade, aumentar a autoestima, e reduzir as dores nas costas, devido ao ganho de peso normal do período.

A prática regular de atividade reduz também o risco de desenvolvimento de diabetes gestacional. O risco de pré-eclâmpsia e parto cesáreo também é reduzido pelos efeitos fisiológicos do exercício físico. Há ainda uma redução no acúmulo de água nos membros inferiores. (mais…)

Contato com água das chuvas, que são típicas do Verão, aumentam riscos de leptospirose

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Pancadas de chuva são comuns nos meses de Verão devido ao aumento da temperatura característico do período. Porém, o grande volume de água pode provocar alagamentos e transtornos, e a população afetada é exposta a doenças como a leptospirose. O contato direto com a água da chuva pode representar um risco elevado de contaminação. Nos últimos dias a chuva tem provocado estragos em cidades dos estados da Região Sudeste e em algumas regiões da Bahia, aumentando a probabilidade de alagamentos, deslizamentos de encostas, queda de barreiras e transbordamentos de rios. Por isso, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para riscos de leptospirose;

Os principais agentes transmissores da doença são os ratos, que por meio da urina eliminam a bactéria causadora da doença, a Leptospira. Portanto, evitar o contato com a água de enxurradas e enchentes é o mais recomendado como medida preventiva, assim como evitar lavar sem proteção adequada quintais, caixas de esgoto e áreas que possam ter sido contaminadas.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a leptospirose é uma doença de alta incidência no país e em manifestações mais graves a letalidade pode chegar a 40% dos casos. Por isso, de acordo com o Dr. Ivan França, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, evitar o contato com água de enchentes é a melhor forma de prevenção. “Quando essas enchentes acontecem, a urina de ratos existente em esgotos e bueiros mistura-se a água das enxurradas e lama”, explica. (mais…)

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