Randolfe protocola requerimento para nova CPI da Covid no Senado

Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado Federal, protocolou, nesta terça-feira, dia 11, um requerimento solicitando a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada na Covid-19. A nova CPI teria como objetivo apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia a partir do mês de novembro de 2021.

No requerimento, são citados como tópicos a serem analisados: o atraso e a insuficiência na vacinação infantil; a insuficiência de provisão para doses de reforço em 2022; os ataques do Presidente da República aos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à vacinação da população adulta e infantil; a insuficiência da política de testagem; e o apagão de dados do Ministério da Saúde com as suas consequências no correto monitoramento da evolução da pandemia. Para a abertura de uma CPI no Senado são necessárias assinaturas de ao menos 27 dos 81 senadores.

Em fevereiro do ano passado, foi Randolfe Rodrigues quem protocolou o requerimento que resultou na CPI da Covid no Senado. Apesar de também investigar o uso de recursos da União transferidos para Estados e municípios, o colegiado focou na conduta do governo durante a pandemia. A instalação da CPI foi determinada em 8 de abril pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que concedeu liminar em ação movida pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru.

Bahia.Ba

Bolsonaro diz que haverá ‘rebelião e caos’ se for decretado lockdown

Foto: Marcos Corrêa/ PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o país será palco de uma “rebelião” e que haverá um cenário de “caos” caso governadores e prefeitos decretem suspendam mais uma vez as atividades sociais e econômicas e decretem lockdown. Além de criticar os chefes do Executivo nos estados e municípios, Bolsonaro voltou a dizer que não vai se vacinar contra a Covid-19.

Para Bolsonaro, na hipótese de ser decretada a suspensão das atividades, as Forças Armadas não conseguiriam garantir a ordem. “O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem”, afirmou o presidente em entrevista, que foi ao ar nesta terça-feira, dia 11.

O presidente voltou a dizer que não se vacinou contra a doença e que não vai tomar o imunizante. “Eu não tomei a vacina. É o meu direito”, afirmou. “Não vão forçar, porque eu não vou tomar. Nenhum homem aqui no Brasil ou uma mulher vai me obrigar a tomar a vacina”, disse o presidente, que afirmou novamente que se fosse infectado, não teria complicações em razão de seu “passado atlético”.

Redação: Bahia.Ba | Informações: TV Jovem Pan News

Moro revela que Bolsonaro vibrou com soltura de Lula em 2019

Foto: José Cruz/ Agência Brasil

O ex-juiz federal Serio Moro revelou nesta terça-feira, dia 11, que o presidente Jair Bolsonaro vibrou com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Já tinha visto que ele sabotava o combate à corrupção. Ele nunca ajudou uma vírgula a prisão em segunda instância. Inclusive, comemoraram no Planalto quando Lula foi solto em 2019, quando acabaram com a prisão em segunda instância, porque ele via que isso favorecia a ele, essa polarização, uma coisa maluca”, disse.

Em novembro de 2019, por 6 votos a 5, o STF mudou de entendimento e vetou a prisão de condenados em segunda instância. Um dia depois, beneficiado pela decisão da Corte, o ex-presidente petista foi solto na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, após determinação da Justiça Federal. Moro disse ainda que sugeriu a ele pensar no pior cenário possível no início da pandemia do coronavírus.

“Fiquei chocado que o presidente reclamou uma nota de pesar. Um policial rodoviário federal morreu de por Covid. Ele reclamou porque colocaram que morreu por Covid”, disse. Moro deixou o cargo de ministro da Justiça em abril de 2020 após o presidente decidir exonerar o então diretor-geral da PF (Polícia Federal) Maurício Valeixo, profissional de confiança do ex-juiz.

Matéria: Bnews | Reportagem: Rádio Metrópole

“Saí do governo quando percebi que Bolsonaro não protegia o combate à corrupção”, diz Moro

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Em entrevista nesta terça-feira, dia 11, o ex-juiz Sérgio Moro disse que saiu do governo Bolsonaro quando percebeu que o presidente “não protegia o combate à corrupção”. Moro foi ministro da Justiça de Bolsonaro por um ano e quatro meses.

“Não fui pelo cargo. Fui pelo projeto. As pessoas sofrem muito. Emprego, sálarios caindo, as tragédias… As pessoas se sentem abandonadas. Em 2018, o Brasil estava dando uma virada. A corrupção sempre foi um problema no Brasil. Não o maior problema, mas ela vai se disseminando. Vai gerando uma ineficiência do estado… esAs pessoas tão me representando em Brasília ou não tão me representando? Eu fui. E até a prova que não fui pelo cargo de Minsitro foi que saí. Fiquei um ano e 4 meses. Quando percebi que o projeto de combate à corrupção não estava sendo protegido pelo presidente, eu saí. Meu compromisso maior era com a população brasileira. Quando chegou o momento que vi isto estava sendo sabotado, eu saí. A gota d’água foi a troca da Polícia Federal”, diz.

Nas pesquisas de intenção de voto, Moro tem aparecido em terceiro lugar, atrás de Lula (PT) e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seu melhor desempenho, soma 11% das intenções de voto.

Redação: Metro1 | Reportagem: Rádio Metropole

Confirmado veto à renegociação de dívidas dos MEIs e micro empresas

Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo

Conforme foi antecipado na quinta-feira, dia 06, o presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto que previa a criação de um programa de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte enquadrados no Simples Nacional. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, dia 07.

Bolsonaro justificou que a proposta incorre em vício de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, uma vez que, ao instituir o benefício fiscal, implicaria em renúncia de receita. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto em dezembro.

O programa foi batizado de Renegociação em Longo Prazo de débitos para com a Fazenda Nacional ou devidos no âmbito do Simples Nacional (Relp). Pelo texto, o prazo para adesão se encerraria um mês após a sanção da proposta.

Bahia.Ba

João Roma destaca papel do Exército na resposta às enchentes

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Presente em Salvador para o ato de lançamento da Escola Municipal do Curralinho, o ministro da Cidadania, João Roma, destacou o papel do Exército no atendimento às vítimas das chuvas que atingiram o sul e extremo sul baianos, sobretudo em dezembro.

O deputado federal licenciado e pré-candidato a governador foi um dos auxiliares escalados pelo presidente Jair Bolsonaro para monitorar os efeitos das enchentes no estado e em Minas Gerais.

“O Exército foi decisivo na vida de muita gente. E tem sido ainda. Às vezes o necessário é chegar com o helicóptero e fazer o resgate. Às vezes o necessário é chegar com carro pipa para lavar a cidade, porque não estava sendo possível ne andar de tanto fedor, de tanto entulho, de tanta destruição nestas cidades. Foram cenas realmente muito tristes”, comentou Roma.

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