Maior legado deixado por Santa Dulce dos Pobres e um dos maiores complexos de saúde do Brasil com atendimento 100% gratuito, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) podem fechar as portas dentro de dois meses. A instituição filantrópica, que desde o início do ano já havia alertado a sociedade para a pior crise financeira da sua história, afirmou que enfrenta hoje uma situação desesperadora com a promulgação da lei que instituiu o piso salarial para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiros.
Até junho de 2022, o déficit acumulado da entidade era de R$ 13 milhões, com previsão de chegar a R$ 26 milhões até o final do ano. Contudo, com o piso salarial dos profissionais de enfermagem sancionado, a projeção aponta agora para um déficit acumulado da ordem de R$ 42 milhões para dezembro deste ano.
“Antes da promulgação da lei o cenário já era angustiante, por conta do subfinanciamento do SUS, cujo contrato não é reajustado há 5 anos; pela chegada da pandemia do novo Coronavírus; e pelo avanço da inflação nos preços dos insumos, como material hospitalar e medicamentos”, explicou a superintendente da OSID e sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes.
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